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Eu não quis contar antes para não estragar a surpresa para minhas centenas de leitores, mas agora preciso contar: David Cook ganhou o American Idol! E terminou, após muito choro tão bonitinho, cantando “The time of my life” – hit pro vencedor do American Idol que, parece, já está estourando nas paradas americanas. Bem mais ou menos, o David merecia hit muito melhor, mas tudo bem. Tenho certeza que ele ainda fará muita coisa boa. Ah, e ele não sabe ainda, mas é o homem da minha vida. Alguém conta pra ele? 😉

A gran finale teve participação também da Jordin Sparks – American Idol 2007, com música bonitinha totalmente pop. E de Carrie Underwood cantando “Last Name” – excelente música, ela que venceu a edição de 2005 e, na minha opinião, a melhor dentre todos os vencedores. Claro que não sou só eu quem acha isso, a moça acaba de ganhar novamente prêmio de melhor cantora americana. Deu vontade de comprar o CD.

Teve o George Michael, com um jeito meio estranho – sei lá, parecia doente – mas dando um show de interpretação. Já tinha até esquecido do quanto já fui fã dele, que em breve começa turnê pelos EUA depois de 17 anos de jejum!

Teve também merecido e ótimo dueto de Carly Smithson e Michael Johns, os grandes injustiçados dessa edição – e, ninguém me tira da cabeça, não caíram no gosto do público americano por ela ser irlandesa e ele australiano.

E acho que o momento musical vai ficando por aqui. Prometo diversificar o assunto nos próximos posts 🙂

(Carrie Underwood cantando “Last name”)

(Carly e Michael)


(e George Michael)

Aproveitando o gancho do post anterior, preciso contar que no avião voltando de Lisboa eu ouvi pela primeira vez, em rádio portuguesa dedicada a música brasileira, Mart’nália cantando “Benditas” de Zélia Duncan.

Nem sei se a música é nova novíssima, ou se eu estou atrasada. O fato é que não conhecia, amei a voz de Mart’nália, a melodia e a letra aclamando o novo e o desconhecido. Bendita seja a musicalidade brasileira, celebro mais uma vez.

“Benditas”
Zélia Duncan \ Mart’nália

Benditas coisas que eu não sei
Os lugares onde não fui
Os gostos que não provei
Meus verdes ainda não maduros
Os espaços que ainda procuro
Os amores que eu nunca encontrei
Benditas coisas que não sejam benditas

A vida é curta
Mas enquanto dura
Posso durante um minuto ou mais
Te beijar pra sempre o amor não mente, não
mente jamais
E desconhece do relógio o velho futuro
O tempo escorre num piscar de olhos
E dura muito além dos nossos sonhos mais puros
Bom é não saber o quanto a vida dura
Ou se estarei aqui na primavera futura
Posso brincar de eternidade agora
Sem culpa nenhuma

* “Bom é não saber o quanto a vida dura, posso brincar de eternidade agora, sem culpa nenhuma” é um verso daqueles que ouço e desejo (não mais) secretamente que eu mesma tivesse escrito.
** Esse momento musical-nacionalista só me lembra, contraditoriamente, Ed Motta – de quem sempre fui fã – e sua Conexão Japeri cantando “Gostava de música americana, ia pro baile dançar todo fim de semana” 🙂

Para felicidade do meu nacionalista pai – que descobrirá o fato pelo blog 🙂 – minha nova coreografia de aula no jazz é ao ritmo de música brasileira. Depois de “All that jazz”, tango (em versão moderna e eletrônica do Gotan Project – se não conhece ainda, descubra agora – vale a pena!), Chorus Line e outras americanas que nem lembro mais quais foram, o hit do momento e que passo o resto do dia cantando é “Como nossos pais” – na voz inconfundível, inimitável, admirável e inigualável de Elis Regina. Também conhecida como a música mais (mal) cantada em karaokê em todos os tempos 🙂

Na quarta ou quinta repetição da música e da dança, começei a me perguntar se Elis (na verdade, Belchior) achava qualquer canto menor ou melhor do que a vida de qualquer pessoa – dúvida esta compartilhada com minhas colegas de sapatilha e, após algum debate, não chegamos a conclusão definitiva. Foi minha pesquisa extra-classe em fontes de internet afora que me confirmou que Elis cantava qualquer canto menor do que a vida de toda e qualquer pessoa. Soa tão modesto pra Elis, cujo canto passa longe de ser um canto qualquer, e é certamente melhor do que a vida de uma ou outra pessoa qualquer por aí. Aliás, canto de Elis é melhor que muita coisa.

