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Acho que nunca me chamei Deise, simplesmente Deise, assim só Deise. Sempre fui Deise, dê-é-i-ésse-é. Nome inglês com grafia em português em um país repleto de gente criativa dá nisso: Daisy, Daise, Deysi, Deyse, Daysy, Deisy, quase tudo mas raramente Deise. Já nem me incomodo mais. Aprendi a apreciar meu nome internacional, super útil para uma amante de viagens como eu. Ainda não encontrei um único ser neste vasto planeta incapaz de chamar-me Deise. Já vi Simone virar ‘Simoun‘, Beatriz virar ‘Bieitrixxx‘, Daniele virar ‘Dêniéllll‘ e até um croata chamado Zdravko Pavlovic (algo como ‘sssssdravicu paviloviti‘) virar Pablo pra simplificar. Mas Deise é sempre Deise, no máximo ‘Deisí‘ – mas até carioca chama assim – ainda que eles achem que sou Daisy. Aliás, quando me apresento Deise por escrito, normalmente viro algo como ‘Diize‘ até o primeiro contato verbal, quando explico que sou tão Daisy quanto a namorada do Pato Donald ou a flor, só que escrito em português e eles respiram aliviados: ‘oh, Daisy!’. Isso. Assim simples.

Sempre pensei no nome das minhas filhas. Lembro de uma lista com nomes para 12 filhas, quando eu era criança e achava que ia crescer e virar uma parideira, que incluía Jéssica, Samantha e Stephanie. A essa altura da vida, eu era um pouco brega e ainda não havia repetido tantas vezes o fatídico ‘Deise dê-é-i-ésse-é’ para saber que Samantha e Stephanie poderiam gerar traumas para uma vida. E Jéssica é simplesmente brega. Filhos ainda não tive, mas vivo em busca de nomes potencialmente internacionais e de grafia certeira. Nina é um dos meus preferidos. N-i-n-a, em qualquer lugar do mundo. Absolutamente internacional. Pena que, no Brasil, costuma ser nome de cadela. E, pensando bem, ainda poderia virar Ninna. Tem também a Lara, um pouco menos internacional, mas ainda faz bom par com Nina. Nina & Lara. Já me disseram que os coleguinhas de classe sempre a ‘cantariam’ num “la-rá-lá-ráaaa-lá-rá”. É, talvez seja um problema.

Alice & Dalila. Outra boa dupla. É importante que os nomes combinem. Alice certamente viraria ‘Élice’ em sua vida internacional, mas me soa como uma adaptação fácil. Acho Dalila realmente lindo, e poderia ser bem pronunciado mundo afora, mas tem o Sansão para atrapalhar a vida da criança. Mas ambos têm grafia fácil. No Brasil, pelo menos. E ainda são incomuns. Ser incomum é o terceiro requisito mais importante do meu sistema classificatório. Acho terrível chamar meninas pelo sobrenome para diferenciar uma dentre tantas Alessandras, Andreás e Patrícias. Foi esse requisito que eliminou Luisa e Clara – nomes de que já gostei tanto mas que atualmente viraram moda.

Micaela é outro nome que não me sai da cabeça ultimamente, mas teria que ser filha única. Gosto do som, tem potencial internacional, não dá margem a grandes erros de grafia e é bastante incomum. Poderia chamá-la de Mika – que acho bonitinho, mas ela correria o risco de ficar conhecida como aquela que paga mico. Começo a torcer para ‘pagar mico’ virar uma daquelas expressões do tempo da minha vó.

Vontade mesmo eu tenho é de Catarina. Não é lá muito internacional, mas ela ainda poderia adotar o apelido Nina – aquela lá de cima – na sua vida mundo afora. Catarina é um nome lindo. Forte. Sonoro. Nome de rainha. Não sei porque quase ninguém gosta de Catarina, mas que continue assim. Mantém o nome incomum. E, pensando bem, Catarina poderia ser irmã de Micaela. Catarina & Micaela, também chamadas de Nina & Lela. Até que soa bem.

Nina & Lela me lembra que sempre quis ter um apelido de verdade, mas nunca consegui. Por breves períodos fui Dê, mas acho Dê feioso. Está mais para preposição que para apelido. Sou também Deisinha, Deisezinha e até Deisoca – o que mais me agrada – mas apelido que aumenta o nome não é apelido de verdade. Por outro lado, Deise tem também outra vantagem, além de ser internacional: não dá margem a muitas chacotas ou trocadilhos infames. A não ser pelo trocadilho da Deusa, mas esse eu acho ótimo. Lembro que quase me chamei Lin Deise e, nesse caso, tenho certeza que viraria ‘Lindeza’ em tom pejorativo desde o primeiro dia do primário. Fui salva pelo meu pai, que aceitou o Deise mas tirou o Lin. O mesmo pai que fez Daniela virar Daniele, porque Daniela rima com panela. Até hoje me pergunto se já houve alguma ‘Daniela Panela’ que cresceu traumatizada por isso.

