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Aguardava Shirley – atendente simpática de companhia aérea nacional de grande porte – buscar as melhores opções de vôos e tarifas para minha requisição de troca de um trecho de um ticket já comprado. Sempre tenho curiosidade para ver a telinha dos atendentes de cia aérea, de tanto que eles digitam e do tanto que demora. Me parece mesmo muito complicado. Ao meu lado, um senhor simpático de 2m de altura era atendido por Otávio que buscava incessantemente vaga em algum vôo para Los Angeles entre julho e setembro, que o senhor dos cabelos brancos pagaria com suas milhas. Em um de meus raros momentos de simpatia com estranhos – talvez porque estávamos os dois vítimas do sistema lento e atendentes simpáticos – abri o diálogo sobre vôos, milhas, aeroportos, sistemas lentos e aviões apertados. Shirley se ausentou para alguma tarefa misteriosa que demorou uns bons 10 minutos, e o papo fluía entre Deise simpática, senhor de 2m e Otávio. Já éramos praticamente amigos, o papo já pairava sobre família, esportes e comida favorita quando Otávio confessou: “meu nome de verdade é Diego”. E eu que achava que só militar, travesti e Drag Queen tinham nome de guerra. Diego escolheu o nome Otávio de uma lista que lhe foi apresentada, e logo seus colegas de aeroporto passaram a chamá-lo de Tavinho. Tavinho estranha quando sua mãe lhe chama Diego, afinal é uma pena mas “passo mais tempo aqui do que com minha família” – lamentou Otávio, ou quem sabe Diego. Papo vai, papo vem e vejo Shirley voltando com alguns papéis e anotações – certamente as minhas opções de troca. Imediatamente, pensei: porque será que ela escolheu Shirley? Talvez não tenha escolhido, quem sabe lhe foi imposto, afinal ela não tem cara de quem escolheria Shirley, nome tão feio. Pensei, mas não falei. Meu amigo de 2m me salvou: “E você, Shirley? Qual seu nome verdadeiro?” E Diego Tavinho se antecipou e logo disse: “a Shirley é das antigas, a única aqui que usa o nome original”. Ufa. Felizmente, mantive minha boca calada e Shirley seguiu simpática e finalmente troquei meu trecho sem multa ou diferença de tarifa. Saí feliz do aeroporto e no caminho de volta ao trabalho, pensava qual codinome eu gostaria de usar por lá. Concluí em 10 minutos de táxi, e lhes apresento Helena. Que nada tem de sofredora de Manoel Carlos, simplesmente acho que Helena combina com meu estilo sério e controlador. Hoje me chamaram de ‘muito séria’, e foi uma crítica. Vou correndo contar para a Helena. Mas nem só de críticas foi feito meu dia: homens de meia-idade aglomerados em uma mesa de boteco comentaram ao me ver passar: “nossa, olha a postura dela!”. Até sorri para eles, devo estar mesmo em crise de simpatia hoje. É que nunca havia ouvido um elogio a minha postura assim publicamente, muito menos de frequentadores de boteco as 3 da tarde. Vai ver é postura de Helena, que havia acabado de nascer. Não sei dizer. Mas gostei, viu?

Ela sempre brincou disso, mesmo quando era dona só do Pseudônimos. Agora resolveu levar a brincadeira a sério. Achei sensacional. Conheça também e complete umas frases por lá.

A Rosana, além de colunista do Bolsa de Mulher e autora de um livro destinado a ser sucesso de vendas , é minha ex-colega de sapatilhas e forma com a Luciana – outra ex-colega de sapatilhas – uma super dupla de irmãs, tão super que eu diria até mesmo que poderiam ser páreo para Deise e Dani. Sinto falta das aulas de jazz, dessas duas loiras (ainda que Rosana ora morena ora ruiva), do ti-ti-ti das duas o tempo inteiro, das tiradas hilárias que saíam inesperadamente nos momentos de auge de timidez da Rosana. Três vivas a fraternidade, a dança e a internet que nos aproxima, por favor. E quando o tempo permitir, nos encontramos novamente e quem sabe até lhes apresento Dani Lima 🙂

Vi Cruel – da Deborah Colker. Gostei de ver mais dança, e menos acrobacia. Preferi o segundo ato, amei os espelhos girando e bailarinos saindo e entrado deles. A crueldade das facas do primeiro ato me pareceu exagerada, talvez teatral demais para um espetáculo de dança, óbvio demais quando se pode fazer tanto da crueldade por gestos e expressões. Mas adorei a grande mesa que quase dançava de tanto que os bailarinos a movimentavam pelo palco. E o fim com o bailarino-assassino-passional das facas deixando o palco carregando o peso do seu ato. Por falar em final, me emocionou especialmente a iluminação do fim do segundo ato. Veja você também, é temporada popular no João Caetano – reformado e com Bibi Ferreira pedindo a sua e minha ajuda para mantê-lo bem conservado – e fica mais um ou dois fins de semana (e me desculpem pela informação pela metade).

