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Ando muito musical.

Falei aí embaixo que o Pandora não tem uma base boa de música brasileira. Bom, acho que me enganei. Andaram atualizando a base. Qual não foi minha surpresa ao ver um dos curadores do Pandora dizendo, no blog, que Chico Buarque foi sua última melhor descoberta via genoma musical!!

Aliás, o blog deles também é bem legal. Nesse post do Chico Buarque, o cara pedia para os leitores listarem suas últimas boas descobertas via Pandora. Depois vou ver as respostas do pessoal com mais calma pra ver se acho mais coisa boa.

A minha última boa descoberta foi o Mott the Hoople – banda inglesa de rock dos anos 70, tendo David Bowie como um de seus maiores fãs. Não sou boa em descrever o porquê gosto de algumas bandas e músicas, portanto limito-me a dizer que, se você curte um bom rock inglês, vale a pena ouvir.

E eis que tenhos duas novas estações – a do Chico (tocando Gilberto Gil, Caetano, João Gilberto, Nara Leão, Elis entre outros!) e Mott the Hoople (tocando Bob Dylan, The Who e um monte de outras bandas que eu não conheço, mas estou gostando!).

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Acabo de perceber que nunca falei sobre um dos meus serviços favoritos na web – o Pandora!!

O Pandora é a consequência virtual do projeto “genoma musical“, tocado desde 2006 por um grupo de cientistas-músicos e que tem como objetivo decifrar os inúmeros genes que formam o DNA de cada música com base em quesitos como melodia, harmonia e ritmo, instrumentos presentes, orquestração, arranjo, letra, qualidade e hamornia vocais.

Após analisar músicas de cerca de 10000 artistas, eles têm material suficiente para comparar DNA’s, e descobrir que determinada música teve influência de um determinado estilo e que pode ser considerada “similar” a algumas outras músicas e artistas.

Pois então, eles criaram o Pandora. Lá você cita um artista ou música de sua preferência, e o Pandora cria uma rádio para você. A partir de então, a rádio começa a sugerir músicas que tem um DNA similar a sua música\artista. Você ainda pode controlar um pouco essas sugestões, e indicar quando não concorda com alguma sugestão, e a rádio vai se ajustando.

Simplesmente a melhor forma de se ouvir música, para qualquer gosto. Raramente o Pandora erra nas minhas seleções. Excelente forma de conhecer novas bandas e artistas que você gosta, e nem sonhava que existiam!!

A única parte chata é que a base deles ainda não tem praticamente nada de música brasileira. E você também só pode criar rádios se comprovar moradia nos EUA, já que este serviço somente está autorizado lá até então – por questões óbvias de reprodução de músicas. Bom, comprovar moradia nos EUA = disponibilizar um zipcode americano. Entendeu?

Enfim, fica a dica. No momento, estou aqui me deliciando com minha rádio “James Brown”!!

…e pelo jeito foi para bem longe daqui.
Que diabos de verão é esse?? Cadê o sol, os dias insuportavelmente quentes, o por-do-sol maravilhoso??

E o Rio de Janeiro continua lindo, mas deve ter muito turista por aí achando que essa cidade é uma farsa.

Existem períodos em que, por algum motivo, tenho a impressão que temas se repetem na minha vida – em lugares distintos, envolvendo pessoas e circunstâncias distintas.

Ultimamente, me pego várias vezes questionando porque alguém lê um livro de auto-ajuda. Um único argumento, normalmente banal, que se arrasta por 350 páginas. E que quando faz sucesso, se desdobra em inúmeros volumes. Normalmente escritos por autores que nunca provam ter aplicado com sucesso as tais regras descritas longa e cansativamente. “Little Miss Sunshine” – filme lindo, que eu amei e vi no final de 2006 – traduz muito bem esse meu questionamento. Praticamente no dia seguinte a ida ao cinema, fui convidada para o lançamento de um livro de auto-ajuda – pelo menos no meu conceito. E, sem questionar a inteligência e competência do autor, me perguntava com qual autoridade ele escreve tal livro.

Partindo da premissa que, quem lê auto-ajuda, está em busca de inspiração para conquistar seus objetivos através de obstinação e coragem, porque estas mesmas pessoas não se inspiram em relatos reais envolvendo muita obstinação e coragem? Porque ler “Nunca desista de seus sonhos”, e não “The Scottish Himalaya Expedition”, citado no post aí embaixo? W.H. Murray sem dúvida sabe o que é obstinação e coragem. Minha amiga Simone, pelo final de 2006, andou lendo alguns livros sobre expedições e relatos de sobrevivência, e esse tema era recorrente em nossas conversas.

