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Nem toda viagem é tão boa, mas viajar é sempre bom. São dias repletos de novidades, novas sinapses, observações, descobertas.

Nessa última, descobri que Bryan Adams virou fotógrafo. Sabe, o Bryan Adams? Ele cantava “Heaven” – minha música predileta de adolescência para chorar no quarto escuro. É, adolescente gosta de música pra chorar – e eu sei que não sou a única, viu?

Estava eu na National Portrait Gallery, em Londres, à espera de uma vaga pra entrar na exposição “Vanity Fair Portraits” quando descobri uma parede com as “musas” de Bryan. Retratos de mulheres famosas (ou nem tanto) bem ordinários. Me fez pensar que talvez como cantora eu tenha mais chances de expor minhas fotos numa galeria dessa porte 🙂

E quanto a exposição da Vanity Fair? Ótima. Pena que a vaga não apareceu, e acabei convencida a tornar-me “member” da National Portrait Gallery comprando um passe que me dá acesso livre a qualquer exposição da galeria pelo próximo ano. A começar pela Vanity Fair. Espertos esses ingleses.

Como não pretendo desfrutar de outros dias londrinos tão cedo, anuncio: se você, querido leitor, vive em Londres e se interessa por fotografia, deixe uma mensagem. O passe da National Portrait Gallery é transferível, está a venda por 30 libras e, além do acesso livre as exposições, também dá 10% de desconto nos produtos da loja.

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Recebi de um amigo que sabia que eu ia gostar de ler. E quem não gostaria? Um Ipê-amarelo amante da vida, que não queria ser reduzido a poste. Espero que tenham aprendido algo com o protesto do Ipê lá por Porto Velho.
Obrigada, Cabral 🙂
(clique na imagem para ampliá-la)

Em estação de metrô em Munique, eu com uma nota de 50 euros, precisava comprar um ticket diário de 10 euros. A máquina não dava troco. Não falo alemão, e não estava disposta a tentar a comunicação com a moça do guichê. Decidida a trocar o dinheiro, entrei em uma farmácia. Sem nenhuma real necessidade, gastei um bom tempo até achar algo que me fosse útil em preço razoável. Achei um lápis de olho preto: 12 euros. Me daria o troco necessário.

Fui até o caixa com a nota de 50 numa mão, o lápis de olho – com o preço afixado – na outra. Não tinha erro. Era pagar e ir embora.

– Einz hobnftvaisse und arboffstrasse mit dunz?
(Deise com cara de “Hã?”. Moça repete mais devagar, creio eu)
– Eeeeeinz hooooognftvaaaaaaaisse uuund aaaaaarboffstraaaaasse miiiiiit duuuuunz?
– Sorry, I don’t speak german. (Me desculpe, não falo alemão).
– Is this all? (isso é tudo?)

Isso é tudo? Isso lá é pergunta relevante? Eu com o dinheiro e o lápis na mão, tudo super planejado para evitar justamente esta situação e ela me pergunta se é tudo?
Eu só ri sozinha, respondi que sim, paguei, troquei meu dinheiro. E voltei pra máquina pra comprar meu single eizentramalgumacoisamais.

Eita idioma estranho. Depois desse episódio, resolvi assistir a “Gilmore Girls” em alemão pra ver se aprendia algo. Só entendi: Rory, Lorelai e nein.

Minha casa entupiu hoje. Era banho de um lado e poça d’água na cozinha de outro.
A tubulação estava repleta dos meus ex-cabelos, perdidos ao longo dos anos.
Era tanto cabelo que acho que dava para uma peruca.
O emaranhado-nojento-ensebado que eu olhava é a prova física de que o ser humano se renova.
Eu me renovo.

Investimento.
Taí um bom investimento. Um quarto de hotel em Londres.
Sexta-feira santa, cheguei lá, o hotel não tinha registro da minha reserva feita do Brasil, e não haviam mais quartos disponíveis. Achar um quarto de hotel àquela altura não foi tarefa fácil. Certamente, há demanda.

É fácil. 300 mil libras e você faz dinheiro enquanto outros dormem no seu quarto.
Acho que vou comprar três.

Bike Rental.
Funciona assim: você liga pro número que aparece na placa e que identifica esse ponto. Escolhe a opção que solta uma bike. Digita seu número de cartão de crédito. Pedala, pedala, pedala e quando cansa devolve a bike em algum outro ponto espalhado pela cidade ligando pro número da placa e escolhendo a opção que prende a bike.

É genial. Pena que eu não falo alemão. Até achei que havia identificado um ‘nein’ (nove), mas apertei o nove e nada aconteceu.
Pra ser perfeito só falta ter menu de PABX em inglês 🙂 De toda forma, fica a dica para quando você for a Munique.

(de Deise perdida para moço de cara feia, em Waterloo – estação de trem de Londres)
– De qual plataforma sai o trem para South Hampton?
– O de 07:35 ou o de 07:38?

Existe algo mais britânico que isso?
Detalhe: o de 07:38 era 6min mais rápido. Precisei então escolher se queria chegar as 08:55 ou as 08:58.

**
Se os ingleses insistem em dirigir do lado esquerdo, porque na escada rolante deve-se ficar à direita?
Muito confuso isso.

**
A Europa (ou grande parte dela) finalmente virou smoking-free: proibido fumar em ambientes fechados.
Eu não deveria celebrar, mas celebro. O velho continente ficou mais civilizado.

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Foram três hotéis londrinos, e nenhuma alma caridosa para me ajudar com minhas malas. Era casaco caindo pra um lado e cachecol pro outro, mochila nas costas, câmera pendurada e escada acima carregando 30kg de mala. Nem uma perguntinha: “quer ajuda com as malas?”
Foram dois Clubs (leia-se boate) em que moças do banheiro prontamente abriram a torneira, me ofereceram o sabão líquido para eu lavar minhas mãozinhas e ainda ligaram a máquina do vento quente que seca mão. Nunca vi tanta hospitalidade dentro de banheiro.
Tem algo de estranho com aquelas pessoas. Definitivamente.

**
Inúmeras linhas de metrô que te levam pra qualquer canto da cidade é mesmo ótimo. Muito melhor seria se houvesse um acesso a partir da rua pra cada plataforma. Há poucas coisas mais irritantes do que aqueles infindáveis labirintos subterrâneos.

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Por onde viajo…

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