Menti de novo.
A melhor frase olímpica foi do César Cielo que, logo após conquistar o bronze nos 100m livre, declarou:
‘Agora vou ganhar os 50m livre.’

Dito e feito. Exemplo de vontade e determinação.
Diego Hypólito foi criticado por seu excesso de confiança de no. 1 do mundo no solo. O dito e não-feito virou arrogância. Será que tem diferença mesmo?

Já se falou tanto sobre o tema que até eu já estou cansada. Então faço só um breve comentário.
Errar e amarelar são coisas bem distintas. Diego errou. Talvez tenha caído na armadilha de relaxar no fim da série, quando o mais difícil já tinha passado com perfeição. Esporte é assim. Tem erros. Um perde e outro ganha. Nada é garantido. Cielo não caiu em armadilha nenhuma. Treinou e se preparou, arrisco dizer tanto quanto Diego, mas foi mais eficiente. Foi lá e fez. Mereceu. Tão simples quanto isso. Teve um quê a mais que garantiu sua entrada no Olimpo, ainda simplesmente sonhada por Diego. Em comum, os dois têm o espírito de campeão: determinado, esforçado e confiante. Muito confiante. Não tem nada a ver com arrogância.

Já o Usain Bolt… Sacrificou alguns centésimos de seu recorde olímpico pra bater no peito mostrando o orgulho de homem mais veloz do mundo. Sei não. Pra mim, tem um quê de arrogância nisso. O homem é um fenômeno, mas eu prefiro um Olimpo mais romântico: repleto de deuses orgulhosos de suas conquistas e cientes de sua supremacia, mas humildes até o fim. Até o fim da prova, pelo menos.

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