Eles dizem que é o maior do mundo. Eu não duvido. De 08 a 31 de agosto, em Edimburgo. Ainda dá tempo de ir, eu recomendo. Leve seu guarda-chuva.

É tanta coisa pra escolher que dá até dor de cabeça. São vários eventos dentro do evento. A Underbelly é uma enorme estrutura na forma de uma vaca roxa, onde acontecem diversos shows. O Fringe é um evento com várias pequenas salas – algumas em estrutura móvel, outras dentro de teatros – apresentando peças de teatro de 10:30 a 00:00. Exposições espalhadas pela cidade. Grandes cias convidadas, inclusive uma cia de dança israelense, a Batsheva Dance Company, que sempre quis ver. Não dei sorte, se apresentam em outro fim de semana. A Royal Mile fica fechada para o trânsito, e artistas divulgam suas peças ou fazem suas performances livremente. Várias praças da cidade tem programação de artistas de rua, com seus números variados – circenses, dramáticos, dançantes, conceituais, sátiras, críticas e protestos. Tem artista do mundo todo.

Na minha curtíssima estadia, vi performances variadas nas ruas e assisti a três peças: dois excelentes dramas e uma comédia sem graça. O primeiro drama foi um monólogo sobre um imigrante iraniano vivendo em londres. O segundo, sobre a escravidão sexual de jovens do leste europeu, realmente me comoveu. A comédia era sobre um gaiato que fazia uma viagem de bicicleta da Índia até Pequim. Estava tão chatinha que saí no meio, e acabei fazendo ‘parte’ do espetáculo. Saí mais rápido ainda. Teve também parte de um espetáculo de dança performática, chamado “Alumnium”, que prometia ser algo como uma mistura de Stomp e Mummenchanz , mas tive que sair logo no início para não perder o vôo – aquele que me fez esperar 15h.

Fim de tarde e noite, os pubs lotados de gente – entre artistas, curiosos, espectadores e escoceses. Um grupo de adolescentes americanos, apresentando um número de mímica, foi deportado após serem flagrados ingerindo bebida alcóolica. Fiz amigos em um pub e experimentei o ‘ritual’ da noite deles: de pub em pub, até acabar a noite. Estranho, mas se estou na chuva é pra me molhar. Literalmente. Foram 7 pubs. E os escoceses, bem mais simpáticos que seus meio-irmãos ingleses, já estavam desinteressados da olímpiada: seu único atleta já havia sido eliminado.

Edimburgo é uma graça, medieval e super bem conservada. Tudo se faz a pé. Não bebi uísque – não por falta de opção. Não fui ver o monstro do lago Ness. Não visitei o castelo. Vi uns dois homens de saia na rua. Vi um noivo de saia e tocando gaita de fole. Entendi cerca de metade de tudo que me disseram, sotaque complicado. O garçom do primeiro pub que parei me fez trocar todas as minhas notas de libras inglesas por libras escocesas. Como vocês podem ver, não sou só eu quem implica com os ingleses 🙂

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