Hoje, em almoço de trabalho, dois colegas conversam sobre suas últimas leituras. Enquanto um diz que “Os 7 hábitos das pessoas muito eficazes” será sua próxima leitura, o outro diz que “A insustentável leveza do ser” foi o único livro que não terminou na vida, complementando logo em seguida que provavelmente foi porque leu na idade errada.

“A insustentável leveza do ser”
está na lista de meus livros favoritos e, sem dúvida, eu o li no momento certo da minha vida. O livro por si só é maravilhoso, mas a história, idéias e pensamentos contidos ali, faziam todo sentido e me ajudaram bastante naquele momento de separação pelo qual eu passava mas não compreendia. No almoço de hoje, começei a me questionar como funciona a tal da auto-ajuda. Críticas literárias a parte (por favor!!), talvez os hábitos das pessoas muito eficazes funcione para o meu colega exatamente como Milan Kundera funcionou para mim.

Dia desses no Casa no Mato, a Mari declarou seu amor a Clarice Lispector. Como amante de literatura – principalmente de romances – há muito penso que deveria dedicar-me a superar o trauma que tenho de Clarice Lispector. Aos 11 anos, tive que ler “A hora da estrela” na escola. Definitivamente, o livro errado para o momento errado. Me causou um trauma que perdura até hoje.

Finalmente, acabo de falar aí embaixo sobre textos lidos na hora certa. Mais uma vez, sinto que estou me repetindo. Auto-ajuda e momentos certos para as coisas certas – e eu me questionando de onde vem essa recorrência… Vou parando por hoje, porque já me repeti demais.

Por motivos que depois conto aqui, hoje cheguei em casa louca para folhear um de meus livros preferidos – “A insustentável leveza do ser” de Milan Kundera – e reler seu início que fala sobre o conceito do eterno retorno – presente constantemente na literatura de Nietzche, e que inspira o nome do livro.

A teria do eterno retorno parte da premissa que o tempo é infinito mas os acontecimentos não o são. O universo está constantemente mudando de estado, mas em algum momento os estados irão repetir-se, já que são finitos. Esta idéia de ciclos vêm de longa data, está presente em religiões como o budismo e o hinduísmo, e já foi provada e refutada por inúmeros matemáticos e físicos.

Nietzche não afirma a existência do eterno retorno, mas fala da idéia aterrorizante de sua existência e do peso insustentável que isso nos traria. Como escreveu Milan Kundera:
“Se cada segundo de nossa vida se repetir um número infinito de vezes, estamos pregados na eternidade como Cristo na cruz. Essa idéia é atroz. No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma responsabilidade insustentável. É isso que leva Nietzche a dizer que a idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos”.

Por outro lado, a negação do eterno retorno nos torna mais leves, fazendo sentir-nos menos responsáveis por cada ato ou gesto. Essa leveza, ao longo do tempo, é capaz de mudar toda uma perspectiva. Citando novamente trechos do livro:

“…Se a revolução francesa devesse se repetir eternamente, a historiografia francesa se mostraria menos orgulhosa de Robespierre. Mas como ela trata de algo que não voltará, os anos sangrentos não passam de palavras, teorias, discussões, são mais leves que uma pluma, já não provocam medo.”

“… Em compensação, a ausência total de fardo leva o ser humano a se tornar mais leve do que o ar, leva-o a voar, a se distanciar da terra, do ser terrestre, a se tornar semi-real, e leva seus movimentos a ser tão livres, como insignificantes. O que escolher, então? O peso ou a leveza?”.

Parmênides já fazia esse questionamento no século VI antes de Cristo. Segundo ele, o universo estaria dividido em pares de opostos: a luz e a escuridão, o grosso e o fino, o quente e o frio, o pesado e o leve. Considerava que um dos pólos era negativo e outro positivo. Para ele, o leve é positivo e o pesado negativo. Será?

A leveza torna-se insustentável quando banaliza nossos atos. Daí a insustentável leveza do ser, tão bem catacterizada por Milan Kundera ao longo do livro, expressa no personagem de Thomas, e em sua história com Tereza.

A genialidade de um cara que parte de um questionamento filosófico como esse, inspirado por Nietzche, junta com um fato histórico (a primavera de praga) e escreve um romance de tirar o fôlego me impressiona. Milan Kundera é dos meus autores preferidos. Qual não foi minha surpresa ao perceber que, em Praga, capital de sua terra natal, não há uma referência ao seu trabalho – talvez porque esteja vivo e vivendo em Paris.

Essa semana li (ou reli), por meios distintos, dois textos que caíram como uma luva – sabe aquele texto, citação, música que você lê, relê ou ouve na hora certa? Naquele momento em que fazem todo o sentido, em que parece que “a ficha cai”? Pois é, nessa semana, foram esses dois.