Eu consigo imaginar os filhos que ainda não tenho, após adolescência de grande rebeldia, ouvindo essa mesma música e finalmente entendendo que o novo sempre vem, não importa o quão fabulosa seja a idéia de nova consciência e juventude que eles tenham. E como os meus pais, um dia serei eu em casa a contar meu vil metal. São ciclos, ciclos, muito ciclos, mas essa música ainda resiste a muitos, vai por mim.

E como é bom viver em um país tão musical. E viva Elis.


(clique sobre a imagem para ampliar)
É por essa (e outras) que eu estava em Lisboa, mas me sentia no Brasil. Quando sobrar o tempo, e vier a inspiração, eu conto as ‘outras’.

E me deu vontade de fazer um ensaio fotográfico só com fotos de portas de banheiro. Em língua portuguesa. Bom motivo para viajar Brasil afora e ainda conhecer Moçambique, Angola, Cabo Verde, Nova Guiné, mais de Portugal.

Em tempo: você sabia que o português é o 7o idioma mais falado do mundo? Mais falado que francês e italiano, por exemplo. Mandarim é o idioma mais falado – lembre que a China representa praticamente 1\3 do mundo em população. Inglês vem em segundo, espanhol em quarto, em terceiro o Hindi, falado majoritariamente na Índia e no Nepal.
(há controvérsias quanto ao nosso 7o lugar, já encontrei fontes classificando o português como 6o e como 8o. considere que é por aí.)

Descobri de onde veio o “chiado” do sotaque carioca.
Cascais é, na verdade, Caisssscaissss para nossos amigos portugueses.
Assim mesmo, com esse ‘s’ super chiado de chaleira.
(e Lisboa está para o Rio assim como Cascais está para Búzios)

***
Portugal me recebeu com alfândega com fila exclusiva para cidadãos de língua portuguesa. Fiquei feliz, me senti em casa. Até que a fila ao lado, para os demais estrangeiros, começou a andar mais rápido.
Ai, esses portugueses…
(e lembrei do documentário sobre a língua portuguesa – Vidas em português – que sempre quis ver mas nunca vi. mais um pra lista)

***
Rock in Rio Lisboa sempre me pareceu piada de português. É no Rio ou é em Lisboa, ora pois pois?
(cidade cheia de cartazes, TV cantando “se a vida começasse agora e o mundo fosse nosso de vez”, e eu com saudade do Rock no meu Rio de Janeiro. Começa agora dia 30, e tem Amy Winehouse, Joss Stone, Bon Jovi – pra citar os que eu veria – e Ivete Sangalo!!)

***
“Fado que é fado se canta sem microfone.”
Você sabia? Nem eu. Mas agradeço ao vendedor da FNAC que me contou, e me indicou boas casas de fado no Bairro Alto (que é uma Santa Teresa de Lisboa). Me apaixonei pelo fado. E pelas vozes carregadas de emoção que enchiam uma casa inteira, sem nenhum esforço aparente. O fado merece um texto só pra ele, assim que vier a inspiração.

***
Eu disse aqui que imaginava Portugal sempre meio azul, por conta dos azulejos. Chegando lá, fiquei pensando se não são azuis os azulejos pelo azul do Tejo e do mar. O mar é tão belo quanto o Tejo. E tão azul quanto.
Tudo azul, todo mundo nu.

***
E o mar nos arredores de Lisboa tem onda.
Marolas perfeitas pra surfista de araque aqui. Só me faltou Pretão – que deixei no Rio.
E muitos surfistas de long-john. Só assim pra encarar mar a 12 graus celsius.
(long-john = roupa de neoprene de pernas e mangas compridas, para os que desconhecem o surfistês; Pretão é o santo homem que me coloca nas ondas. E coloca como ninguém :))

***
Portugal, como era de se esperar, é terra de se comer e beber bem. Muito peixe, muito doce, muito vinho.
E o único lugar onde já me ofereceram, como cortesia, uma pequena sobremesa para… abrir o apetite para a sobremesa principal.
(ai, esses portugueses…)

***
E a partir de agora, vinho português pra mim é da vinícola ‘Ramos Pinto’.
Confesso que não tinha especial apreço pelos vinhos portugueses. Mudei de idéia.

***
E estou até agora me xingando porque todas as fotos de Portugal estão azuladas.
Erro básico de fotógrafa amadora: configurei a câmera para luz de tungstênio e esqueci de voltar a configuração para luz natural. Resultado: mais azul, tudo azul, todo mundo nu.
(pensando melhor, vou passar a dizer que foi proposital, inspirada pelo azul)

Aqui no Brasil, ainda estamos na semana de Top 4, mas esse resultado é tão óbvio que nem me senti mal em contar pra vocês: David Archuletta e David Cook na final do American Idol 2008.

