Miriam Leitão tirou férias e foi ao teatro. Escolheu “Viver sem tempos mortos”, como eu.
Juro que pensei em abordar vários dos pontos abordados por ela, e no final acabei resumindo tanto mas tanto que deu nessa coisa simplória aí embaixo. Portanto, se Sartre, Simone de Beauvoir, a estranha relação dos dois, existencialismo, “O segundo sexo”, Fernanda Montenegro e\ou teatro te interessam, leiam a coluna da Miriam aqui.

Lembro da Fernanda Montenegro na capa da Bravo, edição de alguns meses atrás, falando sobre essa peça que havia acabado de estreiar no subúrbio: São João de Meriti, se não me engano. Lembro que achei interessante. Quis falar sobre o olhar de Fernanda que é algo hipnotizador. Sobre a beleza do teatro, e o poder de alguém que é capaz de sentar numa cadeira, falar por 1h e prender cada segundo da minha atenção. Pensei em comentar o relacionamento de Sartre e Simone destacando o que sempre achei interessante perceber: eles eram contra o casamento, por não acreditar na viabilidade de uma promessa para uma vida – já que o ‘eu’ que promete hoje pode já não existir no ‘eu’ de amanhã – mas prometeram companheirismo um ao outro e, esta promessa mantiveram até o fim. Quis falar sobre esse relacionamento tão estranho dos dois. Sobre “O segundo sexo” que não li, e sobre a afirmação de Simone: “Ninguém nasce mulher” e sobre minha curiosidade para entender melhor porque ela mudou de idéia sobre o segundo sexo mais pro fim da vida – fato citado na peça. Quis, mas não escrevi. Ainda bem que a Miriam escreveu 🙂

ps: Na minha sessão, não teve bate papo com Fernanda. Uma pena.

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