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Chuto – de leve, só para dar uma desarrumada – o jornal na porta do vizinho barulhento da frente. Não seguro a porta do elevador pra quem nunca foi gentil comigo. Ou praqueles caras pra quem tudo é motivo de cantada barata. De madrugada, mesmo com a chave na mão, bato na porta do prédio até o segurança que nunca é gentil acordar e abrir a porta pra mim. Aquele amigo que não me ligou no meu aniversário recebe ligação minha apenas no dia seguinte ao seu próprio. Levo a sério essa coisa dos parabéns. Cobro cada centavo de troco do taxista que não fez menção alguma de me dar meus míseros centavos (as vezes, poucos reais) de troco voluntariamente. Se são centavos, e reparo que o taxista tem a intenção de me entregar, sorrio simpática e digo: “pode ficar com o troco”. Subo da forma mais devagar que sou capaz no ônibus do motorista que parou a metros do ponto. Não atendo ligação telefônica quando não estou a fim. É comum nas manhãs de sábado. Pode ser o papa ou ligar 15 vezes. Deixo pra caixa postal. Quanto maior a insistência, maior minha rebeldia solitária. Escolho bebida e prato caro do cardápio e, na hora da conta, não faço nem menção de tocar na carteira pro mis-en-céne do “vamos dividir?” durante o jantar com aquele cara que não está tão merecedor assim de minha confiança. Ele que agradeça por estar tendo o privilégio de pagar minha conta. Ouço música alta de manhã e torço pro vizinho barulhento da frente – o do jornal – estar dormindo.

* tudo isso me lembra o dia em que minha amiga Malu – no auge de sua rebeldia adolescente de 14 anos – declarou: “a partir de agora, vou ser rebelde. vou usar chinelos na rua!” 🙂 Malu querida, você realmente nunca levou jeito pra menina rebelde. pelo visto, nem eu
** por vezes, faço o blog de confessionário. não sei o que me dá. só sei que gosto.

de admitir que acho “Manhattan Connection” um saco porque não entendo xongas do que eles estão falando.

de admitir que eu acredito e que me engano. que espero e me frustro. acabo sofrendo.

de admitir que tenho meus momentos ‘mulherzinha’. frágil, indefesa e chorosa.

estou tão sem-vergonha hoje que resolvi registrar, pra lembrar amanhã. e depois.

Miriam Leitão tirou férias e foi ao teatro. Escolheu “Viver sem tempos mortos”, como eu.
Juro que pensei em abordar vários dos pontos abordados por ela, e no final acabei resumindo tanto mas tanto que deu nessa coisa simplória aí embaixo. Portanto, se Sartre, Simone de Beauvoir, a estranha relação dos dois, existencialismo, “O segundo sexo”, Fernanda Montenegro e\ou teatro te interessam, leiam a coluna da Miriam aqui.

Lembro da Fernanda Montenegro na capa da Bravo, edição de alguns meses atrás, falando sobre essa peça que havia acabado de estreiar no subúrbio: São João de Meriti, se não me engano. Lembro que achei interessante. Quis falar sobre o olhar de Fernanda que é algo hipnotizador. Sobre a beleza do teatro, e o poder de alguém que é capaz de sentar numa cadeira, falar por 1h e prender cada segundo da minha atenção. Pensei em comentar o relacionamento de Sartre e Simone destacando o que sempre achei interessante perceber: eles eram contra o casamento, por não acreditar na viabilidade de uma promessa para uma vida – já que o ‘eu’ que promete hoje pode já não existir no ‘eu’ de amanhã – mas prometeram companheirismo um ao outro e, esta promessa mantiveram até o fim. Quis falar sobre esse relacionamento tão estranho dos dois. Sobre “O segundo sexo” que não li, e sobre a afirmação de Simone: “Ninguém nasce mulher” e sobre minha curiosidade para entender melhor porque ela mudou de idéia sobre o segundo sexo mais pro fim da vida – fato citado na peça. Quis, mas não escrevi. Ainda bem que a Miriam escreveu 🙂

ps: Na minha sessão, não teve bate papo com Fernanda. Uma pena.

Eu adoro sorvete do Mil Frutas, premiada rede carioca de sorveteria. Sempre achei cara, mas volta e meia pago R$7, R$10 por uma bola na casquinha.

Uso com alguma frequência os serviços do Disk Cook, presente no RJ e em SP, onde é possível pedir comida de vários restaurantes e afins – inclusive o Mil Frutas – para entrega em casa.

Pedi um hamburger do Banana Jack, deu vontade de sobremesa, escolhi um pote de 1,5l de sorvete de chocolate. Fui pagar e… R$149. Como assim? Achei que era erro do site. Que nada. Um pote de 1,5l de sorvete de chocolate com brownie por R$104. CENTO E QUATRO REAIS!! Peraí, sorvete caro tem limite, né? Tem que ter muita cara de pau.

Me lembrou o badalado restaurante Celeiro, casa de globais e papparazzi que vivem por lá colocando o restaurante nas capas das revistas de fofoca. As saladas são ótimas, mas 300g de salada e dois sucos por R$70 foi demais pra mim. Me senti assaltada.

Me impressiono com o preço que se paga por marca, por status. Tem que ter ouro numa saladinha pra ela valer R$70. E diamantes num sorvete pra ele valer R$104. Tá faltando bom senso por aí.

Vá assistir “Viver sem tempos mortos”, com Fernanda Montenegro citando trechos de livros e cartas de Simone Du Beauvoir. No teatro do Fashion Mall (RJ) até meados de outubro.

Quero envelhecer como Fernanda Montenegro.
Quero viver sem tempos mortos.
Quero ler os livros de Simone Du Beauvoir – que já devia ter lido mas, não sei porque, acabo sempre adiando.
Quero um dia brincar de iluminação de teatro.
Quero mais cultura de volta a minha vida.
E também quero que construam teatros mais espaçosos. Teatro recém inaugurado sem espaço para minhas curtas pernas, não dá.

Buenas noches.

Ando bastante produtiva, mas me sinto em período de entre-safra.
O mundo parece que está mais vazio.
Quantas vezes a Sony irá exibir “De repente 30?”.
Pé na areia é bom.
Páginas lidas de um livro abandonado em janeiro me trazem esperança. O ano ainda não acabou.
Ainda há tempo.
Há gente como eu. Deveríamos nos juntar.
O mundo tá ao contrário e ninguém reparou.

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Gato do rabo curto.

Vitórias Régias.

Vendedor de igarapé

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Por onde viajo…

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