E, antes que perguntem, não estou grávida. Nem pretendo engravidar. E não sei porque tenho essa sensação de que serei mãe de menina. Atualmente, sou muito bem resolvida com meu nome Deise e não acredito que um nome seja capaz de influenciar uma personalidade. Até porque sempre achei que tenho personalidade de Catarina. E quando não tenho assunto, invento. Quem me conhece, sabe.

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“Como, como, como e não consigo engordar. Já tentei de tudo, mas meu peso não se altera. Queria tanto ter as coxas mais roliças…”

Juro que, se fosse possível, eu fazia caridade e doava uma parte de minhas coxas, seios e glúteos.
Nesse momento, me cairia melhor que nunca.

Muito melhor do que abaixo-assinado, foi a idéia do Grupo Estação de fazer um fim de semana de clássicos a R$1 no Cine Paissandu. Deu certo, salas lotadas e parece que já tem empresário fazendo proposta para manter o cinema aberto. Torço pra isso, e que ele continue focado nos tais filmes de arte que eu gosto e frequento. E adoro um cinema de rua, grande perda desse mundo capitalista.

E o Google lançou seu browser, o Chrome – ainda em beta, e entrou de corpo inteiro na briga com a Microsoft. Aposto no Google. Parece que a sacada é que o Chrome mantém suas janelas e abas em processos separados, ou seja, se um site dá pau é só sua abinha que fecha, não o browser inteiro. E o Google produziu uma HQ para contar essa historinha com todos os detalhes técnico-sórdidos envolvidos. Confesso que, até agora isso foi o que mais me impressionou: esse pessoal do google querendo ensinar sobre threads, processos assíncronos, fragmentação de memória e otras cositas más com personagens bonitinhos de história em quadrinhos. Me assusta, mas não sei explicar porquê (ou talvez saiba?), perceber que cada vez mais pessoas entendem e se interessam por esse tecniquês que eu mesma aprendi por obrigação e, na realidade, acho uma grande chatice. Quero mais é um browser rápido, bonitinho mas não ordinário. E só.

E a Madonna, hein? Um enorme desrespeito essa confusão de venda de ingressos, Tickets for Fun (que vale dizer, é da TicketMaster) tem tudo para ser o maior mico de negócio online do ano, quase não comprei por protesto, mas no fim meu amor pela Madonna falou mais alto. Lá estarei.

E Michael Jackson, também cinquentão e, quem sabe, por inveja dos holofotes em Madonna, ressurgiu no mundo das fofocas de celebridades devido a fontes que JU-RAM que ele anda se encontrando, romanticamente (?), com Pamela Anderson. Eita notícia fútil-bizarra.

E também visto e apreciado.

Se você nunca viu, veja. Mesmo que não goste de dança, tente. Ainda que não seja chegado a espetáculos culturais, dê uma chance. Se achar caro, vá de galeria. Se o dia não for bom, espere o ano seguinte. Mas vá. Não deixe de ir. Conheça.

Grupo Corpo é uma experiência para se ter na vida.

Se não for pela dança, vá pela música. Gosta de Arnaldo Antunes, Tom Zé, Lenine, João Bosco? Então vá. Fã de música cubana? Então escolha assistir o “Lecuona”. Vá pela iluminação, pela novidade, pra impressionar a moçoila ou, caso more no Rio, para visitar o Municipal – o que é sempre um bom programa.

Originais de Belo Horizonte, eles são únicos no mundo – acredite. Acho que o que mais me encanta é o poder que eles têm de fazer parecer tão simples uma sequência de movimentos repetitivos. E de transformar uma sequência de movimentos, as vezes aparentemente descoordenados, em dança. As coreografias, atualmente, são sempre de Rodrigo Pederneiras. A iluminação de Paulo Perdeneiras. Grave esses nomes.

O Corpo foi a primeira companhia de dança contemporânea no Brasil a ter trilhas sonoras compostas especialmente para os espetáculos. O último grande nome da música popular a ser convidado foi Lenine, que compôs para “Breu”. Como já disse lá em cima, já teve Arnaldo Antunes (autor da frase que dá título ao post), Tom Zé, João Bosco, Caetano, dentre outros. Quando resolvem inovar, fazem um espetáculo belíssimo, todo em duetos, ao som de Ernesto Lecuona – o cubano.

Eles estiveram no Rio este fim de semana. Próxima apresentação no Brasil é em Belo Horizonte, entre 26 e 29 de setembro. E tá dado o meu recado.

(parte de “O corpo” – com trilha de Arnaldo Antunes, e um de meus preferidos)

(parte de “21”, primeira coreografia com trilha original, de 1992, e que revi ontem)

(e “Lecuona” – sem dúvida, um dos melhores)

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Por onde viajo…

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