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Eu planejei um feriado tranquilo. Aproveitando o sol, assistindo ao por do sol na praia, andando de bicicleta, caminhando tranquilamente.
Só esqueci que moro na cidade que recebe milhões de pessoas para o reveillon. Praia lotaaaaaaaaaaaaada, um caloooooor, caminhadas prejudicadas pelo acúmulo de gente nas calçadas, trânsito infernal, tudo cheio, idiomas diversos.
Santa ingenuidade.

Feliz 2008!!

Ele está sempre de preto. Me seduz e me distrai. Gosta de palavras difíceis, como eu. E quando não encontra uma, inventa. Cheio de mistério, quando me revela um segredo, surgem mais dois. Pra moça bonita, ele conta todos. Eu não gosto da moça. Eu queria ser a moça. Sei que ele me engana o tempo todo, e mesmo assim me fascina.

Ontem, ele conquistou a Anna Clara com os mesmos truques e artefatos de quando eu era pequenina. Os anos passam e o moço não muda.

🙂
(no aniversário de 4 anos da minha afilhada Anna Clara)

Ontem fui furtada na ciclovia. Só ao chegar em casa, percebi que estava sem cartão do banco, dinheiro e identidade.
Ontem uma amiga ganhou credenciais para um camarote de reveillon – comida e bebida liberada – e me convidou.
Ontem, pela manhã, eu quebrei um copo.
Ontem, pela noite, queimei os dedos da mão esquecendo que uma travessa estava quente. A travessa quebrou no chão e cortou meu dedo do pé.
Hoje, pela manhã, quebrei outro copo.
Hoje ganhei dois ingressos para duas festas.

Eu nunca ganho nada. Nunca quebro nada. E vivo na ciclovia e nunca fui furtada.
O mundo está me parecendo estranho. Essa vida não parece a minha.
Seriam indícios sobre o ano que vem aí?

(voltando do meu almoço natalino)
– A senhora está indo encontrar sua família?
– Não, estou indo pra minha casa. Essa aqui é a casa da minha mãe.
– Não vão celebrar o natal?
– Já celebramos. Temos o hábito de almoçar, não costumamos ter ceia. Já comi, ganhei presente e estou satisfeita.
(pra que ser igual se podemos ser diferentes, né?)

O taxista era falante e continuou o papo. Gostou da idéia do almoço natalino, comentou que tem um filho de 9 anos e sempre precisa negociar com a ex-mulher com quem ele passará a data. O almoço natalino poderia ser uma solução. Perguntou se eu tinha filhos, se era casada e foi emendando o papo: foi jogador de basquete, uma vez largou tudo para ser técnico de um time de escola e foi feliz, morou em Vitória mas acha a cidade muito pacata, é analista de sistemas mas largou a profissão, queria ser médico mas já não enxerga direito, atualmente sonha em fazer uma faculdade de História, quer ser professor universitário mas é feliz como taxista, gosta de não ter patrão, é precavido e por isso é melhor colocar mais gasolina, não sabe dançar porque o basquete endurece a cintura mas aprecia assitir, adorou o MOMIX, não gostou de Deborah Colker, achou que Blue Man Group era dança, e estava com desejo de rabanada.

30 min após muitas perguntas com curtas respostas do meu lado, gerando enormes histórias do lado de lá, chegamos. Paguei, agradeci, desejei bom Natal, um excelente 2008 e que fizesse sua faculdade de História.
– E a senhora me faz um favor: não se case tão cedo que essa coisa de casamento não é boa não. Melhor ficar sozinha!

Puxa, moço. Também não precisa rogar praga, né???
🙂

Saía do shopping em semana natalina. Cansada após tanto ir e vir nos corredores. Em meio a barulhos e buzinas, procurava um táxi. Avisto uma fila relativamente grande e tenho vontade de chorar. Foi quando avistei o moço da cooperativa, sozinho.

– A fila do táxi é aquela?
– Aquela é a fila para táxis de rua, aqui você pode pegar o da cooperativa do shopping. Está vindo um logo ali, você pode embarcar nele.(apontando para um táxi parado no engarrafamento formado na entrada do estacionamento)
– Mas moço, se eu entro nesse táxi, esse pessoal da fila vai querer me matar!
– Fica tranquila que antes de fazer algo contigo, terão que passar por nós!

Eu não tinha a intenção de embarcar no táxi que vinha, achei mais justo deixá-lo para a senhora idosa que era a primeira da fila. O que me atraiu na fila inexistente do táxi de cooperativa foi a possibilidade de sentar. Sentada, esperaria o tempo que fosse.

O táxi ainda parado no engarrafamento, e uma moça grávida de uns 6 meses sai do meio da fila da “rua” indignada e ignorando as demais pessoas de sua fila, inclusive a senhora idosa lá no início:

– Olha, o senhor me desculpe, mas eu estou grávida e não vou esperar mais táxi p**** nenhuma! Esse próximo táxi é meu! Isso é um absurdo, uma falta de respeito, vocês não sabem trabalhar!! Olha aí, ficam atravancando esse trânsito, ninguém pode andar, e as pessoas são obrigadas a esperar! Eu estou grávida, será que você não vê? Isso é um absurdo!!
(e o sangue subiu à cabeça do moço ofendido)
– Como assim ‘vocês’ atravancam o trânsito? Vocês é muita gente, moça. Esse trânsito é por causa do estacionamento VIP, nós não temos nada com isso. E a fila aqui é da cooperativa, a senhora escolheu aquela fila dos de rua porque quis.

