Eu sempre digo que sonho em assistir uma olimpíada, muito mais que uma Copa do mundo.
Por isso, sempre AMEI a idéia de um Pan no Rio de Janeiro.

Só não esperava me emocionar tanto na abertura ontem. Que vontade me deu de estar lá.

Perdi Elza Soares cantando o hino nacional, a entrada das delegações, e a maior parte coreográfica-musical. Preciso ver isso tudo, achar uma fita, um DVD. Mas não perdi Lula sendo vaiado por 90 mil pessoas deixando o presidente da Odepe sem saber o que fazer. Ponto alto da festa. Também não perdi o finzinho do boi da cara preta da Adriana Calcanhoto, que achei fofo. Vi os fogos sensacionais, o cordel do fogo encantado me deixou arrepiada, a paz do Chico César com uma lindíssima coreografia, para destacar poucos pontos.

Mas quando acenderam-se os holofotes sobre Torben Grael, carregando a tocha olímpica… Simplesmente chorei feito criança, ao mesmo tempo que ria e gritava feito louca. A passagem para a equipe de vôlei de 92 me pegou desprevenida, e toma-lhe mais emoção. Como eu torci por essa seleção, e como fiquei feliz com aquela vitória. E basquete feminino, Sandra Pires e Gustavo Borges – esse último que fez minha emoção voltar ao nível anterior. Quando vi o atleta que acenderia a pira de costas, eu que não havia visto a entrada da delegação brasileira, achei que era o Wanderley Cordeiro – que sempre digo é a personificação do tal espírito olímpico. Por isso, ver o Joaquim Cruz foi um pouco decepcionante, mas difícil dizer quem é o atleta mais merecedor da honra. Quando finalmente surgiram as chamas, eu só chorava. E aliás, que pira linda.

Atletas são, pra mim, um dos símbolos máximos de superação, persistência, garra. Entendem que seus corpos são seus templos, e tiram o melhor proveito possível dele, sempre em comunhão com a mente – é preciso muito preparo psicológico para aguentar uma competição desse porte. As medalhas e prêmios são gratificantes mas não fundamentais, já que a grande glória é sempre superar-se.

Eu não conseguiria (e nem gostaria) de ter uma rotina de atleta. Mas, no momento das competições, eu sinto inveja. Uma vontade de estar ali e, como não posso, torço MUITO. E por qualquer esporte. E que venham mais emoções nas inúmeras competições que irei.

Hoje é dia de ginástica olímpica, provavelmente teremos pódio. Não respondo por mim se vê-las subindo ao pódio ao som do hino brasileiro 🙂 E nas próximas duas semanas, ainda vejo vôle de praia, vôlei de quadra, atletismo, futebol, maratona. Estou amando isso tudo, e definitivamente (ainda que meio atrasada) entrei no clima do Pan!

PS1: Por que diabos escolheram Daniela Mercury para cantar “Cidade Maravilhosa”??
PS2: Vi minha professora de jazz, Andréia, que trabalhou nos ensaios de dança, pulando enlouquecidamente logo abaixo da Daniela Mercury… Que inveja!

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