Ouvindo conversa alheia, dentro do ônibus, horário do rush, ponto de ônibus, porta aberta.

– Cara, entra aí!
– Não, cara, tô indo pra casa!
– Tá tudo parado em Copa, teve batida!
– Ah é?
– Tá bonzão, sobe aí!

Só entendi a esdrúxula conversa quando vi o amigo, subindo no ônibus com seus sacos de amendoins e balas no ombro. Olho pra frente e vejo um saco de biscoitos Globo na ‘cabine’ do trocador.

Nunca vi tanta felicidade com um engarrafamento. Definitivamente, tudo é relativo.

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