Rio de Janeiro
… gosto de quem gosta desse céu, desse mar, dessa gente feliz.

Lembro de um amigo curitibano que sempre me dizia que várias pessoas gostam, ou até amam suas cidades-natais. Mas só cariocas são apaixonados por sua cidade. Talvez ele tenha alguma razão.

Depois de um janeiro de tempo esquisitíssimo, eis que hoje fez um dia lindo. Do início ao fim.
Não era um céu azul de verão. Não fazia o calor quase insuportável na praia.
Haviam algumas nuvens no ceú. Ventava na praia, a temperatura era agradável. Não era um dia típico de verão.
(aliás, será que daqui 5 anos alguém ainda vai se lembrar do que costumava ser um dia típico de verão?).

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Praia do diabo. O mar estava sujo. Parece que com tanta chuva no verão, ainda teremos as praias sujas por um bom tempo.
Praia lotada. Daquele tipo que parece que mal sobre espaço para mais um (no caso, o seu!) guarda-sol.
Inúmeros desavisados na ciclovia. Vários quase-atropelamentos. Será que prendi minha bike direito? Melhor ir checar de novo.
Trilha sonora da praia de gosto duvidoso. Melhor ouvir meu ipod – ai, será que é seguro? Melhor prestar atenção ao redor.
Fome. Restaurante. Carona de carro – não vou ter onde deixar minha bike por lá.
Trânsito meio chato. Melhor deixar o carro no estacionamento, pra não dar mole com essa prancha aí em cima.
Praia de novo no final da tarde. Funk rolando, que maravilha!
Cinema no final do dia – poucas opções, acho que já vi tudo de bom que está em cartaz.

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Acordei. Peguei minha bicicleta e fui pedalando para a praia. 20min depois encontrei algumas amigas.
Deitei na areia. Olhei ao meu redor – Arpoador de um lado, Forte de Copacabana do outro.
Um ventinho bom no meu rosto. Um dia lindo, sol delicioso. Biscoito Globo.
Olhei o mar. Amo olhar o mar. Hipnotizante. Decidi estrear meu ipod na praia. Música clássica. Vivaldi.
Tudo parecia mais lento. Trilha sonora perfeita para observar o mar e a natureza.
Relax total.
Bateu a fome. 20min depois, estava sentada em um restaurante que adoro, com amigas que amo, uma comida deliciosa. Papo agradável, muita risada.
Pedalar de volta pra casa. Mas antes, um pouco mais de Vivaldi e mar.
Pedalo pra casa. Devagar. Curtindo a vista. Sentindo o ventinho surpreendente. Ih, passei da minha casa… Tudo bem, pedalo mais um pouco, está tão bom…
Chego em casa, já é final de dia.
Um cineminha cai bem para completar o dia agradável. Filme mais ou menos, nem bom nem ruim. Mas cinema é sempre bom. Com pipoca e depois de um dia de praia, melhor ainda.
Acabou o dia.
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O Rio de Janeiro tem mil defeitos. Mas dizem que paixão é assim – meio cega mesmo, só nos permite ver a parte boa.
Mas convenhamos: quando a parte boa é MARAVILHOSA, há que perdoar-se a cegueira…

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