Ela caiu, desafinou e a voz falhou mas ainda assim foi um fabuloso, enplendoroso e maravilhoso espetáculo. Perdi o timing pra falar do show que assisti no último domingo, mas quero comentar mesmo assim. Que Madonna é um fenômeno, ninguém mais ousa questionar – gostando ou não de sua música. Aliás, sua música é apenas parte do espetáculo e esta sempre foi a grande sacada. Ela simplemente inventou uma nova forma de entretenimento, transformou o pop em espetáculo e virou diva. Britney tem muito mais a agradecer a Madonna que simplesmente a oportunidade de dizer ao mundo que she’s not sorry, it’s human nature.

Pontos altos do show, por Deise Lima:
+ Madonna roqueira. Adorei.
+ A versão rock ‘n roll de “Borderline”.
+ O momento masturbação guitarrística. Totalmente rock ‘n roll.
+ Vogue, sempre Vogue. Das melhores músicas de todos os tempos.
+ Madonna cantando, e sem se deixar abalar, pegando uma toalha pra secar a plataforma no timing exato do bailarino subir e arrasar na sua performance.
+ Madonna caindo sem perder a pose, dando uma checada básica no joelho e levantando com tamanha naturalidade que muita gente nem percebeu. Eu percebi, e só virei mais fã.
+ O clip de “Get Stupid”.
+ A qualidade das imagens no telão.
+ “You must love me”, como diz a Dani: o momento intimista do show. Soa pedante mas foi lindo. E a emoção dela ouvindo os gritos de “We love you!” pareceu bem sincera.
+ O clip que passou no telão durante “You must love me”.
+ ‘Four minutes’: eu gosto cada vez mais dessa música.
+ O ‘tic tac tic tac’ de ‘Four minutes’ em inúmeras mixagens durante o show.
+ ‘Human Nature’ com Madonna-roqueira-guitarrista apagadinha ali na frente deixando o espetáculo pra Britney-disfarçada no telão. E adoro essa música.
+ A música que ela cantou sobre o piano e na penumbra, atrás do telão tubular que passava imagens de chuva. Confesso que não conhecia a música e não sei o nome, mas foi lindo.
+ “Music”. Adorei a coreografia.
+ A música espanhola seguida da judaica, com a coreografia alegre e, como sempre, animada dos bailarinos.
+ Like a prayer, like a prayer, like a prayer. Ela devia terminar o show com ela.
+ A simpatia da moça. As músicas pra parar a chuva. O ‘I’m sorry that you are all wet’. No need to be sorry, we love you :))
+ A marcação certeira dos guarda-chuvas. Parece simples, mas é foda – crea-me.

E não gostei:
+ Da versão de “La isla bonita”. Achei repetitiva.
+ De “Into the groove”. É umas das minhas músicas preferidas da Madonna por ser das mais dançantes. E achei a coreografia com as cordas meio paradona. Não fez jus ao meu verso preferido: “Only when I dance I can I feel this free. At night I lock the door and no one else can see. I’m tired of dancing here all by myself, tonight I wanna dance with someone else!”
+ essa história de pular corda. ok, não é pra qualquer um – mas não achei esteticamente tão bonito. dispensaria.
+ que venham as críticas, mas eu não consigo gostar de “Give it to me”. Acho só o refrão bom, e não gostei de ser a última música do show.
+ até agora não entendi o próposito daquele vídeo de mulher-ET e a relação com a coreografia dos bailarinos. só salvou pela música que, só me dei conta ontem, é do Eurythmics.
+ e que venham mais pedras, mas achei desnecessário Madonna resolver atender a pedido do público cantando a capela. Amo Madonna, mas cantar a capela não é com ela. E “Express yourself” não era a melhor música. Pra funcionar, tinha que ser mega-super-hit, estilo “Holiday”. E tenho dito.

E bem, os bailarinos da Madonna são sempre um show a parte. Mas senti falta deles em alguns momentos. No passado, eles costumavam estar no palco o tempo inteiro. Mas dou um desconto, afinal a ‘moça’ já tem 50 anos. Merece descansar.
Se ela tivesse perguntado pra mim que música cantar, eu teria gritado convicta: “Cherish!!!!”. Não acho que ela me atenderia.
O cabelo dela está lindo. E queria ter o poder de fazer 70.000 pessoas cantarem e dançarem felizes sob chuva.

E finalmente, digo que valeu. E muito.

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