Sexta feira a noite. Deu vontade de comer um bom sushi com um bom sakê. Acabei indo a um restaurante bastante conhecido que eu mesma já fui algumas vezes, sempre gostei. Chegando lá, procuro o toilette para lavar as mãos, fazer o que tinha que fazer para sentir-me pronta e linda para disfrutar meu jantar. Encontro o banheiro do andar interditado e procuro um garçom:
– Por favor, aonde encontro outro banheiro já que este está interditado?
– Ih, senhora. Tá faltando água no Rio, acho que não temos banheiro.
(olho a minha volta, restaurante cheio. incrédula, peço uma segunda confirmação)
– Tem certeza disso? E se essas pessoas resolverem ir ao banheiro?
– Vou checar, senhora.

(minutos depois…)
– É, senhora. Infelizmente, só temos suprimento de água na cozinha. A senhora deve saber que está faltando água no Rio, e por isso nossos banheiros estão interditados.

Ainda incrédula, fui embora. Achei outro restaurante japonês, e sentei após assegurar-me que havia água no banheiro, indiferente a cara estranha que me fez a garçonete quando perguntei: “seus banheiros funcionam?”. E estou até agora pensando naquelas pobres pessoas que comiam e bebiam sem saber o risco que corriam.

É tão, mas tão absurdo um restaurante abrir sem banheiro funcionando, que uso meu blog para a denúncia: foi no Manekineko do Leblon, na Dias Ferreira. Aquele onde tudo é mais caro. Eu não volto.

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