1. Como provar-se um ser dotado de bondade para com o próximo? Existem limites para a sua bondade? Como sabê-los? Será que já foram realmente testados?
2. Maldade e bondade são mensuráveis? Como medi-las, e quem é capaz de fazê-lo? Como identificar o momento em que a bondade se encaminha para a maldade? Será que não estão tão distantes assim?
3. Será a maldade inerente ao ser humano? Parte de nossa essência e necessária para a sobrevivência, tanto quanto acreditarmos na bondade do próximo? Caso seja, o que nos leva a procurar tantas desculpas para justificar nossos próprios atos de maldade?

Sexta-feira à noite. Decido finalmente assistir ao filme que há tanto resisto, devido a proposta inovadora do diretor – um filme rodado todo em estúdio, em um único cenário. Uma pequena cidade toda representada por desenhos no chão. Dá uma impressão de monotonia que geraria 3 longas horas de filme.

Eis que Dogville me surpreendeu. É o tipo de filme que é melhor saber pouco a respeito antes de assistir.

Sei que a dica vem com atraso. Se você é do time dos retardatários por motivos similares aos meus, dispa-se de qualquer preconceito e deixe o filme te surpreender.

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