Jewish Bar!
Você entraria nesse bar?
Eis que foi onde descobri Daniel Kahn & The Painted Bird, em Berlim. Descobri e amei.
Já falei dos caras por aqui. São aqueles que me fizeram achar que a qualquer momento seríamos todos descobertos, presos e levados para algum campo de concentração.

Daniel Kahn é um judeu de Detroit, que junto com mais um americano e uns alemães criou o “The Painted Bird” para tocar um misto de yiddish music com um folk e sei lá mais o quê. Deu em um som nada usual, mas muito muito bom. Eu amei o show. E isso sem citar toda a performance envolvida – os chapéus, as capas pretas, as barbas, a dança.

E tinha o acordeão. Até então, só me lembrava de ter visto acordeão sendo tocado nos nossos ritmos nordestinos, como baião e forró. E fiquei impressionada com a diversidade de sons que pode ser tirada de um mesmo instrumento.

Eis que me dei conta de que nada sabia sobre o acordeão, apesar de sempre tê-lo visto sendo tocado. Descubro que foi criado no século XIX, na Europa, e que é usado em diversos estilos musicais – de musette (estilo musical francês) a folk music da escandinávia. Muito antes de ser consagrado no nosso baião. Bom, eu nem sabia que existia folk music na escandinávia. Na verdade, nunca pensei muito sobre o acordeão. Fui pensar logo em Berlim. Adoro essas descobertas inesperadas.

Daniel não conhecia baião, forró ou Luiz Gonzaga. Deixou o email dele comigo para eu escrever esses nomes, e enviar umas músicas. Dívida sanada somente ontem. Inácio me fez voltar a ouvir Daniel Kahn, e lembrei da dívida.

Ouça e compare:
** Daniel Kahn and The Painted Bird:

** E nosso rei do baião:

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