(nos idos de 1998, entre amigos, pós noite de batucada animada, mesa de bar, inúmeras garrafas de cerveja contam a história da noite que vai terminando entre mais cervejas, cigarros variados e muita fumaceira)
– Cara, a gente precisa formar um bloco pra sair nesse carnaval!
– Bloco que é bloco tem nome diferente e cheio de graça! Antes de tudo e qualquer coisa, temos que arrumar um!!

– fumalabunda!
– fumandolabonga!
– pimbanafumenga!
– pitombalafumonga!
– bungadelafuma!
– fumengadelabanga!
– banguelalafumanga!
– Bangalafumenga!!!
E eis que surgia um novo bloco.

No meu imaginário, era assim.
Mas parece que não foi. Ou talvez tenha sido parecido.
Chacal batizou o bloco e explica: no dicionário, Bangalafumenga quer dizer um indivíduo sem importância, um “João Ninguém”. Na tradição do nosso samba, era o nome dado às casas do Rio Antigo que abrigavam as batucadas, numa época em que carregar um violão ou batucar era caso de polícia.

Eu sei que o Bangalafumenga marcou o MEU carnaval de 2008, apesar de existirem desde 1998.
Não conhecia, conheci, gostei, virei fã, quero mais. Quem sabe uma oficina de percussão.

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