Descobri de onde veio o “chiado” do sotaque carioca.
Cascais é, na verdade, Caisssscaissss para nossos amigos portugueses.
Assim mesmo, com esse ‘s’ super chiado de chaleira.
(e Lisboa está para o Rio assim como Cascais está para Búzios)

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Portugal me recebeu com alfândega com fila exclusiva para cidadãos de língua portuguesa. Fiquei feliz, me senti em casa. Até que a fila ao lado, para os demais estrangeiros, começou a andar mais rápido.
Ai, esses portugueses…
(e lembrei do documentário sobre a língua portuguesa – Vidas em português – que sempre quis ver mas nunca vi. mais um pra lista)

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Rock in Rio Lisboa sempre me pareceu piada de português. É no Rio ou é em Lisboa, ora pois pois?
(cidade cheia de cartazes, TV cantando “se a vida começasse agora e o mundo fosse nosso de vez”, e eu com saudade do Rock no meu Rio de Janeiro. Começa agora dia 30, e tem Amy Winehouse, Joss Stone, Bon Jovi – pra citar os que eu veria – e Ivete Sangalo!!)

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“Fado que é fado se canta sem microfone.”
Você sabia? Nem eu. Mas agradeço ao vendedor da FNAC que me contou, e me indicou boas casas de fado no Bairro Alto (que é uma Santa Teresa de Lisboa). Me apaixonei pelo fado. E pelas vozes carregadas de emoção que enchiam uma casa inteira, sem nenhum esforço aparente. O fado merece um texto só pra ele, assim que vier a inspiração.

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Eu disse aqui que imaginava Portugal sempre meio azul, por conta dos azulejos. Chegando lá, fiquei pensando se não são azuis os azulejos pelo azul do Tejo e do mar. O mar é tão belo quanto o Tejo. E tão azul quanto.
Tudo azul, todo mundo nu.

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E o mar nos arredores de Lisboa tem onda.
Marolas perfeitas pra surfista de araque aqui. Só me faltou Pretão – que deixei no Rio.
E muitos surfistas de long-john. Só assim pra encarar mar a 12 graus celsius.
(long-john = roupa de neoprene de pernas e mangas compridas, para os que desconhecem o surfistês; Pretão é o santo homem que me coloca nas ondas. E coloca como ninguém :))

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Portugal, como era de se esperar, é terra de se comer e beber bem. Muito peixe, muito doce, muito vinho.
E o único lugar onde já me ofereceram, como cortesia, uma pequena sobremesa para… abrir o apetite para a sobremesa principal.
(ai, esses portugueses…)

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E a partir de agora, vinho português pra mim é da vinícola ‘Ramos Pinto’.
Confesso que não tinha especial apreço pelos vinhos portugueses. Mudei de idéia.

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E estou até agora me xingando porque todas as fotos de Portugal estão azuladas.
Erro básico de fotógrafa amadora: configurei a câmera para luz de tungstênio e esqueci de voltar a configuração para luz natural. Resultado: mais azul, tudo azul, todo mundo nu.
(pensando melhor, vou passar a dizer que foi proposital, inspirada pelo azul)

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