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Silencio! No hay banda, no hay orchestra!
(foto de Deise Lima)
Recapitulando: a TV quebrou e resolvi dar uma oportunidade ao silêncio.

Experimentei silenciar quando ansiei por falar. Quem sabe onde o silêncio vai dar? Não deu em novidade.
Quando antes silenciaria, falei. Experimento reverso. Deu em novidade. Gostei. Viva o experimento.

** I Visita de Amiga Romana. Desandei a falar. Forte impacto no projeto-experiência. Justa a causa. **

Retornei e fui rapidamente traída pelo hábito: quando percebi, já tinha falado. Silenciei o lado de lá, que tanto queria falar. O silêncio é um diálogo. O silêncio pode ser barulhento.
Persistente, silenciei eu mesma. De novo. Esperei. Quem sabe onde o silêncio vai dar. E dessa vez, deu em novidade. Experimento mais inconclusivo. Melhor dar oportunidade ao acaso, e deixei o silêncio pra lá.

E finalmente o silêncio me acometeu. Assim, sem avisar, sem planejar, sem racionalizar. Simplesmente silencio. Só porque sinto assim.

Me admiro sempre que ouço um brasileiro dizer categoricamente: ‘não vejo filme nacional’. Nem tanto pela falta de patriotismo, mas por essa mania de ‘colocar tudo no mesmo saco’ – pra falar uma linguagem que todo mundo entende. Podem ‘Tropa de Elite’, “‘Dois filhos de Francisco’, ‘O cheiro do ralo’ e ‘Casa de areia’ estar em um mesmo saco? Ou ‘Saneamento básico’, ‘Batismo de sangue’, ‘Chega de saudade’ e ‘O ano em que meus pais saíram de férias’?
Se não for pelo amor a indústria nacional, que seja pelo desejo da diversidade.
Esse fim de semana, concorrendo com ‘Batman’, estréia ‘Nome próprio’ – filme de Murilo Salles com Leandra Leal no elenco. Se é bom, não sei. Mas vou ver. Antes ou depois de ‘Batman’, não decidi ainda. E gostei da campanha e aderi. Vi no blog do bonequinho, com direito a carta de Murilo:

“É AGORA OU NUNCA!
Nessa próxima sexta feira dia 18 de Julho “Nome Próprio” entra em cartaz.
São 4 anos de trabalhos intensos, numa batalha muito ralada por todos nós, uma equipe muito especial e apaixonada…
O que é cruel é que na sexta-feira 18, no sábado 19 e no domingo dia 20 nosso destino será traçado.
Ou cairemos no esquecimento ou poderemos afetar um grupo de gente bacana. Vai depender desse fim de semana!!! É bem assim, se as pessoas forem ao cinema e o filme cumprir a renda média do cinema ele continua em cartaz, dando tempo para o boca-a-boca trabalhar por ele. Se isso não acontecer, na famosa reunião de segunda dia 21, o filme será substituído por um outro. E, 4 anos de trabalhos intensos serão entregues ao esquecimento. É CRUEL MESMO.
Estamos lançando o filme com a CARA E A CORAGEM, apostando que fizemos um trabalho de excelência, desafiador, intenso e delicado.
ESCREVO ESSE E.MAIL para dizer que CONTO COM VOCÊS com a CAPACIDADE DE MOBILIZAÇÃO de nossa equipe, dos atores e de nossos amigos.
Precisamos dizer as pessoas que amam CINEMA e que não são poucas, que ASSISTAM os filmes logo que entram em cartaz, pois é uma militância SIM pela sobrevivência de um cinema mais autoral, mais pessoal, mais digno.
VAMOS AO CINEMA NO FIM DE SEMANA para garantir que o filme continue mais uma semana, para que o boca a boca pegue. Comuniquem ao amigos, usem suas redes de influencias disparem esse flyer pelos seus mailling lists, comentem sobre isso nas baladas DESSE FIM DE SEMANA (10/11/12).
Vamos vencer a batalha contra o esquecimento a mesmice!
Contamos com todos vocês.
VALEU, Murilo Salles”

* por anos, culpei a TV ligada tarde da noite pelas minhas cada vez menos raras crises de insônia. minha TV continua quebrada. procuro um próximo culpado.
** pelo menos, está sendo uma insônia produtiva. vide dois últimos posts 🙂
*** prometo para breve uma lista das produções nacionais estreando em 2008. para você, meu querido leitor livre de preconceitos, conhecer, escolher alguns e ir assistir. não sei se é a insônia, mas estou me sentindo uma verdadeira militante no momento.

Porque eu acabo de ver e morri de rir. Das bizarrices contemporâneas mais divertidas que vi nos últimos tempos. Dica do Zeca, aquele que já considero amigo.

* pergunta: qual foi a última vez que você ouviu a palavra “polichinelo”? ou que você fez “polichinelo”? só isso já valeu o videozinho pra mim. isso e “Matrix”.
** só podia ser um pouco mais curto. se perder a paciência no meio, tudo bem, já terá se divertido bastante 🙂 e o final não reserva grandes surpresas 😉

Minha TV quebrou e eu decidi experimentar o silêncio. Até agora, o experimento me rendeu:
+ 327 páginas do excelente “O último judeu” do Noah Gordon, além das pazes com a literatura;
+ a lembrança do medo de janelas que vibram sozinhas;
+ a certeza de que não sou tão amiga do Sr. Silêncio;
+ a lembrança de que do Silêncio que mora na mata eu gosto. saudades dos meus acampamentos;
+ a busca por novas formas de silenciar esse silêncio;
+ a lembrança dolorosa de que não compro mais CD’s desde que me roubaram todos;
+ o impulso que faltava para eu me dedicar a entender como funciona essa coisa de baixar música;
+ um Bit Torrent instalado;
+ uma paixão momentânea pela Bjork;
+ um vício em Amy Winehouse, Cake e Radiohead;
+ uma tentativa de assistir a 4a temporada de House. faltam 184 dias. exercito minha paciência;

Outro dia, um texto mais elaborado sobre minhas experiências com o silêncio. Porque no hay banda. No hay orchestra.

