Em um post mais abaixo, eu falei sobre o filme “A fonte da vida” – de Darren Aronofsky. Simplesmente amei o filme, e havia decidido conhecer mais a filmografia de Darren. Incluí “Requiém de um sonho” e “Pi” na lista.

Graças a uma locadora recém descoberta, essa semana pude cumprir minha decisão. Eis que agora já posso dizer, com base em fatos, que virei fã de carteirinha do cara.

Os 3 filmes narram histórias que envolvem pessoas em situações-limite. O marido que está perdendo sua mulher e a luta pela descoberta da imortalidade; personagens no limite de sua dependência de drogas; o matemático que tenta à exaustão descobrir um padrão matemático. Acho que é por isso que dizem que o cara é o novo Kubrick.

“Requiém de um sonho” narra a história de 4 personagens – um filho ausente, sua mãe carente, sua namorada apaixonada e o amigo-sócio – que, em busca de seus sonhos, se afundam em seus vícios. A palavra requiem vem do latim – “requiem aeternam dona eis” que significa “dai-lhes o repouso eterno” – e é associada a composições musicais em honra aos mortos. Mozart e Verdi compuseram seus próprios requiems. Um filme extremamente forte, e um tanto quanto deprimente, que aborda o tema da dependência de forma nua e crua sem cair no clichê dos inúmeros filmes sobre a garota bonitinha que se viciou em heroína porque arrumou o namorado errado. Repleto de cenas aterrorizantes de fazer qualquer um desistir de tentar experimentar qualquer droga.

“Pi” narra a história do matemático Max Cohen que busca um padrão no mercado de ações, com base nas premissas de Pitágoras que eu citei no post abaixo (não, eu não fico pensando em Pi sem um motivo!!). Ao longo do filme, Max se vê envolvido com judeus que estudam um possível padrão na Torah e capitalistas que querem financiar seu estudo sobre o mercado de ações. O Jardim de Éden e a árvore do conhecimento – referenciados em “A fonte da vida” – estão lá também. A fotografia do filme é lindíssima – todo em preto e branco, muita luz, cenas super expostas. Uma estética de cinema antigo com um quê do expressionismo do qual já falei aqui algumas vezes.

A fotografia lindíssima me chamou a atenção tanto em “Pi” quanto em “A fonte da vida”, muito mais que em “Requiém de um sonho”. Fui checar o diretor de fotografia, e eis que é o mesmo em todos os filmes de Darren: Matthew Libatique. O cara tem uma extensa filmografia, e acabo de acrescentar vários outros filmes para meu projeto cinematográfico…

Quanto aos demais filmes de Darren – todos mais antigos: Protozoa, Fortune Cookie e Supermarket Sweep – acho que vou ficar só na vontade, pois não vi lá pela locadora… Enfim, que venha o próximo filme.

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