E estava iniciado o barraco. O marido interveio, mandou a mulher se acalmar ao mesmo tempo em que engrossou a voz e apontou o dedo na cara do moço da calçada informando que a discussão havia acabado. O moço da calçada ainda reclamava, o marido gritava cada vez mais alto, cada vez mais grosso. Até que todos calaram a boca. E o táxi lá parado.

Quando finalmente veio o táxi, o moço da calçada olhou pra mim:

– Não, moço. Pode deixar o táxi para a senhora grávida.
(o moço fez cara de incrédulo)
– A senhora vai deixar o táxi para eles?
– Sim, moço.

E o marido da voz grossa, novamente levantando dedos, esbravejou:

– Olha só, ninguém vai deixar p* nenhuma, esse táxi é meu por direito!
– Senhor, tem alguém cedendo o táxi a vocês sim, e sou eu. De nada. E feliz natal.

Dessa vez, foi a esposa grávida que interveio quando os gritos do marido vieram em minha direção. Ela conseguiu acalmá-lo e finalmente embarcaram com suas inúmeras sacolas de compras. Enquanto isso, a fila “da rua” se esvaiu já que chegaram vários táxis. Eu continuei sentada, assistindo outros embarcarem nos táxis de rua, aguardando meu táxi de cooperativa que demorou quase 10 min.

O esquema do shopping é confuso. Mas a grávida foi mal educada. O moço da calçada foi mal educado. O marido da voz grossa foi mal educado. E eu, que não sou cristã, me senti a maior disseminadora (apesar de sem sucesso) do tal espírito natalino naquele recinto. Eita mundo confuso.

Aos meus leitores, desejo um natal cheio de paz e amor, junto de suas famílias. E um 2008 repleto de bem viver, sem filas de táxi, sem gritos ou gente estressada e mal educada 🙂 Que continuemos todos felizes e cheios de saúde.

Numa dessas conversas paciente-médica para passar o tempo durante a realização de um tratamento corporal:
– É, eu ando com alergia a algumas lingeries, fica essa coisa avermelhada…
– Ah, você leu no jornal hoje? Roubaram uma carga enorme de lingerie na Frei Caneca.
(5 seg para pensar como isso se relaciona a minha alergia)
– é? e acharam a lingerie? impregnada com algum tipo de substância?
(essa foi a resposta mais adequada que achei, influenciada por um episódio de House em que 2 meninos quase morreram por usar calças jeans impregnadas de pesticida)
– não, menina! tô pensando em dar uma olhada nos camelôs… devem estar cheios de lingerie barata!

Não canso de ficar boquiaberta com uma declaração dessas. Argumentei da forma mais humana que encontrei:
– Além do roubo ser crime, você já pensou no que pode ter ocorrido com o motorista do caminhão que levava a carga? Talvez tenha sido um roubo violento, talvez ele seja penalizado por ter perdido a carga, talvez ele viva submetido a um nível altíssimo de stress devido ao medo de ter sua carga roubada a qualquer hora…
– É, né? É verdade… Ah, mas a gente gosta de uns produtos baratinhos, né?
(depois dessa, só encerrando o assunto… afinal, enquanto isso, ela me furava durante o tratamento. melhor não arriscar)
– Não, ‘a gente’ não gosta, você gosta. Eu não compro produto roubado.

Me lembrou a quantidade de pessoas que me aconselharam a comprar uma “frente” de rádio de carro no camelódromo (somente a frente destacável, o rádio ficou no carro), quando a minha própria me foi furtada. “É bem mais barato!” – era o argumento mais comum. O risco de comprar a minha própria “frente” de volta foi o mais óbvio dos motivos para que eu não fizesse isso – beira a estupidez.

E continuarei meu tratamento com outra médica. É minha forma de protesto.

Não me enganaram.
O site do filme é www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br – tem o ‘filme’ no final.
Lá tem as instruções para a montagem do trailler.
A produção me respondeu super rápido, eu me enganei, e peço desculpas!

Agora, só falta eu tentar produzir meu próprio trailler…

Estava eu no cinema à espera do início do novo filme do David Lynch.
Começa o trailler de “Meu nome não é Johnny”. Corta no meio. Selton Mello aparece: ‘Já está todo mundo cansado de ver esse trailler, não tem nenhum montador aí no cinema?’.
E anuncia que novas cenas do filme serão expostas no site (www.meunomenaoejohnny.com.br), e que o público poderá enviar novos traillers! O vencedor ganha a exibição no Unibanco Arteplex com os devidos créditos.
Achei a idéia o máximo, adoro essas campanhas multimídia, adoro novas formas criativas de combinar web com demais mídias.
Chego em casa, acesso o site, e cadê??
Me enganaram! Não tem cena nenhuma no site, nada que mencione o trailler.
Que furo, hein? Coisa mais feia…
Email enviado para a produção do filme. Assim que receber uma resposta, divulgo aqui.

(e o filme do David Lynch? Bom, é longo e obviamente confuso. Tava me dando medo, e eu estava sozinha e com sono. A fim de evitar maiores pesadelos, deixei o cinema antes do fim. Quase nunca faço isso. Eu disse QUASE.)

Jackson Five
A mania vai da Blitz a The Police.
Todo mundo na onda do ‘reunion’, virou febre. E é sucesso garantido.
Pros fãs, é ótimo. Até The Doors ressurgiu com um novo Jim Morrison que não deixou a desejar.

Mas vamos combinar: Jackson five é um pouco demais, não? Isso vai ser um show de horrores…

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Por onde viajo…

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