Assisti ontem o novo longa de Laís Bodanzky.
Tinha simpatizado com o argumento do filme desde que li a primeira nota. “Chega de saudade” usa um baile da terceira idade como cenário para contar a história de seus assíduos frequentadores. O nome me remetendo à bossa nova, tinha Elza Soares cantando no baile, Tônia Carrero no elenco. E eu amei “O bicho de sete cabeças”, queria ver mais dela.

É tão ruim quando me frustro. Pra não contar o filme, digo somente que me incomodaram os cansativos quadros fechados e a abordagem um tanto quanto pessimista da terceira idade. E o sotaque do Paulinho Vilhena – que sotaque era aquele? De Elza Soares, praticamente só se vê a tatuagem – culpa dos tais quadros fechados, e se ouve alguns poucos versos. Na trilha do baile, entrou de tudo menos bossa nova. Aliás, que trilha eclética. Quanto a Tônia, está ótima. Maria Flor e Cássia Kiss também.

O filme é triste e é só saudade. Da brincadeira com o título contraditório, eu gostei.
Passei boa parte do filme imaginando porque Laís não optou por contar a história dos outros frequentadores – os que estavam felizes dançando o tempo todo.
Talvez o problema seja que que não estou em clima para filmes tristes.
Portanto, assista. Vale a pena. Sempre vale. Cinema é a maior diversão.

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