(sou fã do Xexéo, preciso declarar antes de tudo. Adoro a coluna dele.)
Hoje, me deparei com a coluna do Xexéo da semana passada (lembrem-se: eu estive viajando) em que ele se perguntava, em tempos de epidemia de dengue, que fim levou o fumacê. Fui imediatamente remetida a cenas da minha infância: quem não lembra de correr pra fechar a janela pra fugir daquele cheiro insuportável?

Não sei que crédito Xexéo tem nisso, mas o fato é que no início dessa semana o Ministério da Saúde enviou 8 carros-fumacê para o Rio. Acho que agora vou deixar minhas janelas abertas.

E amigo Xexéo, só uma observação: com infância vivida nos anos 80, me lembro muito bem do fumacê. Não foi exclusividade dos anos 70 não, viu? Sempre bom esclarecer, vai que algum leitor ‘me envelhece’ 10 anos??

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(ainda em tempos dengosos)
Recebo, na próxima semana, um grupo de 30 pessoas da América Latina e Inglaterra. Evento de trabalho. Última confirmação de presença, hotel, traslados, nos demos conta que devíamos alertar\informar sobre a dengue. Acalmá-los com informações básicas e, principalmente, orientá-los sobre os sintomas, caso voltem pra casa contaminados.

Saí em busca de algum tipo de cartilha para turistas, em inglês. Quão surpresa (ou não) fiquei quando descobri que não há. Nem secretaria de turismo, nem ministério da saúde, nem prefeitura do rio, nada.

Euzinha – com meus super conhecimentos médicos e com a ajuda de Dráuzio Varella e da embaixada americana (única em que achei alerta sobre a dengue) – produzi um slide com informações básicas como forma de transmissão, sintomas, tratamento, dengue hemorrágica. Tão básico que me pergunto de novo: porque ainda não há uma cartilha?

Emails enviados para Ministério da Saúde e Secretaria de Turismo RJ. Respostas eu publico aqui.
No meio dessa pesquisa, visitei o www.combatadengue.com.br, do Ministério da Saúde. Muito bom o conteúdo, a campanha está bem feita e cheia de material de divulgação.
Só esqueceram dos turistas.

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