O fascínio que uma boa presença de palco exerce me impressiona.
David Cook é bonito e tem seu charme, mas sempre acho ele um pouco sem sal nas entrevistas. Aí ele pega aquela guitarra, dá uma “desgrenhada” no cabelo, sobe no palco, solta a voz e eu acho ele o homem mais gato e interessante do planeta. Em um programa desses com perguntas do telespectador, teve uma que perguntou o que America and the rest of the world queria saber: “David Cook, are you single?”. E não é que ele é?
Pra aumentar minha admiração, ele é roqueiro de primeira categoria. Amo os roqueiros, não canso de repetir. E AMO o David Cook, torço por ele. O rapaz merece.

O Archuletta canta qualquer coisa mesmo, como o Randy adora dizer. Mas ele é meio brega, cafona, meloso demais. Eu apostei nele desde o início e, mesmo torcendo pro Cook, sei não. Esses americanos adoram um garotinho que canta bem. Eles não sabem de nada.

(David Cook em uma das minhas noites preferidas)

(e mega sexy mesmo sem guitarra)

Tejo
Lisboa me lembrou o Rio. Mas isso é assunto pra outro post.
Importante agora é dizer que o Tejo é lindo. Claro. Azul. Limpo.
E ventava. E velejavam.
Foi uma grata surpresa. Não esperava um rio belo, depois de Sena, Tamisa, o de Praga. O Tibre de Roma é um pouco melhor, verdade.
A foto é da vista da Torre de Belém.
Por lá que descobri que só existe pastel de Belém no bairro de Belém mesmo. E eu achando que encontraria por toda a parte.

E parece que é Téjo.
Já o badejo, não sei se é badêjo ou badéjo. Nem badêjo nem badéjo, é sirigado – me disse minha amiga quase-cearense Simone. Então tá. Bem mais simples assim 🙂

(arranco de varsóvia cantando “badêjo ou badéjo”)

Tia Regina
Porque já faz muito tempo que não vejo essa gargalhada.
Porque se ela estivesse viva, faria anos hoje.
Porque me deu saudades.
Porque ela fazia o único bolo de chocolate com recheio que eu já gostei na vida.
Porque a mousse de chocolate dela era a melhor do mundo.
Porque ela me deixava comer uma caneca inteira de nescau misturado com leite ninho.
Porque a empada dela não tinha tampa.
Porque ela era só gargalhadas.
Porque era tia de primeira categoria.
Porque ela era forte.
Minha Tia Regina. Só porque me deu vontade.

Das maiores satisfações de ter um blog é sentir que realmente presto algum tipo de serviço a comunidade: seja de brasileiros, de blogueiros, de fãs do American Idol, de aprendizes de cozinheiro, de mochileiros, de amigos próximos. Fico feliz a cada comentário ou email que recebo, provas de que tem gente lendo isso aqui e fazendo bom uso do que escrevo.

A Paula, da entidade Operação Sorriso, achou esse post no blog e me avisou:
“Em virtude da epidemia de dengue a Operação Sorriso precisou ser adiada.
A nova data será de 14 a 22 de agosto de 2008.

O exame e seleção dos pacientes serão realizados nos dias 14 e 15 de agosto no Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto e as cirurgias serão realizadas dos dias 18 a 22 de agosto no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Hospital do Fundão). A meta é operar cerca de 125 pacientes nesta ocasião.

Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto
Estrada do Caricó, 26 – Galeão – Ilha do Governador
Rio de Janeiro – RJ (Próximo à Praça do Avião)

http://www.operacaosorriso.org.br

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=40996959”

Pronto, tá dado o recado.

Acho que vou estranhar estar fora do Brasil e falar português.
Principalmente agora que descobri que meu hotel tem buffet de pequeno-almoço incluído na tarifa de acomodação. Será que só eu rio de ‘pequeno-almoço’?

Só imagino uma enorme mesa de madeira repleta de especiarias todas em miniatura. Com uma parede repleta de azulejos azuis atrás.
Um bacalhauzinho, por favor?

(vivo me impressionando com minha própria visão estereotipada do mundo. pra mim, em portugal toda parede é de azulejo, tudo é meio azul e todas as mulheres tem bigode. como quando conheci meu primeiro (e único) egípcio e não pude conter minha expressão de espanto. pra mim, todos os egípcios só existiam de perfil, cabelos pretos e em corte quadrado e mesmo assim só na época de Cleópatra.
e ainda reclamo quando me perguntam, só porque digo que sei sambar, se desfilo no carnaval que nem ‘aquelas mulheres da TV’. pensando bem, eu mereço)

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Gato do rabo curto.

Vitórias Régias.

Vendedor de igarapé

Mais fotos

Por onde viajo…

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