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(ou ‘reflexões sobre lia e maroca com uma pitada de fernanda’)

Roberta Sá tem me acordado. Mais cedo que eu gostaria. Começa baixinho, no meu ouvido, como quem me consola em um prenúncio do que está por vir.

Devagar. Esquece o tempo lá de fora.
(devagarinho…. baixinho… tá bom isso… tempo? que tempo?)
Devagar. Esqueça a rima que for cara.
(hum… devagaaaaaar… esqueço o tempo… devagaaaaaaaar. esqueço a rima….. ei, da rima quero lembrar.)

Escute o que vou lhe dizer. Um minuto de sua atenção
(escuto, mas fala devagar, tá? e baixinho… dá pra ser meio-minuto? posso anotar a rima antes?)

Com minha dor não se brinca. Já disse que não
Com minha dor não se brinca. Já disse que não.
(calma… ai, fala mais baixo… não tô brincando, imagina, te adoro, sim, te amo, jamais brincaria, vem cá e canta baixinho…)

Devagar. Esquece o tempo lá de fora
Devagar. Esqueça a rima que for cara.
(isso, assim. melhor assim. devagar, devagar, devagar. suaaaaaaaaaave.)

Escute o que vou lhe dizer. Um minuto de sua atenção
(de novo? meu deus, isso é Roberta ou é a Lia?!?!**)
Com minha dor não se brinca. Já disse que não.
Com minha dor não se brinca. Já disse que não.
(olha, vou te dizer uma coisa. com meu sono não se brinca, eu já disse que não)

(e agora canto eu. ou Maroca**?)
Devagar, devagar com o andor
Teu santo é de barro e a fonte secou
Já não tens tanta verdade pra dizer
Nem tão pouco mais maldade pra fazer.
(me diz, há maldade maior que essa? fazer abrir meus olhinhos com essa luz, esse barulho, a essa hora, esse lero-lero, nhe-nhe-nhe de menina mimada, mal-amada, travada. antes de falar da sua dor, pense na dor alheia. como você é egoísta. e falsa, tão falsa. vem devagar, se fingindo de suave… dissimulada. vai rimar sua dor com cocô e me esquece.)

(fecho os olhos. acabou o pesadelo. e volta Roberta, apoteótica)
E se a dor é de saudade
E a saudade é de matar
Em meu peito a novidade
Vai enfim me libertar.
(e eu volto a ser eu. acordo mais um pouco. repito os versos na minha cabeça. em meu peito a novidade, vai enfim me libertar. devagaaaaaar)

Devagar…

** é mesmo assustador o que esse BBB tem feito comigo. culpo Simone I, Simone II, Rosana-sem-número. Alguém me liberta disso!! Não aguento mais. Vou pegar minhas coisas e sair daqui, que não vou ganhar bosta nenhuma com isso. e esses gases que estão me matando, preciso sair daqui. preciso liberar uns puns, devagar, bem longe, de todos distante. porque eu não sou mulher de pum. e tenho dito. de deise a la FERNANDA-CAPS-LOCK-COM-ROLHA-ENCANTADORA-DE-GAYS.

(Peço desculpas a meus inúmeros leitores, felizes sem saber ou sabendo, que vivem fora do Brasil e são privados do show do BBB10.)

Adoro a Roberta Sá. Fiquei encantada pelo seu último show. Pelo show e pelo vestido da Isabela Capeto, que Roberta vestia. A letra é de Rodrigo Maranhão. Chama-se “Samba de um minuto”. Pra me acordar de verdade, tinha que ser “Samba dos 37,5 minutos”. Mas me ajuda. Escutem Roberta Sá, vale a pena.

ando pensando mais em 140 caracteres, mas nem tanto. penso mais mesmo é na minha cabeça, em 2.598.986.543 caracteres entre-cortados que não me deixam dormir cedo, como deveria. penso em sorte, na falta dela, com azar um pouco de sorte. em tudo que não controlo, inclusive o indice pluviométrico. que sorte deve ser ter sorte. penso nas mulheres, nas grandes e nas pequenas, e acho que estou no meio. aí penso em mim, que mulher também sou eu e valho cada unzinho dos caracteres. quanto de mim nasceu mulher, quanto virou mulher. virar, voar, beauvoir, choir, coar, no ar, voar, voar. e virar. prefiro voar a virar, mas se viro mulher, vôo. viro a mulher, vôo, te desviro, vou, me viro, fui, vira pra cá que virá. e verá. sempre a mesma mulher, mesma sem mesmice. não controlo a mulher que sou. eu controlo poucas coisas. felizmente, o controle remoto. quiçá, infelizmente. feliz mulher já fui sem um controle pra chamar de meu. chove. banho de chuva. êxtase. deixa-me. extasiante. irritante. ou derrapante. gosto e desgosto, quero e não quero, vou e não vou. chuva é bom pra quem ama. e pra quem dorme. e o pior da chuva é a falta de vinho. vinho cor-de-vinho, bardot. tenho pensado nas cores. em pantone. em flores. flores com cores. flores com cores e muitos amores. rimo. rima, ir-me, ir-ma, irmã, óraculo. quem tudo vê está por vir. rir. rimo e rio. rimo que faço riso. e faz-se rio. rio no meu quarto. chuva. de novo. voltas. vou, vou, vou, chego. e meia-volta. meia-volta-volver. Volver, Penelope, Hayek, Frida, mulher. Viva la vida, volvo, vuelvo, vulva e de novo volver. Volver, revolver, Almodovar e cores. e flores. sem muitos amores. ou muitos amores incolores. melhor rimar amor com cor. com sabor, com liquor, com calor, ardor, torpor, com o que for, desde que seja amor. penso se é talento. não. não existem morangos. já disse Clarice, quando da hora era estrela. gamela. e só gamela. ou pereira, forço um pouco. melhor volver. cadê? hora. adora. me amora. me aflora. flor, de novo não. embora. sai fora. me explora. se demora. revigora. agora. não me agora. bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer. bem me quer. bem me quer. o bem, e você também. bem, bem. hoje e outrém.

será que alguém pensa ordenado? com início, meio e fim?
e na cabeça dos outros, será que pensam em mim?
caso pense, repense, que me pense do avesso, fora de ordem, ponta-cabeça, nunca me esqueça, o braço no pé, o joelho na orelha, a mão na cabeça e a cabeça em você.

dança comigo. cheek to cheek.

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