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(nos idos de 1998, entre amigos, pós noite de batucada animada, mesa de bar, inúmeras garrafas de cerveja contam a história da noite que vai terminando entre mais cervejas, cigarros variados e muita fumaceira)
– Cara, a gente precisa formar um bloco pra sair nesse carnaval!
– Bloco que é bloco tem nome diferente e cheio de graça! Antes de tudo e qualquer coisa, temos que arrumar um!!

– fumalabunda!
– fumandolabonga!
– pimbanafumenga!
– pitombalafumonga!
– bungadelafuma!
– fumengadelabanga!
– banguelalafumanga!
– Bangalafumenga!!!
E eis que surgia um novo bloco.

No meu imaginário, era assim.
Mas parece que não foi. Ou talvez tenha sido parecido.
Chacal batizou o bloco e explica: no dicionário, Bangalafumenga quer dizer um indivíduo sem importância, um “João Ninguém”. Na tradição do nosso samba, era o nome dado às casas do Rio Antigo que abrigavam as batucadas, numa época em que carregar um violão ou batucar era caso de polícia.

Eu sei que o Bangalafumenga marcou o MEU carnaval de 2008, apesar de existirem desde 1998.
Não conhecia, conheci, gostei, virei fã, quero mais. Quem sabe uma oficina de percussão.

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Houve um período em que carnaval no RJ era sinônimo de tranquilidade, e não faz muito tempo.Eu mesma já aproveitei praias vazias, cinema com meia-entrada, ausência absoluta de trânsito pela cidade.
E eis que o carnaval de rua do Rio foi voltando aos poucos, de ano em ano. Hoje em dia, é preciso planejar com antecedência a quais blocos comparecer tamanha a variedade e sobreposições de horários. Ou por quais ruas e bairros não passar, se quiser fugir de carnaval e engarrafamentos.

Eu gosto dos blocos. Gosto do conceito de carnaval de rua, de festa popular, da mistura. Tem a cara do Rio, é ótimo pro turismo (700.000 turistas estrangeiros!), é divertido. Por outro lado, o carnaval carioca sofre com o excesso de popularidade. Blocos que não saem mais em desfile devido ao enorme sucesso comprovado pelo público de milhares. Os tradicionais como o Cordão do Bola Preta e o Cordão do Boitatá já não desfilam há alguns anos, divertem seus foliões paradinhos no lugar. O Bangalafumenga, pagou o preço da popularidade e, sem o consentimento da prefeitura, não desfilou pela primeira vez desde sua existência. Fez seu carnaval paradinho ali na Pacheco Leão pra sei lá quantas mil pessoas.

Já o Quizomba resolveu manter a tradição, e saiu em desfile da Mem de Sá e Rua da Lapa até a Glória, voltando pela Praia até a Lapa pra acabar exatamente onde começou. O percurso de ida foi tranquilo: ruas pequenas, nenhuma grande via, a Lapa é um bairro isolado. Até que o bloco voltou pela praia. Não havia ninguém para controlar o trânsito, e o bloco arrastando sua multidão deu de cara com ônibus, carros, táxis. Dezenas ou talvez centenas de pessoas que não podiam movimentar-se, e viram-se obrigadas a aguardar calmamente o bloco passar. Foliões mais animadinhos e bêbados resolveram subir nos ônibus. Não houve nenhum acidente e não vi nenhuma briga ou confusão maior, felizmente. Mas que é um absurdo, é.

Quizomba no quizomba
Quizomba no quizomba II
(Fotos de Deise Lima)

O Quizomba estava ótimo, com músicas boas, divertido. Mas não dá pra ignorar a falta de organização. Culpa da prefeitura, que autoriza mas não está lá para organizar nada. Que fique o meu protesto.
E não me leve a mal, hoje é carnaval 🙂

De tudo um pouco:

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Por onde viajo…

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