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não ando tão inspirada, mas queria mesmo era inspirar alguém. inspiro música, palavras, gente, cores, imagens mas não ando expirando muito coisa. respiro pra sobreviver, e dia qualquer expiro tudo de uma vez. não é hoje.

“Sex and the city 2” te fará rir, especialmente se mulher for e, não obstante ou distante, fã de Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte. O Municipal re-abriu – finalmente! – e quero ir. FnP fez 1 ano, conheci Nouvelle Vague – que é novo pra mim, e Janelle Monaé – que deve ser nova pra quase todo mundo, ouço os dois e gosto. Sigo entre tapas e beijos com o Emule, acho que é caso de paixão. Concomitância é a palavra da vez, e concomito o desejo e a incapacidade de escrever.

busco um alento, desejo um acalanto, e invento um acalento. que me acalantes. prendo a língua, hablo español, ali é o pão de açúcar, picanha é o corte nobre, caipirinha tem variações em outras frutas, no, no bailamos salsa, não, aqui não toca regatón, sim, gostamos de samba, não, não sambo de bikini prateado. repete, grapete.

desconfio de quem não muda quando é lua cheia. lua que ontem estava linda, digna dos apaixonados. chega junho e posso fantasiar-me novamente. chega a copa, e busco meu espírito canarinho. o mundo gira rápido demais, da minha vida não dou conta, canso, inspiro, respiro fundo, sigo e no caminho, posso dizer que me divirto.

minhas inspirações andam curtas, estilo 140 caracteres. inspiro, expiro, inspiro, expiro, ritmadamente. você devia me seguir no twitter, ainda que eu repita tantas vezes: “don’t follow me, i’m not your leader.”

tenho saudades de escrever aqui, espero que você me leia.
incendeia.

um balanço me acalanta.
um céu estrelado me arrebata.
uma inércia me consome.
não vou, não fico, não digo, não calo, não sei, não sou, esbarro.
equilibro. balanço. caio.

não, não é isso que eu sinto.
eu minto.
me repito, sou um ciclo.
desejo de ímpeto.
fugir do círculo, deitar elipse e tender ao infinito.

o absurdo é meu alento.
o infinito me consola e a noite me compele.
fluo interrompida, entrecorto, escondo enquanto mostro.
recubro, resisto, perco o fôlego, me entrego. não me entrego.

passo. durmo. fluo. contínuo. continuo.
a unicidade é só. o singular também. discretos. coleciono singulares.
no coletivo me encontro. à luz do dia, me recobro. me cobro. e afloro.
a noite é um casulo.

mudo o repertório, canto outra música, verso outra prosa.
experimento, recorto, mudo o prumo, refaço, disfarço, descompasso.
me sinto em terceira pessoa.

(sempre quis escrever poesia. nunca soube. decidi escrever o que me vem a cabeça. não me esqueça. quebre a cabeça, e adormeça.)

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Por onde viajo…

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