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Avenida Rio Branco, Rio de janeiro.
Alguém me explica como eu descubro em qual dos inúmeros pontos pára o ônibus que eu preciso pegar?
Preciso de um método melhor que o ‘faça o sinal-ônibus passa direto-xingue o motorista-ande até o próximo ponto’.

O que custa sinalizar cada ponto com os números das linhas que nele fazem suas paradas? Hein, hein?
Tão óbvio, tão simples. Se eu peno para pegar um ônibus em pleno centro da cidade, imagino os turistas.

Já disse que estou antipática hoje? Mal-humorada? Irritadiça?

Sabe aquelas pequenas coisas que você odeia desde sempre, mesmo sem nunca ter entendido bem o porquê?
Tenho várias, mas aqui vou citar só cinco:

1. Contar. Contar qualquer coisa, eu odeio contar. Repetição de exercícios, voltas na piscina, tempo de permanência. Exercício bom é exercício que não conta.
2. “Viu aquilo?””Onde?””Ali atrás!”. E eu preciso virar meu pescoço para olhar pra trás. Odeio virar o pescoço pra trás, assim só o pescoço, quando não dá para girar o corpo todo. Muito comum quando estou de carona e o motorista insiste em que eu veja algo que já passou. Prefiro olhar sempre pra frente – figurativo ou literal.
3. Barulhinho de unha arrastando em qualquer tecido que seja. ODEIO, ODEIO, ODEIO. Deveria ser o primeiro da lista.
4. Aquela cutucada no ombro por alguém que parece que perdeu a língua. Custa chamar ao invés de cutucar?
5. Gente que precisa tocar pra falar. Preciso do meu espaço respeitado, o que ocupo e mais um metro a minha volta, por todos os lados. Eu vou entender o que você quer dizer mesmo que você não encoste em mim, acredite.

E pretendo seguir minha vida evitando-as. Dá pra viver sem elas. Por favor, colabore.
Desculpem-me meus queridos leitores, mas acordei antipática hoje.

Ontem, a caminho do cinema, eu ouvia gritos e via aglomerações em frente a televisões de boteco. Foi aí que desconfiei que havia alguma partida importante. Saindo do cinema, a cidade parecia toda vermelha e preta. “Flamengo ganhou alguma coisa” – me veio a cabeça. Foi minha professora de jazz, hoje pela manhã, quem me contou: 2×1 – Flamengo campeão da Taça Guanabara, e muita confusão, técnico do Botafogo pedindo as contas, acusações de juíz ladrão.

Chego em casa, checo meu email. 87 mensagens não lidas, em apenas 10h, quando minha média tem sido de uns 10/dia. Preciso dizer o assunto?

É nessas horas que me sinto menos brasileira. Definitivamente, uma ovelha negra. Nem rubro-negra, nem alvinegra, muito talvez negra com cruz de malta. É que quando eu era criança me senti forçada a escolher um time. Brasileiro não tem a opção de não ter time de futebol. Minha mãe era vascaína, meu pai América, a decisão ficou fácil e desde então sou vascaína, sempre que forçada a responder.

Não é socialmente aceitável odiar futebol num país como o Brasil. É quase como não gostar de cerveja, outra grande heresia. Mas essa fica para outro post.

Eu só queria comentar a obra-prima da filha do Costa Gravas, que assisti no último domingo, e que leva o nome do título do post. Na terça 19, Fidel Castro em persona atrapalhou meus planos e mudou forçosamente o rumo desse post.

Eis que o barbudo renunciou ao poder, 49 anos depois. Já era tempo, aliás era tempo faz muito tempo. Os fins que poderiam justificar os meios não foram suficientes, a ideologia que motivou o início de tudo foi perdendo seu sentido até transformar-se na aberração que é uma ditadura nascida do desejo de se acabar com outra ditadura. A essa altura, me parece estúpido discutir de quem é a culpa pela miséria dos cubanos, se foi o imperialismo dos americanos com seu embargo que fez falir o sistema comunista de Fidel ou se ele iria à falência por si só. O fato é que o tempo passou, o mundo mudou, e Cuba parou no tempo por teimosos e persistentes longos anos pela vontade de um homem só que se enxerga como um povo inteiro. Tem que existir algo de muito errado nisso.

Sobre o filme? No filme, Fidel é, de certa forma, injustamente culpado por Anna – menina francesa de 9 anos que vê sua vida mudar drasticamente quando seus pais – em um tipo de surto de “culpa burguesa” – resolvem aderir à causa comunista e engajam-se em movimentos de apoio a Salvador Allende e a favor do aborto. Anna se rebela ao mesmo tempo que, entre mudanças de casas e de babás, inicia uma longa e solitária busca por respostas que expliquem porque ela virou pobre, Mickey virou fascista, o catecismo é proibido e seu mundo foi invadido por barbudos.

