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Parece que está no site oficial da turnê de Madonna o vídeo dela e equipe orando com Sérgio Cabral, minutos antes da apresentação de segunda. Além de agradecer a Cabral pela receptividade e pelos seguranças tão bonitos (tem comentário mais cara de Madonna?), ela disse(fonte: globo online):
“Temos que lembrar que somos sortudos por ter este trabalho, e também lembrar que estamos aqui para levantar o estado de espírito dessas pessoas e fazê-las esquecer de seus problemas…”

Agora, imagina o que um artista – que tem esse tipo de consciência sobre seu trabalho – sente ao descobrir que sua obra vem sendo usada como instrumento de tortura? Denúncias indicam que prisioneiros do governo americano em Guantanamo, Iraque e Afeganistão são submetidos a horas – às vezes dias e meses – ininterruptas de uma mesma música no volume máximo (*). Não acredito que existam precedentes, mas deve existir alguma forma de processo por uso indevido. Confesso que nunca havia imaginado um possível uso indevido para arte antes.

Parece que Madonna não está na lista dos artistas usados e vários músicos já aderiram a campanha “Zero Db” (Db = decibéis) em protesto contra a prática e prometem minutos de silêncio durante shows em 2009. Eu apoio a campanha.

(*) ps: impossível não lembrar de ‘Laranja Mecânica’. se nunca viu, veja. e entenda a relação.

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Ela caiu, desafinou e a voz falhou mas ainda assim foi um fabuloso, enplendoroso e maravilhoso espetáculo. Perdi o timing pra falar do show que assisti no último domingo, mas quero comentar mesmo assim. Que Madonna é um fenômeno, ninguém mais ousa questionar – gostando ou não de sua música. Aliás, sua música é apenas parte do espetáculo e esta sempre foi a grande sacada. Ela simplemente inventou uma nova forma de entretenimento, transformou o pop em espetáculo e virou diva. Britney tem muito mais a agradecer a Madonna que simplesmente a oportunidade de dizer ao mundo que she’s not sorry, it’s human nature.

Pontos altos do show, por Deise Lima:
+ Madonna roqueira. Adorei.
+ A versão rock ‘n roll de “Borderline”.
+ O momento masturbação guitarrística. Totalmente rock ‘n roll.
+ Vogue, sempre Vogue. Das melhores músicas de todos os tempos.
+ Madonna cantando, e sem se deixar abalar, pegando uma toalha pra secar a plataforma no timing exato do bailarino subir e arrasar na sua performance.
+ Madonna caindo sem perder a pose, dando uma checada básica no joelho e levantando com tamanha naturalidade que muita gente nem percebeu. Eu percebi, e só virei mais fã.
+ O clip de “Get Stupid”.
+ A qualidade das imagens no telão.
+ “You must love me”, como diz a Dani: o momento intimista do show. Soa pedante mas foi lindo. E a emoção dela ouvindo os gritos de “We love you!” pareceu bem sincera.
+ O clip que passou no telão durante “You must love me”.
+ ‘Four minutes’: eu gosto cada vez mais dessa música.
+ O ‘tic tac tic tac’ de ‘Four minutes’ em inúmeras mixagens durante o show.
+ ‘Human Nature’ com Madonna-roqueira-guitarrista apagadinha ali na frente deixando o espetáculo pra Britney-disfarçada no telão. E adoro essa música.
+ A música que ela cantou sobre o piano e na penumbra, atrás do telão tubular que passava imagens de chuva. Confesso que não conhecia a música e não sei o nome, mas foi lindo.
+ “Music”. Adorei a coreografia.
+ A música espanhola seguida da judaica, com a coreografia alegre e, como sempre, animada dos bailarinos.
+ Like a prayer, like a prayer, like a prayer. Ela devia terminar o show com ela.
+ A simpatia da moça. As músicas pra parar a chuva. O ‘I’m sorry that you are all wet’. No need to be sorry, we love you :))
+ A marcação certeira dos guarda-chuvas. Parece simples, mas é foda – crea-me.

E não gostei:
+ Da versão de “La isla bonita”. Achei repetitiva.
+ De “Into the groove”. É umas das minhas músicas preferidas da Madonna por ser das mais dançantes. E achei a coreografia com as cordas meio paradona. Não fez jus ao meu verso preferido: “Only when I dance I can I feel this free. At night I lock the door and no one else can see. I’m tired of dancing here all by myself, tonight I wanna dance with someone else!”
+ essa história de pular corda. ok, não é pra qualquer um – mas não achei esteticamente tão bonito. dispensaria.
+ que venham as críticas, mas eu não consigo gostar de “Give it to me”. Acho só o refrão bom, e não gostei de ser a última música do show.
+ até agora não entendi o próposito daquele vídeo de mulher-ET e a relação com a coreografia dos bailarinos. só salvou pela música que, só me dei conta ontem, é do Eurythmics.
+ e que venham mais pedras, mas achei desnecessário Madonna resolver atender a pedido do público cantando a capela. Amo Madonna, mas cantar a capela não é com ela. E “Express yourself” não era a melhor música. Pra funcionar, tinha que ser mega-super-hit, estilo “Holiday”. E tenho dito.

E bem, os bailarinos da Madonna são sempre um show a parte. Mas senti falta deles em alguns momentos. No passado, eles costumavam estar no palco o tempo inteiro. Mas dou um desconto, afinal a ‘moça’ já tem 50 anos. Merece descansar.
Se ela tivesse perguntado pra mim que música cantar, eu teria gritado convicta: “Cherish!!!!”. Não acho que ela me atenderia.
O cabelo dela está lindo. E queria ter o poder de fazer 70.000 pessoas cantarem e dançarem felizes sob chuva.

E finalmente, digo que valeu. E muito.

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Por onde viajo…

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