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Quando vejo atletas (mesmo que na reprise) entrando no Maracanã, ovacionados por 90 mil pessoas, emocionados e ao mesmo tempo tensos com o que está por vir, sinto uma pontada de inveja. Como a que provavelmente vou sentir hoje ao ver as meninas da ginástica no pódio. A recompensa por anos de treinos intensivos, dedicação extrema, que vem em poucos minutos, segundos. Muita emoção concentrada em pouco tempo. Sem contar com o milagre da superação física. Me arrepia.

Quando vejo Marisa Monte no palco, orquestrando o público, dando uma de maestrina e nos fazendo cantar com ela a 3 vozes, fico arrepiada. Como ela mesmo disse: ‘o maravilhoso da música é que é algo que se pode fazer junto, e quando tá todo mundo junto ninguém desafina’. Vê-la entrar no palco, iniciar uma música a capela, despedir-se e deixar o público cantando só, me deixa imaginando como deve ser emocionante poder fazer isso. Ter esse controle sobre milhares de pessoas, que foram ali para te ver. Deve ser dos retornos mais gratificantes de seu trabalho – saber que aquilo que vc criou foi parar na boca e mente de milhares de pessoas, que se identificam, se emocionam, fazem de sua música trilhas sonoras pessoais.

Só não sei dizer de quem a inveja é maior: se do atleta ou do músico. Na dúvida, ovaciono os dois 🙂

Depois da emoção do Pan, Marisa Monte inicia seu show, no escuro, avisando: ‘só não se perca ao entrar no meu infinito particular’. Como é linda essa música, não? E não poderia ouvi-la, nesse clima, num dia melhor – quando me sinto num infinito de emoções.

Do tom minimalista do início – com direito a banquinho e violão – ela vai se soltando aos poucos. Levanta, canta, dança. Peça de arte no show, os imensos retângulos brancos que confesso ter achando feios no início do show, ganham cor, imagens, movimento. Palco que sobe e desce, músicos ao seu redor – desde sua banda, até violinista, violoncelista e flautista. MM me pareceu mais solta, a vontade, além de mais sexy que nunca. Fez piadas com Arnaldo Antunes (que acabou subindo ao palco no final) na platéia, quebrando o fluxo do show claramente exaustivamente ensaiado.

E aquela voz da Marisa, eternamente afinada, meio rouca, gostosa de ouvir. Ela parece cantar sem nenhum esforço, e o resultado é simplesmente divino. O repertório está ótimo, bem equilibrando entre músicas dos novos CD’s, músicas antigas (‘Eu sei’, ‘Beija eu’, e algumas do melhor CD da carreira ‘verde anil amarelo cor de rosa e carvão’ como ‘Dança da solidão’ e ‘Maria de verdade’) e algumas das melhores dos Tribalistas, como a lindíssima “Carnalismo”.

É o tipo do show que fica melhor a cada música. Pra ser aplaudido de pé, por minutos seguidos. Lindo, lindo, lindo.

Eu sempre digo que sonho em assistir uma olimpíada, muito mais que uma Copa do mundo.
Por isso, sempre AMEI a idéia de um Pan no Rio de Janeiro.

Só não esperava me emocionar tanto na abertura ontem. Que vontade me deu de estar lá.

Perdi Elza Soares cantando o hino nacional, a entrada das delegações, e a maior parte coreográfica-musical. Preciso ver isso tudo, achar uma fita, um DVD. Mas não perdi Lula sendo vaiado por 90 mil pessoas deixando o presidente da Odepe sem saber o que fazer. Ponto alto da festa. Também não perdi o finzinho do boi da cara preta da Adriana Calcanhoto, que achei fofo. Vi os fogos sensacionais, o cordel do fogo encantado me deixou arrepiada, a paz do Chico César com uma lindíssima coreografia, para destacar poucos pontos.

Mas quando acenderam-se os holofotes sobre Torben Grael, carregando a tocha olímpica… Simplesmente chorei feito criança, ao mesmo tempo que ria e gritava feito louca. A passagem para a equipe de vôlei de 92 me pegou desprevenida, e toma-lhe mais emoção. Como eu torci por essa seleção, e como fiquei feliz com aquela vitória. E basquete feminino, Sandra Pires e Gustavo Borges – esse último que fez minha emoção voltar ao nível anterior. Quando vi o atleta que acenderia a pira de costas, eu que não havia visto a entrada da delegação brasileira, achei que era o Wanderley Cordeiro – que sempre digo é a personificação do tal espírito olímpico. Por isso, ver o Joaquim Cruz foi um pouco decepcionante, mas difícil dizer quem é o atleta mais merecedor da honra. Quando finalmente surgiram as chamas, eu só chorava. E aliás, que pira linda.

Atletas são, pra mim, um dos símbolos máximos de superação, persistência, garra. Entendem que seus corpos são seus templos, e tiram o melhor proveito possível dele, sempre em comunhão com a mente – é preciso muito preparo psicológico para aguentar uma competição desse porte. As medalhas e prêmios são gratificantes mas não fundamentais, já que a grande glória é sempre superar-se.

Eu não conseguiria (e nem gostaria) de ter uma rotina de atleta. Mas, no momento das competições, eu sinto inveja. Uma vontade de estar ali e, como não posso, torço MUITO. E por qualquer esporte. E que venham mais emoções nas inúmeras competições que irei.

Hoje é dia de ginástica olímpica, provavelmente teremos pódio. Não respondo por mim se vê-las subindo ao pódio ao som do hino brasileiro 🙂 E nas próximas duas semanas, ainda vejo vôle de praia, vôlei de quadra, atletismo, futebol, maratona. Estou amando isso tudo, e definitivamente (ainda que meio atrasada) entrei no clima do Pan!

PS1: Por que diabos escolheram Daniela Mercury para cantar “Cidade Maravilhosa”??
PS2: Vi minha professora de jazz, Andréia, que trabalhou nos ensaios de dança, pulando enlouquecidamente logo abaixo da Daniela Mercury… Que inveja!

Para quem gosta de dança, é imperdível.
Mikhail Baryshnikov vem ao Brasil, com sua nova cia de dança Hell’s Kitchen, abrindo o festival de Joinville e depois vindo ao RJ no dia 20 de julho (no municipal) e seguindo para SP em 23 e 24 de julho.

A crítica do NY times não é das mais favoráveis, e classifica as coreografias de triviais. Mas, ainda assim, é Baryshnikov – o homem que, além das 7 piruetas, é considerado uma lenda-viva no ballet clássico. Em uma das coreografias – ‘Come in’ – ele revisita seu passado e dança a frente de um telão que exibe antigas performances suas.

O moço (que está mais pra senhor) anda dizendo que nos EUA, ele é mais conhecido como o namorado de Carrie Bradshaw em ‘Sex and the city’ (aquele com quem ela vai morar em Paris, para logo depois voltar para Mr. Big), e que por isso gosta de vir ao Brasil – porque brasileiro gosta de dança. Particularmente, acho ele o máximo dançando e um charme como o namorado de Carrie. Portanto, digo de novo, IMPERDÍVEL.

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