Cuba e Fidel são citados em um único e divertidíssimo diálogo. Não é um filme sobre o comunismo, mas uma história sobre mudanças e adaptações. Merece muito ser visto. Sobre Cuba, confesso que não sei opinar sobre seu futuro – se pode ser o início de uma nova era ou se o irmão mais novo simplesmente seguirá a mesma cartilha até que uma doença o acometa. Torço para que entendam que a mudança já chegou faz tempo, e é hora de adaptações.

Fases do Eclipse total da Lua
(eclipse lunar total, em 21-Fev-2008, visto por Dani Lima emocionada no Espírito Santo)

Apreciei rapidamente a lua cheia linda em céu estrelado de cidade pequena. Ventinho bom no rosto numa agradável sede campestre.
O dever me chamou, e compareci ao evento da noite: jantar com os gringos que nos visitam. Na área coberta da sede campestre.
Ninguém lembrou do eclipse. Nem eu. Lastimável, lamentável, irreparável.
Nova chance com eclipse lunar total só em 21 de dezembro de 2010. Deixarei anotado.

** Definitivamente, eventos de trabalho, por mais comida e bebida liberada que incluam, não tem glamour algum. É sempre trabalho: ‘fazer sala’ pra gringo, responder a inúmeras perguntas sobre o Brasil, Rio de Janeiro, carnaval e futebol, muito ‘small talk’, aturar bêbado com sorriso no rosto, livrar-se de cantadas com muito jogo de cintura, ser obrigada a comer mesmo estando em dieta e acabar por perder um eclipse lunar. Ó vida dura.

…1500 presos do CPDRC (Cebu Provincial Detention and Rehabilitation Center) também prestam sua homenagem a ‘Thriller’.
Byron Garcia, consultor de segurança do governo, iniciou um programa diário de exercícios usando a dança. A partir do programa, surgiram também outras performances, incluindo Queen (com Radio Gaga) e YMCA.
Achei a idéia ótima, e bem que podia ser aplicada por aqui.
Claro que, como sempre, nem tudo são flores. Parece que Byron vêm sendo acusado de incentivar os presos a intimidarem fisicamente (vulgarmente conhecido como ‘meter porrada’) aqueles que se recusam a dançar nas coreografias. Nada comprovado, no entanto. A idéia segue sendo muito boa.

* A dica do vídeo veio de um leitor que descobri ser frequente depois do post do Thriller, e portanto: muito obrigada.
** Adoro ter fãs.
*** A ‘menina’ do filme é assumidamente gay na prisão. Não deixa de ser uma forma de aceitação, e também achei o máximo.
**** Parece que o vídeo já foi top 5 dos mais vistos do youtube. Então se não é novidade pra você, me desculpe.

Deise Lima também é utilidade pública.
Pelo visto, já ensinei a alguém o que é refogar – vide as buscas do dia hoje.
Querido leitor querente de informações sobre o processo de refogamento, espero que eu tenha sido clara.
Caso persistam dúvidas, pode enviar-me um email através do contato deste blog.

Fiquei feliz 🙂

** Buscas de hoje:
“jamie oliver” video portugues 2
jardim fotográfico 2
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pode partir sem problema algum 1
fotografando 1
o que é refogar? 1
pessoas caminhando 1
festa de anos 1

Michael Jackson celebra os 25 anos de ‘Thriller’ com um novo… remix de ‘Thriller’. A despeito da falta de originalidade, o álbum mais vendido da história é bom DEMAIS e merece o pomposo título. E antes que alguém diga que manter o título na atual crise da indústria fonográfica é fácil, basta lembrar: o homem é Michael Jackson – de ‘Billie Jean’, ‘Thriller’, ‘Bad’, ‘Black or white’, do primeiro e melhor clipe-vídeo da história, que fez o mundo balançar os braços de um lado pro outro para imitar um zumbi e que, quando não era zumbi, dançava como quem andava na lua, dos gritinhos espetaculares, dos primeiros mega-concertos já vistos. Enfim, todo mundo sabe.

Madonna, após rápido flerte com a literatura infantil, entre produção de novos discos, cavalos, tombos e Kabbalah, e no meio de sua última turnê, resolveu virar diretora e está lançando seu primeiro filme ‘Filth & wisdom’ no festival de Berlim. A crítica resolveu ser boazinha e disse que é melhor do que era esperado, mas a verdade é que não esperavam nada. Eu mesma, super fã da material girl, acho improvável que ela se saia boa diretora.

