Eu, que nunca fui de cremes ou rituais de beleza, iniciei o uso periódico de um filtro solar diário para o rosto que ganhei da minha mãe. Surpreendentemente, o uso já dura semanas e sem esquecimentos. Pra mim, isso significa uma mudança radical de hábitos. Ok, é um hábito saudável nesse nosso planeta esburacado, mas eu nunca tive.

Fui observar melhor, e o creme é anti-idade. Coisa mais engraçada essa expressão: anti-idade. A favor ou contra, o fato é que ela chega. E eu estou chegando nos 30. Será que o creme surgiu por coincidência, intuição, senso de sobrevivência? Será que, inconscientemente, engajei em um projeto anti-idade?

Cremes e hábitos a parte, o fato é que me sinto muito bem. Mais tranquila, menos ansiosa, mais segura. Tenho mais dinheiro que aos 20, e ainda tenho tempo e disposição. Sou independente, tenho mais liberdade, perdi vários medos, já deixei de me preocupar com coisas pequenas, e sinto que sei aproveitar muito melhor o que a vida tem de bom. Me sinto inclusive mais bonita, sem nenhuma hipocrisia. A idade não me assusta, acho que sou pró-idade. E esse diabo desse creme querendo me tirar a paz. Lutar contra o inevitável me soa como o caminho mais rápido para me encher de rugas.

É, acho que vou mudar de creme. E viva as mulheres de 30! E as de 40, 50, 60, 70…
Cada década tem sua magia, e para celebrar o início da minha quarta década de vida:
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(PS: Caso seja meu amigo, e não tenha recebido o convite, me desculpe! Mande um email, ou deixe mensagem aqui, e eu envio o endereço, ok?)

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