Um brasileiríssimo, vindo lá do Pantanal, em forma de canção. Simone me relembrou essa música hoje. O outro veio da Escócia, pensamento inspirado por uma expedição ao Himalaia.

“Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei”
Tocando em frente – Almir Sater e Renato Teixeira

“Em relação a todos os atos de iniciativa e criação, há uma verdade elementar cujo desconhecimento mata inúmeras idéias e esplêndidos planos: a de que, no momento em que nos comprometemos definitivamente, a providência se move também. Uma seqüência de acontecimentos brota da decisão, fazendo surgir a nosso favor toda sorte de incidentes não previstos, encontros e assistência material, que nenhum homem poderia sonhar que pudesse vir em sua direção. Eu aprendi a respeitar profundamente esses versos de Goethe:

O que quer que você possa fazer ou sonhe que possa, comece. A ousadia contém genialidade, poder e magia.


W. H. Murray, em “The Scottish Himalaya Expedition”

PS: Os versos foram erroneamente atribuídos a Goethe no texto original. Na realidade, são traduções de citações de Fausto, feitas por John Anster em 1835. Eu gosto mesmo assim.

Essa história toda do YouTube e Cicarelli é mais complexa do que parece à primeira vista. O fato é que nossa legislação não está preparada para regulamentar o uso da Internet – como consequência temos o judiciário tomando decisões absurdas, baseadas em quase nada. Da mesma forma que a justiça decreta o bloqueio ao YouTube por causa da Cicarelli, inúmeros crimes ficam sem punição já que, muitas vezes, não há embasamento para isso.

Outro fato é que existe muito abuso na Internet – pedofilia, homofobia, venda de produtos ilegais e por aí vai. Começei a me perguntar se não existiria algum tipo de disque-denúncia cibernético, e eis que encontrei a Safernet Brasil – entidade sem fins lucrativos que, além de funcionar como um disque-denúncia – publica informações bastante úteis sobre o tema. É possível denunciar qualquer site ou comunidade na Internet que pratique crimes contra os Direitos Humanos, e acompanhar o andamento da denúncia.

A Safernet conta com uma equipe que faz a análise das denúncias, as qualifica e busca os dados necessários para entrada com uma ação no Ministério Público ou junto à Polícia federal, dependendo do caso.

Me lembrei de uma vez que encontrei anúncios de venda de femproporex (vulga anfetamina) na Internet, em doses absurdas. A venda de femproporex é controlada, os medicamentos são tarja preta e o anúncio prometia milagres como “perca 10kg em 1 semana”. Na época, enviei um email a ANS. Recebi uma resposta de agradecimento e ponto final.

Resolvi testar o sistema, e fiz minha denúncia lá. No entanto, não tenho certeza se será qualificada, já que não sei se poderá ser caracterizada como crime contra os direitos humanos. Somente estes crimes são passíveis de ações públicas incondicionadas – aquelas em que o MP pode condenar o criminoso sem a manifestação da vontade das vítimas. Ou seja, ainda assim, minha denúncia pode não dar em nada.

Eu recomendo a visita e a leitura. E prometo postar aqui o andamento da minha denúncia.

PS: Vale ressaltar que o youtube, assim como o orkut e vários outros grandes sites do tipo, possui um mecanismo de denúncia. Se você encontra um vídeo considerado criminoso, é possível denunciá-lo e o youtube o tira do ar, caso o considere realmente criminoso de acordo com seus termos de uso.

Tribunal de justiça de São Paulo decide bloquear o acesso ao you tube no Brasil. Leia mais aqui.

É tanto absurdo que eu fico sem saber por onde começar. Que nossas leis mal citam a internet, quanto mais regulamentar seu uso, já é de conhecimento público. Mas a ignorância do nosso judiciário quanto ao assunto ainda é capaz de me assustar. Ou melhor, me irritar.

Para não falar do óbvio – onde foi parar a democracia? cadê a liberdade de informação? – vou falar dos custos que isso acarreta, provavelmente ignorados pelo juíz que tomou a decisão. Para esse bloqueio funcionar, é preciso criar filtros nas maiores empresas de infra-estrutura do Brasil – Embratel, Brasil Telecom entre outras. E não, não é um filtro só. São vários. Filtros para impedir acesso a qualquer IP que venha do YouTube. Isso exige profissionais especializados, monitoramento constante e diário. Ou seja, custa dinheiro. E jamais será 100% eficaz.

Talvez valha citar também que esse tal método dos filtros é o mesmo utilizado na China, e em outros países onde o acesso a Internet é controlado.