Eu ando tão astrológica que nem eu mesma me aguento.

Logo eu, que sempre fui tão cética. Passei anos a fio sem acreditar em astrologia. Mas como boa libriana que sou, mudei de idéia. É que os librianos tem uma ânsia pelo novo, diferente, pela mudança, pelo aprendizado. Coisas de gente que é regido por ar. Aliás, é o ar também o responsável por essa essência racional, cética e analítica. Tudo a ver comigo. Quando descobri que as librianas são belas e graciosas, me rendi de vez 🙂 E se tem algo de que eu gosto, é do belo. E me julgo equilibrada, na maior parte do tempo. Me incomodava com alguns atos impulsivos, logo em seguida auto-repreendidos, e isso me fazia duvidar dessa coisa da balança de libra. Até que descobri meu ascendente: escorpião. Daí esse conflito eterno entre razão e sensibilidade. Tudo fez sentido. A verdade é que ando achando a vida mais fácil agora que acredito em astrologia. Esses dias li até que o esporte preferido da libriana costuma ser a dança. Essa sou eu. Apreciadora das artes. Tem mais eu aí. De gosto conservador para roupas, precisa de sofisticação sempre, costuma não gostar de viajar sozinha. Ei, essa não sou eu. Ah sim, mas tem o ascendente em escorpião pra explicar tudo que libra não me explica. E a lua, vênus, marte e todos os outros astros.

Parece brincadeira, mas o fato é que me rendi ao simples fato de que meu mapa astral fez sentido, muito sentido. Claro que ando extrapolando, exagerando, apesar do exagero ir contra o famoso equilíbrio da libriana. É que depois dos 30, a gente se parece mais com o ascendente do que com o signo 🙂

Entre uma observação e outra, me dei conta que três grandes amigas que fiz em vida adulta são cancerianas. Fui pesquisar, e parece que os astros não reservam os melhores predicados para a relação de libra e câncer. Não gostei. Mais uma pra eu “culpar” meu ascendente. Ou o ascendente delas, talvez. Ou pra eu finalmente desistir de dar tanta atenção a astrologia. Nem 8 nem 80. Quem sabe não volto a zelar pelo equilíbrio?

Astrologicamente conectadas ou não, o fato é que minhas duas Simones e única Monise são de câncer – as 3 melhores amigas de vida adulta, reforço, para não ser injusta com outras super amigas de vida pregressa além de alguns amigos para permear. Já te disseram que os librianos fazem muitos amigos?

Simone I, em 26 de junho. Simone II, amanhã, 08 de julho. Monise, depois de amanhã, 9 de julho. Vida longa as minhas três cancerianas preferidas 🙂

Comer engorda. Dinheiro acaba. TV estraga. Ralo entope. A casa suja. Dormir muito dá sono. Dormir pouco também. Beber dá amnésia. Dançar revigora. Sol dá bom humor. Praia cura qualquer coisa. Maquiagem se tira antes de dormir. Hidratante se passa diariamente. E filtro solar se passa em casa. Chuva e ar condicionado dá gripe. Gripe dá tosse. 10 minutos a mais de sono dá em atraso. Salto alto dá dor na lombar. Caipivodka dá em muita sinceridade. Um pequeno chocolate dá vontade de mais. Preguiça se vence em um instante. Chave é pra se levar sempre ao sair de casa. Dois livros simultâneos é o mesmo que nenhum. Cachaça dá ressaca. O sol se põe a oeste. Vento bom é sudoeste. De chuva, eu não gosto. A não ser que seja chuva de verão. Botas coloridas eu já tenho. Muitos vestidos, calças e blusas de cores diversas também. Casa reformada eu não tenho. Forno só se acende na hora de usar. Vinho dá sinceridade, mas não ressaca. Dor de garganta é a que eu mais odeio. Gelo dá tosse. Muito pão dá em intestino preso. Duas caipivodkas é o limite. Três caipivodkas viram cinco ou seis. Tons pastéis não me caem bem. Nem cabelos curtos. No verão descasco, apesar da morenice. Há que lembrar do filtro solar. Óculos escuro se guarda na caixa, ou arranha. Prendedor de cabelo se prende no pulso, ou se perde. Guarda-chuva se perde de qualquer jeito, então compre o mais barato. Se viajar só, que seja com bom tempo. Se não quer falar, não atenda. Na dúvida, não mande a mensagem. Escrever tarde da noite dá insônia. Cigarro dá alergia. Aquele sapato lindo machuca meu pé. E o selim da bike devo levar comigo. Sempre.

Marquei o encontro para as 18:30 de hoje. Ele chegou na hora, eu uns 5 minutos atrasada.
Subimos. A coisa demorou. Era um tal de “tenta assim”, “não, vamos voltar pro outro jeito”, “é, assim acho que tá indo”, “ih, não, volta de novo”.

– Peraí que eu vou ali na cozinha pegar um arame…
– Donaaaa, donaaaa, dona Deusa? Acho que funcionou!
– Me deixa ver? É parece que tá escoando a água mesmo!!
– É dona Deusa, até que enfim desentupiu, né?

Resolvi encarnar a Dona Deusa mais um pouquinho. Mal não deve fazer.
Desencanada, assinei o papel do serviço como Deise, não Deusa.
– É Deise, moço, não Deusa.
– Ah tá. Carlos, prazer.

🙂

De tudo um pouco:

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Por onde viajo…

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