Essa semana li (ou reli), por meios distintos, dois textos que caíram como uma luva – sabe aquele texto, citação, música que você lê, relê ou ouve na hora certa? Naquele momento em que fazem todo o sentido, em que parece que “a ficha cai”? Pois é, nessa semana, foram esses dois.

Um brasileiríssimo, vindo lá do Pantanal, em forma de canção. Simone me relembrou essa música hoje. O outro veio da Escócia, pensamento inspirado por uma expedição ao Himalaia.

“Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei”
Tocando em frente – Almir Sater e Renato Teixeira

“Em relação a todos os atos de iniciativa e criação, há uma verdade elementar cujo desconhecimento mata inúmeras idéias e esplêndidos planos: a de que, no momento em que nos comprometemos definitivamente, a providência se move também. Uma seqüência de acontecimentos brota da decisão, fazendo surgir a nosso favor toda sorte de incidentes não previstos, encontros e assistência material, que nenhum homem poderia sonhar que pudesse vir em sua direção. Eu aprendi a respeitar profundamente esses versos de Goethe:

O que quer que você possa fazer ou sonhe que possa, comece. A ousadia contém genialidade, poder e magia.


W. H. Murray, em “The Scottish Himalaya Expedition”

PS: Os versos foram erroneamente atribuídos a Goethe no texto original. Na realidade, são traduções de citações de Fausto, feitas por John Anster em 1835. Eu gosto mesmo assim.

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