Aproveitando o gancho do post anterior, preciso contar que no avião voltando de Lisboa eu ouvi pela primeira vez, em rádio portuguesa dedicada a música brasileira, Mart’nália cantando “Benditas” de Zélia Duncan.

Nem sei se a música é nova novíssima, ou se eu estou atrasada. O fato é que não conhecia, amei a voz de Mart’nália, a melodia e a letra aclamando o novo e o desconhecido. Bendita seja a musicalidade brasileira, celebro mais uma vez.

“Benditas”
Zélia Duncan \ Mart’nália

Benditas coisas que eu não sei
Os lugares onde não fui
Os gostos que não provei
Meus verdes ainda não maduros
Os espaços que ainda procuro
Os amores que eu nunca encontrei
Benditas coisas que não sejam benditas

A vida é curta
Mas enquanto dura
Posso durante um minuto ou mais
Te beijar pra sempre o amor não mente, não
mente jamais
E desconhece do relógio o velho futuro
O tempo escorre num piscar de olhos
E dura muito além dos nossos sonhos mais puros
Bom é não saber o quanto a vida dura
Ou se estarei aqui na primavera futura
Posso brincar de eternidade agora
Sem culpa nenhuma

* “Bom é não saber o quanto a vida dura, posso brincar de eternidade agora, sem culpa nenhuma” é um verso daqueles que ouço e desejo (não mais) secretamente que eu mesma tivesse escrito.
** Esse momento musical-nacionalista só me lembra, contraditoriamente, Ed Motta – de quem sempre fui fã – e sua Conexão Japeri cantando “Gostava de música americana, ia pro baile dançar todo fim de semana” 🙂

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