Não cresci ouvindo Pink Floyd. Não tenho nem idade pra isso.
Também não tive aquele momento-adolescente de descoberta e posterior idolatria ao grupo.
Conheço somente tudo aquilo que é impossível não conhecer, e um pouquinho mais.

Mas nada disso importa. Roger Waters foi responsável pelo melhor show que já vi na vida.
Um som surround, que volta e meia nos surpreendia, de arrepiar até o último fio de cabelo.
Como pessoa visual que sou, desejei muito ter uns 10cm a mais para poder ver melhor as imagens projetadas no palco.
Que projeção. Aquele avião parecia estar no palco de tão perfeito. A lua. E aquelas fotos, lindas, misturando-se magistralmente aos vídeos.
Descobri que desde sempre sonhei, mesmo sem saber (!!), em ser vocal no show dos caras. Que vozes eram aquelas. E quanta elegância.
Descobri também que solos de guitarra sempre me deram um certo sono simplesmente porque não tenho um bom home theater 🙂
E invejei aquelas crianças do coral da UFRJ.
Cantar ali, e ainda no bis, é de tirar o fôlego.
No final, eu, que já estava mais que no clima do show, completamente extasiada, quase chorei com a apoteótica Bring the boys back home. E o comfortambly numb dando as caras no telão, explicando o que aquele rádio fazia ali o tempo todo. E que música.

Simplesmente uma perfeita junção de imagem, luz, som e movimento. Impossível não se emocionar.
Nem a pane de 10 minutos, nem o fato inexplicável de resolverem fechar o metrô após o show, sequer imaginaram ameaçar a magia do evento.

E Roger Waters entrou para a seleta listinha pessoal que mantenho, da qual fazem parte também Chico Buarque e Harrison Ford. Entrou ontem, e foi mais que merecido 🙂
Ah, e eu não vi o porco explodir. Boyle-Mariotte devem ter feito efeito bem longe daqui, ou eu não entendo nada de física mesmo e o porquinho foi para convenção estratosférica de porcos 🙂

A galera paulista: aproveitem!

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