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Ouvi uns comentários dali, li outras coisas daqui e resolvi me informar melhor sobre a reforma ortográfica. Antes de mais nada, devo dizer que o título do post já é ultrapassado pois foi decretada a morte da trema. Quer dizer, a trema está doentinha e sofrerá morte lenta e dolorida até ser definitivamente enterrada em 2013. A coitada andava abandonada fazia tempo, tanto que confesso que não sabia onde ficava a trema no teclado.

Se a trema morre, meu pai volta a ter o direito de ser oficialmente Wanderley , já que W, Y e K voltam ao nosso alfabeto. Até aí eu estava achando tranquilo.

Ditongos abertos não são mais acentuados em paroxítonas. São anos e anos aprendendo a acentuar palavra para agora viver na paranóia (oops, paranoia) de tentar lembrar a nova regra. Heroicos serão os que conseguirem, talvez eu seja heroina mas você, se homem, continuará sendo herói. É que herói é oxítona, e a regra vale só para as paroxítonas. Também não vale pra monossílabas ou pros ‘eu’ afora, como chapéu. Eis o drama do ôvo e êle do tempo da minha avó em nova versão. Já visualizo as crianças do futuro rindo de minha pobre grafia.

Se a trema morreu e o acento agudo virou VIP e passou a frequentar um ou outro lugar, o hífen entrou em espécie de coma, meio-vivo-meio-morto (e em protesto sigo usando o hífen para expressar literalmente meu modo rapidinho de falar). Locuções como café da manhã, sala de jantar, cartão de visita, dentre outras – que no meu português já não tinham hífen faz tempo – comeram o hífen, enquanto que água-de-colônia abre a lista das exceções recusando o adeus ao amado hífen e corre sério risco de ficar com cara de palavra do arco-da-velha , assim com hífen também. Deviam era rever a escrita de exceção, que sempre achei complicadíssima, ou acabar com as exceções de vez.

Os Ex, vices e sotos aumentam o grupo dos defensores do hífen – salvem o hífen! – e portanto ex-marido segue ex-marido, vice-campeão é vice-campeão e soto… Bem, soto eu não sei o que é.

O estado vegetativo do hífen também criou aberrações como antissocial ou autorretrato. Se é prefixo terminado em vogal, o hífen vai embora deixando, nos casos de ‘r’ e ‘s’ mais espaço para um ‘dois esses’ ou ‘dois erres’. Vai ser duro acostumar-me visualmente a isso.

E pros que acham que a pobra da trema – coisa do arco-da-velha – já vai tarde, repito uma pergunta que ouvi: agora como ensino a uma criança que o ‘u’ de consequencia se pronuncia, mas o ‘u’ de panqueca não? Já tinha esquecido como a trema é importante. Crianças, decorem e não questionem (pronuncia ou não o ‘u’, hein? há quem pronuncie e há quem não, e confesso que não sei afirmar a forma correta de questionar mas questiono sem trema) – por favor.

Sou capaz de entender a importância de padronizar o idioma mundo afora, mas convenhamos não é impossível entender o português de lugar nenhum, né? Sei não, estou achando desnecessário. E odiando a idéia de ficar ultrapassada. Acho que me rendo.

informou, ainda que com atraso, Deise Lima.

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é verão no rio de janeiro, logo: Lapa entupida de gente, samba e batucadas a cada esquina, diversidade de idiomas, ciclovia cheia de desavisados, praias sem espaçinho para mais uma canga, academia na praia, Roda Skol, Fashion Rio, Big Brother.

peguei minha bike, enchi os pneus, vários quase-acidentes pelo caminho em que quase derreti e morri de sede pedalando até o ponto da praia, levei a bike pra areia – experiência adquirida em verões anteriores, fugirei da Lapa pelos próximos fins de semana, começei a dieta, esqueci do filtro solar no meu primeiro dia de sol e não verei Big Brother.

ano vai, ano vem, pouco muda e eu continuo adorando o verão.

* Trilha sonora by Marina:
Vem chegando o verão (ok, já chegou – estou um pouco atrasada)
um calor no coração (e pelo corpo inteiro)
essa magia colorida
são coisas da vida (muito profundo, não?)
não demora muito agora
todas de bundinha de fora
(mais bundões que bundinhas em tempos de Dona Melancia)
topless na areia (nem todo verso é atemporal. Monique Evans virou evangélica e não frequenta mais praia, e a moda do topless foi relâmpago)
virando sereia
essa noite eu quero te ter
toda se ardendo só pra mim!
(pós dia de praia sem filtro, esse verso tomou outro significado pra mim. ou você sempre interpretou ao pé da letra? Será que Marina queria tê-la assim, toda ardida dos pés a cabeça?)
quero sim
essa noite eu quero te teeeer
te envolver, te seduzir…

De tudo um pouco:

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Por onde viajo…

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