Quero também dizer que buscando tecidos para reformar umas cadeiras, encontrei o Estúdio Zero e me apaixonei pelos tecidos, pelas estampas, pelas bolsas, pelos puffes e ainda vende roupas lindas para crianças até 4 anos!! Fica a dica.

E American Idol finalmente chegou a temporada de shows, e cá estou eu novamente acompanhando!! Por enquanto, vou de roqueira de 16 aninhos Alisson, Lil Rounds e o carinha de óculos que não sei o nome (ainda). E essa jurada nova, diz-se que é famosa pelas terras do Tio Sam, podia fazer menos bico e ser um pouco menos cópia da Paula Abdul. Gostei não.

E é isso aí, foi só uma passadinha rápida porque eu tenho saudades de escrever por aqui.

Por bons 20 anos, elas cresciam livremente. Lembro que as penteava para cima, e estrelinhas só mesmo na fantasia da bailarina aí embaixo. Foi na praia da Bica que uma amiga me sugeriu “fazê-las”. Eu achava que elas eram ótimas como vieram ao mundo, mas meses depois resolvi experimentar, as entreguei as mãos da esposa do Carlos e conheci um novo rosto meu. Não sei explicar o que mudou, mas eu gostei muito mais. Virou um vício, uma dependência, junto com unhas, depilação, tintura do cabelo seguida de hidratação. Vida de menina não é nada fácil. E é dolorida.

Uma década depois e muitos fios arrancados por muitos pares de mãos desconhecidas, minhas sobrancelhas estão estranhas. Tem umas falhas, tento deixar crescer para acertar, o que requer muita paciência. Duvido que algum homem tenha notado qualquer diferença. Ou ainda qualquer mulher mais desatenta. Eu já não aguento mais olhá-las no espelho. Queria saber acertá-las eu mesma, que nem minha amiga Dani que mantém as próprias perfeitas. Exemplo raríssimo de mulher econômica, ela ainda faz as próprias unhas perfeitas além de make-ups divinas. Quer ver? Muitas dicas aqui, e make-ups a moça faz profissionalmente, eu recomendo, marque uma você também 🙂

ps: foram 31 anos falando sombrancelhas e acho que serão outros 31 de vergonha por passar tanto tempo falando e escrevendo errado. É sobrancelha, assim sem o ‘m’, Tia Dani me chamou a atenção 🙂

deise-balarina1A parte mais legal do carnaval são as fantasias. Minha primeira lembrança é dessa fantasia de bailarina aí ao lado, devia ter uns 3 anos, e a vizinha colou umas estrelinhas logo abaixo da minha sombrancelha. Acho que nunca mais vi ninguém com estrelinha sob a sombrancelha, mas eu me senti o máximo com elas, e com meu fru-fru e collant de bailarina. Acho mesmo que nasci com essa vontade de ser bailarina. Lembro também de uma fantasia não sei de quê, mas que era um collant preto com uma flor estilo cinta liga na perna e um arranjo na cabeça – ambos vermelhos, no baile de carnaval da administração do condomínio. Eu subi num pedacinho de palco e descobri que sabia sambar com minhas sapatilhas carnavalescas. E acho que re-editei essa fantasia num carnaval na colônia de férias, porque lembro que há fotos com a Dani e prima Lu, e acho que foi o baile em que mais joguei confetes para cima. Já bem mais grandinha, lembro da Dani de Cheetara (dos thundercats, lembra?) e tenho certeza que nesse carnaval minha mãe também costurou uma fantasia pra mim, mas não lembro mesmo do que era. Meus carnavais mais carnavalescos foram os infantis quando meus pais me levavam aos bailes. Cresci, não virei bailarina mas ainda sonho com um palco, exibo meus dotes de samba no pé eventualmente, ainda adoro me fantasiar mas – cada vez mais – detesto multidão. Bailinho de carnaval então, só assim: levada por mamãe. Assista você também o ápice do carnaval da Família Lima em 2009.

* mais um vídeo produzido por Mauxlima. tô pra ver mãe mais ‘muderna’ e internética 🙂

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Gato do rabo curto.

Vitórias Régias.

Vendedor de igarapé

Mais fotos

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