Eu falei do HPP no início do ano. Chegado o carnaval, vai-se o super festival.
Frequentei menos que gostaria, mas aproveitei o quanto pude.

O show de David Moraes com Donatinho me proporcinou uma noite daquelas em que temos a sensação de presenciar um momento histórico. Com entradas de Moraes Moreira, João Donato e Leo Gandelman, parecia mais um encontro de família e amigos que um show. Eles pareciam se divertir e não queriam saber de parar de tocar, presenteando o público com longas duas horas de show. Me surpreendi com a ‘eletronicagem’ ao vivo de Donatinho, transformando aquela maçãzinha brilhante (baita propaganda, e digo de novo: Steve Jobs é um gênio) em mais um instrusmento musical, fazendo conjunto com os teclados e o joystick de Wii metido a instrumento de percussão. No mínimo, uma performance memorável que fez jus a guitarra magnífica, eletrizante, hipnotizante de David Moraes. De tirar o chapéu, aplaudir de pé, de bis, de Bravo!

No último talk show, foi a vez de Rodrigo Maranhão e Pedro Luis. Dessa vez, sem show posterior, mas ainda assim muito legal.
O clima intimista dessas entrevistas, a escolha de músicos amigos entre si contando suas origens e seus caminhos, as músicas entremeando o bate-papo, fizeram as noites de segunda extremamente agradáveis.
Não é qualquer dia que se arranca de um compositor\cantor a primeira música\letra que fez pra chamar de sua.
Rodrigo e Pedro se encheram de coragem, pegaram o violão e encararam o desafio. Depois de tanta coisa boa, a gente perdoa, ri e aplaude. Todo mundo tem um começo.

E agora que estou gostando cada vez mais de escrever -aqui ou lá no papo calcinha -renovo minhas esperanças.
Um dia, ainda serei indagada em programa de entrevistadora famosa sobre minha primeira lembrança de escrita. E declamarei, sob risos e aplausos, minha super primeira onomatopéica poesia.

E essa é a última vez que falo publicamente sobre ela. É preciso mantê-la o mais inédita possível.

Anúncios