Ela nunca vendeu tanto quanto ele, mas mesmo assim é impossível pensar nele e não lembrar dela. O fato é que ambos alcançaram um status tamanho que poderiam, artisticamente, fazer qualquer coisa. Conquistaram o direito de experimentar, de fazer diferente só pra depois fazer igual, ou quase igual, igual com um quê de diferente, diferente com um quê de igual. É proeza para poucos, muito poucos.

Todo mundo sabe o fim (ou não) da história. O assunto é batido, eu também sei, mas me veio a mente hoje depois que li o jornal. Me perdoem meus queridos leitores, mas me deu vontade de Michael Jackson e Madonna.

Pra matar as saudades do Michael que era preto, tinha nariz, cantava e dançava como ninguém:


E Madonna, a dos velhos tempos. A dos crucifixos, em uma das minhas músicas prediletas ever.

Eternamente polêmica:

E contemporânea de Michael, nos idos de 1983. Dou meu braço a torcer, Michael estava anos-luz na frente dela nessa época.

O trocadilho é inevitável.
O Grammy 2008 foi de Amy Winehouse. Ela levou 5 dos 6 prêmios a que concorria, dentre eles artista revelação, composição e música do ano com “Rehab” – um tanto irônico, já que a moça deixou o “Rehab”, que tanto cantou que não ia de jeito nenhum, especialmente para se apresentar na festa do prêmio, via satélite, de Londres. Eu e meus ouvidos torcemos muito pra Amy recuperar-se, desistir das drogas e nos dar o prazer de sua cantoria por mais muitos e muitos anos. Ela parecia bem mais sóbria na apresentação ontem, definitivamente um bom sinal. Eu cheguei a ouvi-la cantar “They wanna make me go to Rehab, and I’ll go, go, go” mas, revendo a apresentação, acho que foi coisa da minha cabeça.

Outro ponto alto da festa, que vale a pena conferir, foi o dueto de Beyoncé e Tina Turner. Tina, do alto de seus 69 anos, apareceu de bochechas de Cher (que, por sua vez, foi quem a chamou ao palco), modelito justo dos velhos tempos e uma energia de dar MUITA inveja, acompanhando o frenético ritmo de Beyoncé que, eu não canso de dizer, é um desperdício de talento. A cada festa do Grammy, eu vejo como essa mulher canta, dança e performa para depois me conformar com seu repertório chato, vulgar, infinitamente aquém de seu potencial. Eu não sei bem quem tem o mau gosto, se é ela ou sua produção, mas algo a faz usar seu talento a favor do mal – à única exceção das festas do Grammy.

Alicia Keys iniciou a festa em um dueto com Frank Sinatra que foi de arrepiar. Teve uma meio sem graça homenagem aos Beatles, mas com direito a reprodução de uma linda cena de “Across the universe”, que já falei por aqui, ao som de “Let it be”. Cindy Lauper (só eu tenho saudades dela?) ressurgiu das trevas para anunciar Amy Winehouse como artista revelação – o primeiro dos cinco prêmios. E a cara de incrédula de Amy quando ouviu, de Londres, o anúncio de “Rehab” como melhor música do ano foi impagável. Poderia escrever parágrafos e mais parágrafos para explicar porque eu sou fã da música de Amy, mas vou dizer somente que ela merece. Confira:

E Tina Turner e Beyoncé – Parte 1:

E Parte 2:

E não Mestre-Cucas. Me dei conta só depois que reli.
Ou seriam Mestres-Cucas? Afinal um Mestre tem uma Cuca, dois Mestres têm duas Cucas. Assim espero.
Mestre-Cuca deve ser porque o cozinheiro coloca aquele chapéu branco comprido na Cuca, acabo de imaginar.
E se Cuca é cabeça, porque Monteiro Lobato chamou uma jacaré gigante de Cuca? Meio Lelé-da-Cuca esse cara.
E a mulher do jacaré é o quê mesmo? Jacaroa? Ou seria o Jacaré comum-de-dois? Como Ione, nome de homem e de mulher?
E ainda bem que nunca exibiram Sítio do Pica-pau amarelo em terras de Hugo Chavéz. A Cuca por lá seria um escândalo num programa infantil. Pornografia pura. O que me lembra os micro-ônibus caraqueños… Nunca tive coragem de pegar a buseta.

(3 da manhã, reli meu blog, memórias vindo a mente desordenadamente impedindo o sono de chegar)

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Gato do rabo curto.

Vitórias Régias.

Vendedor de igarapé

Mais fotos

Por onde viajo…

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