“Uma das minhas lojas favoritas em Paris fica no Marais, e, ao contrário do que se possa imaginar, não tem nada a ver com moda, não vende nenhum item de comida, e muito menos perfume – para listar três coisas pelas quais a capital francesa é famosa. A loja chama-se Photographie (Fotografia, em português), é de um cara (aparentemente) cinqüentão – magro e, como bom francês, fumante inveterado (já o peguei fumando mesmo dentro da loja, próximo da hora de fechar…) -, chamado Fabien Breuvart. Fica na Rue Charlot, quase esquina da Rue Bretagne.”
“… São fotos anônimas, esquecidas em gavetas antigas, álbuns abandonados, ou simplesmente jogadas no lixo. Monsieur Breuvart faz um inestimável garimpo por feirinhas de antiguidades (e, imagino, alguns depósitos de entulho) para resgatar essas obras-primas alternativas. Não custam caro (as mais baratas saem por menos de R$ 20,00), mas têm um valor inestimável para fãs do gênero (como eu)…”
(trechos tirados do blog do Zeca Camargo. para ler na íntegra, clique aqui)

Me deu vontade de ir a Paris só para visitar essa loja. A idéia é genial. Me pergunto se não há algo parecido por aqui. Zeca ainda dá a dica dos livros “Anonymous: enigmatic images from unknow photographers” e “Other pictures: anonymous photographs from the Thomas Walther collection” – variações sobre o mesmo tema.

Inspirada pelo post de Zeca e pela ode as fotos ‘descartadas’, resolvi rever meu próprio arquivo fotográfico. Costumo fotografar bastante sempre que viajo. Por princípio, nunca apago fotos. Sempre acho que uma foto considerada ruim hoje pode me parecer bela em um futuro próximo ou distante.

Editar fotos dá um trabalhão, mas em cerca de 1h de trabalho consegui rever uma pequeníssima parte do meu acervo (acervo me soa como pretensão, mas tudo bem :)), com foco no último ano e meio. Encontrei coisas que gostei muito, por motivos diversos. A foto não muda nunca, mas o meu olhar muda o tempo todo.

A edição deu origem a galeria “Descartadas”. Sinta-se convidado a ver, comentar e entender porque a foto descartada de ontem é a que agrada meus olhos hoje.
* as fotos foram postadas exatamente como foram tiradas, sem nenhum tipo de correção digital. a idéia é valorizar a ‘imperfeição’ que me fez descartá-las, e portanto nada de photoshop.
** assim que encontrar mais tempo, continuarei o processo de seleção. gostei da brincadeira. farei dela um live project.

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