Você já se deu conta que só brasileiro tem essa coisa de usar branco no reveillon? Coisas de Iemanjá, influência africana. Talvez seja assim também pela África, quem sabe em outros países de América Latina, mas nos EUA definitivamente não é. Nunca havia atentado pra isso. Apesar de que eu mesma nunca me visto de branco, estranhei a ausência dele. Fica tudo com cara de uma festa como qualquer outra.

Faz anos que eu resmungo que o reveillon é uma festa super estimada. Que não gosto da obrigação de celebrar, é só mais uma noite, ora bolas. Eis que em Nova Iorque, entre prum queens, cheerleaders, quarterbacks e um ou outro ser simpático, eu estranhei a ausência de fogos, de comida típica, de supertições, de Roberto Carlos, de uvas, de pular ondas, de ‘adeus ano velho, feliz ano novo’. E do branco. Contradições. E eu adoro ser contraditória. E controversa.

Costumo ser tomada por um espírito nacionalista que não sei de onde vem, sempre que viajo. Não é que eu não ame o Brasil, mas não gosto de ser aquela ultra-nacionalista cega, tipo assim, uma average american. Pois em terras de Tio Sam, não há NADA que me irrite mais do que alguém olhando pra mim e disparando um ‘Hola, que tal?’ ou um ‘Siñora’ mal educado como fez um guarda no aeroporto. Quem foi que disse que eu falo espanhol?? E porque sempre implicam comigo em aeroporto? Tamanha implicância só me deixa com mais orgulho dos meus ares de latina. E tenho dito. Y siñor, yo no hablo español.

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