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Pelos posts aí debaixo, já deu pra notar que ontem sofri com o tal do apagão aéreo. O tempo também estava bem ruim no RJ, o que dificultou as coisas. Mas foram 2h de atraso de vôo, acabei chegando em casa a meia-noite e meia, qndo deveria ter chegado as 22h.

Pra passar o tempo no aeroporto, depois da sessão de cinema, resolvi fazer uma daquelas massagens rápidas de 30min. E me dei conta de como eu NÃO estou estressada. Eu amo massagens. Tanto que, ano passado, praticamente viciei em um bom shiatsu. Entrava uma e saía outra de uma sala de massagem. Era tanta tensão acumulada, que aquela 1h de sessão costumava ser a melhor hora do meu dia – apesar de custar uma fortuna.

2006 foi um ano caótico. Mudei de emprego, odiei o emprego novo – que prometia tudo para traçar meu caminho rumo a uma carreira brilhante, odiava a rotina de viver viajando, odiava ter que trabalhar tanto e não ter tempo pra mim. Pra completar, me dei conta (ou finalmente assumi) que não sou muito fã de minha própria profissão. Para piorar o quadro, foi o ano em que finalmente coloquei um ponto final em uma história que vinha se arrastando e não terminava nunca. Conclusão da história: MUITO stress. Engordei, meu cabelo caiu, minha pele encheu de umas espinhas que eu nunca tive, o bruxismo voltou, eu tinha dores de cabeça horríveis toda manhã. Vivia agitada, não dormia direito. E estava infeliz.

Ontem, naquela massagem de meia-hora, tive (novamente) a absoluta certeza de que não poderia ter tomado uma decisão mais acertada na minha vida do que pedir demissão. E viajar. E voltar sem saber bem o que fazer, mas também sem pressa. Sem paranóias, sem muita cobrança.

Eu continuo não amando minha profissão, e tentando achar uma forma de resolver essa questão. Mas o trabalho atual está bom. Tenho tempo para meus cursos de filosofia, voltei pra dança que tanto amo, já fiz minhas aulas de canto. Me divirto escrevendo pro papo-calcinha, continuo a fotografar e tenho mais tempo para me dedicar a projetos de exposições e foto-varais. Encontro algum (porém pouco) tempo para me dedicar a Estúdio Lima, e vender um projetinho. Ajudá-lo a colocá-lo no ar, e descobrir que gosto disso. E que venham mais projetos. No meio disso tudo, tenho liberdade suficiente para conseguir viajar. Enforcar feriados, passar corpus christi em Jericoacoara e decidir que vou esquiar por uma semana em Bariloche.

Eu ando fazendo 1000 coisas ao mesmo tempo. Mas durmo bem, o brilho voltou ao cabelo, a pele tá ótima, o bruxismo voltou pro lugar de onde nunca deveria ter saído, os kilos estão todos indo embora para nunca mais voltar. Estou calma, aproveito minha vida.

Tem gente que me diz que essa reviravolta tem a ver com o tal do retorno de saturno – que acontece a cada 7 anos, e por isso os 28 foram complicados, e os 29 estão indo lindos e serenos rumo aos 30. Cética como sou, acreditar em astrologia é difícil. Todavia, coincidência ou não, ela tem feito sentido na minha vida 🙂

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Após a felicidade em descobrir o cinema no aeroporto, fui escolher meu filme – “Confidencial“.

Confesso que, até então, desconhecia a existência do filme. E pensei: ‘caramba, mais um filme sobre o Capote!’. De todo jeito, paguei meu ingresso (de R$9!!!! como eu queria cinema a esse preço no RJ) e fui. Me surpreendeu. Em uma visão mais humana sobre Capote, o filme explora melhor sua relação com os assassinos dos Clutter, especialmente com Perry Smith. Menos coisas ficam nas entrelinhas, o que pode ser bom ou ruim para um filme, principalmente os baseados em histórias reais. Nesse caso, achei o resultado positivo. O filme é entremeado por depoimentos dos amigos (fictícios) de Capote, que dão sua visão sobre o impacto que a saga de seu maior sucesso teve na vida pessoal de Trumann. O ritmo flui melhor que o “Capote” que deu a Philip Seymour Hoffman seu merecido Oscar, e vale dizer que Toby Jones não fez feio. Só perde pontos porque chegou depois, e tão pouco tempo depois, do Seymour-Hoffman.

Fica a dica. E eu fiquei novamente curiosa por ler o livro (“A sangue frio”).

Passei o dia ontem em POA, e o trabalho terminou antes do previsto.
Fui para o aeroporto tentar adiantar o vôo de volta e, além de não conseguir, descobri que meu vôo já tinha previsão de atraso de 1\2h. Que saco, né?

Nem tanto. O aeroporto Salgado Filho tem CINEMA!! O AeroGuion, faz parte da rede Guion (famosa em Porto Alegre) e que pra minha felicidade ainda faz um estilo Estação Botafogo (pros cariocas que me entendem). Isso me deixou ainda mais feliz. A programação incluía ‘Shrek III’; ‘Inferno‘, filme francês inspirado no Inferno de Dante retratado na Divina Comédia, totalmente curto-circuito que já vi e vale dizer que adorei; “Pintar ou fazer amor”, outro francês mas esse não vi (pena que o horário era ruim); “Princesas”, o espanhol sobre as prostitutas que já vi, e finalmente “Confidencial” – mais uma leitura cinematográfica sobre Truman Capote e seu “In cold blood”.

Com todas as letras: FILMES BONS. E no aeroporto. Em pleno apagão aéreo, pra ficar perfeito, só falta criarem um sistema de pager (estilo Outback como diz minha amiga Simone) que vibre quando confirmam o horário de saída do seu vôo. Simplesmente GENIAL. Acho que descobri como virar milionária. Agora, só me falta seguir o longo caminho para meu super-empreendimento.

Fiquei me perguntando… Será que o novo Santos Dumont, com suas 1000 lojas, irá abrigar cinema também?

E eu continuo sem conhecer Porto Alegre – só fui lá 2 vezes a trabalho, e só passei o dia. Mas a cidade já ganhou pontos comigo 🙂

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Por onde viajo…

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