E também visto e apreciado.

Se você nunca viu, veja. Mesmo que não goste de dança, tente. Ainda que não seja chegado a espetáculos culturais, dê uma chance. Se achar caro, vá de galeria. Se o dia não for bom, espere o ano seguinte. Mas vá. Não deixe de ir. Conheça.

Grupo Corpo é uma experiência para se ter na vida.

Se não for pela dança, vá pela música. Gosta de Arnaldo Antunes, Tom Zé, Lenine, João Bosco? Então vá. Fã de música cubana? Então escolha assistir o “Lecuona”. Vá pela iluminação, pela novidade, pra impressionar a moçoila ou, caso more no Rio, para visitar o Municipal – o que é sempre um bom programa.

Originais de Belo Horizonte, eles são únicos no mundo – acredite. Acho que o que mais me encanta é o poder que eles têm de fazer parecer tão simples uma sequência de movimentos repetitivos. E de transformar uma sequência de movimentos, as vezes aparentemente descoordenados, em dança. As coreografias, atualmente, são sempre de Rodrigo Pederneiras. A iluminação de Paulo Perdeneiras. Grave esses nomes.

O Corpo foi a primeira companhia de dança contemporânea no Brasil a ter trilhas sonoras compostas especialmente para os espetáculos. O último grande nome da música popular a ser convidado foi Lenine, que compôs para “Breu”. Como já disse lá em cima, já teve Arnaldo Antunes (autor da frase que dá título ao post), Tom Zé, João Bosco, Caetano, dentre outros. Quando resolvem inovar, fazem um espetáculo belíssimo, todo em duetos, ao som de Ernesto Lecuona – o cubano.

Eles estiveram no Rio este fim de semana. Próxima apresentação no Brasil é em Belo Horizonte, entre 26 e 29 de setembro. E tá dado o meu recado.

(parte de “O corpo” – com trilha de Arnaldo Antunes, e um de meus preferidos)

(parte de “21”, primeira coreografia com trilha original, de 1992, e que revi ontem)

(e “Lecuona” – sem dúvida, um dos melhores)

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