A história é sobre a busca pela vida eterna, aceitação (e medo) da morte, amor. Temas batidos, poderia ter dado em um filme muito piegas. Deu em um filme lindo de morrer.

Roteiro pra lá de original. Duas histórias contadas em paralelo: uma passada na Espanha do século XVII – onde Conquistador e sua rainha tentam salvar seu reino da perseguição da inquisição, e outra nos tempos atuais – onde um cientista tenta incansavelmente descobrir a cura para a doença que está matando sua esposa. A história do passado é narrada por uma história escrita no presente e que acaba no futuro – nos levando a terceira história que funciona como um “elo” de ligação entre as duas primeiras, se passa no espaço e é onde respostas são encontradas. Nas 3 histórias, um amor que se repete. E ainda, em meio a isso tudo, referências a poética crença maia sobre a Shibalba – nebulosa para onde os maias acreditavam irem os mortos.

Hugh Jackman é definitivamente dos melhores atores dos últimos tempos – impressionante como é capaz de anular qualquer traço do marcante Wolverine. Rachel Weisz, como sempre, está maravilhosa. Interpretações inspiradíssimas. Alguém imagina Brad Pitt e Cate Blanchett naqueles papéis? Darren Aronofsky só saiu ganhando com a desistência de Pitt. Por falar nele, virei fã. Preciso sanar esta falha no meu projeto cinematográfico, e assistir a “Pi” e “Requiém de um sonho”. E outros.

Fotografia lindíssima por todo o filme. Destaque para as cenas no espaço que, acabo de descobrir na internet, não utilizaram efeitos especiais digitais, mas manipulações químicas. Lindo de morrer.

Fonte da Vida é mais que alternativo. É para se ver em dia de mente aberta. Pena que na minha sala tive que conviver com 2 velhinhas que riam sem parar achando tudo ridículo, e um senhor cansado que, não satisfeito em dormir, roncava. Tentaram estragar a magia do filme, se esforçaram, mas não conseguiram.

Eu recomendo. Pena que eu vi sozinha, não pude conversar com ninguém após o filme. Se alguém aí já viu, me avise para marcarmos um chopp 🙂

Quando eu morrer, plantem uma árvore. E minhas tatuagens foram decididas ao longo do filme.

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