Posso falar também sobre a agressão aos inúmeros usuários do site – os que baixam os vídeos como os de Cicarelli, mas principalmente aqueles que publicam seus vídeos, muitas vezes como uma alternativa barata, funcional e de grande alcance para divulgação de seus trabalhos. Vide exemplo do DiMorais – artista capixaba empresariado pelo meu cunhado Marcelo, e citado pela Dani.

Ah, mas não há motivo para tanta preocupação. A decisão só vale até o you tube retirar o vídeo de cicarelli do site. Aí o tubo volta. Por mais exatos 0.0007seg, que é o tempo de algum usuário fazer o upload de novo. Nesse caso, acho que deviam obrigar o you tube a implantar uma ferramenta de detecção de imagem e impedir que qualquer vídeo contendo imagens de Cicarelli sejam publicados. Pô, fácil, fácil.

Por fim, vou apelar pra fofoca e concluir que se Cicarelli ainda tinha a simpatia de alguns brasileiros, agora vai ser difícil reconquistá-los – pelo menos a pequena fatia desse Brasil que é usuária de internet e que, vou chutar aqui, deve ser mais ou menos a mesma que assiste ao canal de seus programas. Pensando bem… que nada!! É só esperar isso passar e resolver dar umazinha com algum namorado novo e ainda mais bem dotado que esse daí. Daí o vídeo pára em outro tubo qualquer, ela vira assunto nacional, e o resto da história a gente já sabe.

Enfim, eu acessei o you tube hoje. E tenho esperança que ainda vão recorrer dessa decisão. Alguém há de se dar conta desse absurdo.

O post aí embaixo, inicialmente era para falar sobre um brinquedinho novo encontrado na Internet, dica da minha querida irmã. Acabou virando um post totalmente reflexivo 🙂

Peço desculpas aos meus incontáveis (!!) leitores, e nesse aqui vai a dica:
http://www.flixster.com/

Pra ficar mais fácil de entender, vou dizer que é um orkut para você compartilhar com seus outros amigos cinéfilos – você pode comentar filmes, ranqueá-los, informar os filmes que vc mais gosta, encontrar filmes que tenham a ver com seu estilo e amigos que tem um gosto cinematográfico similar ao seu – o que pode lhe render alguns convites pra um cineminha 🙂

Gostei da nova brincadeirinha. Recomendo!!

Ando assustada comigo mesma.

Inventei de simplificar minha vida, desde setembro passado. Foi um longo processo que culminou em pedido de demissão, viagem, decisões importantes, e a tentativa de um plano – que estou tentando colocar em prática – que me permita viver melhor com menos dinheiro, ocupar a maior parte do meu tempo com coisas que eu realmente gosto. Tem gente que acha tudo isso muito utópico, mas eu acho que tem jeito. E vou tentar até conseguir achar o jeito, ou até me dar conta que é impossível mesmo. Mas isso tudo merece um post a parte. Não é isso que me assusta, portanto vamos voltar ao assunto inicial.

Gastar tempo com as coisas que eu realmente gosto exige que eu saiba aquilo que eu realmente gosto. Algumas coisas são fáceis e óbvias – eu adoro fotografar, por exemplo. Outras (re)surgiram após praticamente uma regressão – lembrei que gostava de escrever, lá nos meus tempos de ginásio. Hábito que eu deixei para trás faz muito, muito tempo.

Eis que, a princípio empolgada com a viagem, resolvi criar esse blog. Voltei de viagem, e ele continuou por aqui firme e forte. Resolvi migrar do blogspot para o wordpress – não satisfeita, resolvi pesquisar outras ferramentas. E aí fui pesquisando, pesquisando… E meu tempo livre me fez perceber quanta coisa legal e nova tem pela Internet, e que eu não via antes porque nunca tinha tempo. Por muito tempo, internet pra mim era ferramenta de trabalho 95% do tempo. E trabalho era quase 95% do meu tempo.

A conclusão é que tenho passado de 4 a 5h por dia na internet, incluindo madrugadas afora. Acho que estou (re)descobrindo meu lado nerd, que eu tanto renego. Vai ver estou passando por todo esse processo para redescobrir aquilo que eu achava que havia sido meu erro inicial… Vai ver eu sou nerd mesmo 🙂 Ok, talvez uma nerd com alguma sensibilidade, com um lado artístico mais aflorado que o normal. Ou talvez eu finalmente perceba o óbvio e deixe esses rótulos imbecis para trás 🙂

A boa notícia é que, apesar das 4 a 5h diárias de internet, ainda sobra tempo para pedalar na praia, ver meus filmes, encontrar meus amigos, trabalhar no meu freela. E meu nível de stress anda mais do que baixo. Esquisitices a parte, parece que o plano está funcionando. Até agora.

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Por onde viajo…

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