Após a felicidade em descobrir o cinema no aeroporto, fui escolher meu filme – “Confidencial“.

Confesso que, até então, desconhecia a existência do filme. E pensei: ‘caramba, mais um filme sobre o Capote!’. De todo jeito, paguei meu ingresso (de R$9!!!! como eu queria cinema a esse preço no RJ) e fui. Me surpreendeu. Em uma visão mais humana sobre Capote, o filme explora melhor sua relação com os assassinos dos Clutter, especialmente com Perry Smith. Menos coisas ficam nas entrelinhas, o que pode ser bom ou ruim para um filme, principalmente os baseados em histórias reais. Nesse caso, achei o resultado positivo. O filme é entremeado por depoimentos dos amigos (fictícios) de Capote, que dão sua visão sobre o impacto que a saga de seu maior sucesso teve na vida pessoal de Trumann. O ritmo flui melhor que o “Capote” que deu a Philip Seymour Hoffman seu merecido Oscar, e vale dizer que Toby Jones não fez feio. Só perde pontos porque chegou depois, e tão pouco tempo depois, do Seymour-Hoffman.

Fica a dica. E eu fiquei novamente curiosa por ler o livro (“A sangue frio”).

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