Em 1958, o alemão Armin Hary tornou-se o homem mais veloz do mundo com uma supreendente marca de 10seg em 100m.
50 anos depois, Usain Bolt (mesmo arrogante) bateu seu próprio recorde mundial correndo os mesmos 100m em 9s69.
Alguém arrisca a marca de 2058?

Em 1976, a romena Nadia Comaneci foi a primeira atleta a executar um mortal na trave. E ainda conseguiu o feito da primeira nota 10 (máxima na época) da ginástica. Nos quatro aparelhos.
Nota máxima, atualmente, é praticamente impossível – tamanha a busca pela perfeição. E um mortal é elemento obrigatório na trave. Não só um mortal, mas dois seguidos.

Yelena Isinbayeva pulou 5.05m no salto com vara, quebrando seu próprio recorde mais uma vez. É a única mulher do mundo a saltar mais de 5m, enquanto os homens já chegam a saltar mais de 6m. Ela começou sua jornada de recordes na casa dos 4.80m em 2004. Dizem que ela ‘esconde’ o jogo e quebra seu recorde de 1 em 1cm pelos prêmios. Vendo a emoção dela ao quebrar mais um recorde e seu choro no pódio, fica um pouco mais difícil de acreditar.

Fica a pergunta: Tem limite o corpo ou a ambição humanas?
Será que chegará o dia em que os recordes deixarão de cair?

É. Talvez seja isso o que me fascina nesse mundo do Olimpo.

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