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Eu adoro sorvete do Mil Frutas, premiada rede carioca de sorveteria. Sempre achei cara, mas volta e meia pago R$7, R$10 por uma bola na casquinha.

Uso com alguma frequência os serviços do Disk Cook, presente no RJ e em SP, onde é possível pedir comida de vários restaurantes e afins – inclusive o Mil Frutas – para entrega em casa.

Pedi um hamburger do Banana Jack, deu vontade de sobremesa, escolhi um pote de 1,5l de sorvete de chocolate. Fui pagar e… R$149. Como assim? Achei que era erro do site. Que nada. Um pote de 1,5l de sorvete de chocolate com brownie por R$104. CENTO E QUATRO REAIS!! Peraí, sorvete caro tem limite, né? Tem que ter muita cara de pau.

Me lembrou o badalado restaurante Celeiro, casa de globais e papparazzi que vivem por lá colocando o restaurante nas capas das revistas de fofoca. As saladas são ótimas, mas 300g de salada e dois sucos por R$70 foi demais pra mim. Me senti assaltada.

Me impressiono com o preço que se paga por marca, por status. Tem que ter ouro numa saladinha pra ela valer R$70. E diamantes num sorvete pra ele valer R$104. Tá faltando bom senso por aí.

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…meus cabelos ainda seriam em cachos, a pele morena e as pintas no rosto eu manteria, mas o peito teria parado de crescer uns 6 meses antes, os cabelos ainda que cacheados cresceriam mais rápido, as pernas seriam mais longas e eu teria herdado a genética do ‘como e não engordo’ que foi reservada a outra metade da árvore genealógica. se fosse simples escolha minha, eu seria simpática sem esforço e minha coluna seria reta e sem hiper lordose. nasceria carioca e ainda amaria dançar, manteria o amor pela praia mas não teria medo de onda e adoraria esportes radicais envolvendo altura. teria mais um irmão ou irmã, mais primos, tios e tias. seria irmã do meio. odiaria pão e massas, e adoraria saladas e frutas. seria daquelas pessoas que come pouco e se satisfaz, perderia a gula mas manteria a preguiça dos pecados capitais. e a luxúria. meu corpo se satisfaria com 4 horas de sono e meu intestino funcionaria com perfeição. ainda seria mulher e fértil, mas sem jamais menstruar. se me obrigassem a escolher, seria libriana novamente. só porque as librianas são belas. teria aprendido a gostar de vinho mais cedo, seguiria afirmando que uísque tem gosto de remédio, e seria mais resistente a cachaça. talvez eu escolhesse pensar menos, mas seguiria falando pelos cotovelos ainda que escolheria saber ouvir mais. ainda amaria cultura, mas seria mais culta. e seguiria sendo uma pessoa de múltiplos interesses, mais diversa que profunda e totalmente a favor da diversidade.

e você?

Depois de longa ausência – de minha parte porque ele segue escrevendo sempre – fui hoje visitar o Zeca e acabei apresentada a Stefhany. E apresento a vocês:

“Eu sou linda. Absoluta. Eu sou Ste-fha-ny”. É maravilhoso isso, não?
Não canso nunca de me impressionar com o potencial dessa era internética, em que tudo parece possível. Até pras “divas” do Piauí. Se não por mais nada, aprecie a menina simplesmente porque ela foi lá e fez.

Stefhany me lembrou imediatamente de Stephanie: minha mini-lagartixa de estimação, da minha remota infância. Eu gostava de lagartixa, gosto até hoje. Belo dia, apareceu uma bem pequena, devia ser filhote. A batizei de Stephanie, contei pra irmã, mãe e pai e até hoje quando vejo uma mini-lagartixa eu acredito que é Stephanie me visitando. Confesso que – assim por escrito – parece bem mais louco e irracional do que é na minha cabeça de dona de lagartixa de estimação.

Sobre o Piauí, eu como boa carioca, confesso que só sei que nossa vizinha Mariinha era de lá. Também sei que é das poucas palavras – se não a única -da língua portuguesa com quatro vogais seguidas e somente uma consoante. Piauí me lembra também que, volta e meia, me pergunto o que será que existe em Rio Branco – capital do Acre. Ou em Roráima que era Roraima na minha época de escola. Ou ainda em Macapá. Preciso viajar mais. E esse é mais um motivo para agradecer Stefhany, que me fez pensar no Piauí.

Por último e como sócia do fenomenal Foto na Parede, eu quero perguntar pessoalmente e diretamente a Stefhany o que foi que ela fez para conseguir 500.000 acessos a seu 1o vídeo no youtube! Me conta a fórmula?

ps: você também se perguntou se é um clip ou propaganda do Cross Fox?

Páscoa é ótimo. A pior parte são os kilinhos a mais.
Viajar é ótimo. As piores partes são duas: malas e aeroporto.
Ter uma excelente idéia é ótimo. A pior parte é ter que trabalhar tanto para vê-la nascer.
Ser autêntica e fazer o que tenho vontade é ótimo. A pior parte é lidar com as consequências.

Bem que eu queria ficar só com as partes boas.
Você não?

Aguardava Shirley – atendente simpática de companhia aérea nacional de grande porte – buscar as melhores opções de vôos e tarifas para minha requisição de troca de um trecho de um ticket já comprado. Sempre tenho curiosidade para ver a telinha dos atendentes de cia aérea, de tanto que eles digitam e do tanto que demora. Me parece mesmo muito complicado. Ao meu lado, um senhor simpático de 2m de altura era atendido por Otávio que buscava incessantemente vaga em algum vôo para Los Angeles entre julho e setembro, que o senhor dos cabelos brancos pagaria com suas milhas. Em um de meus raros momentos de simpatia com estranhos – talvez porque estávamos os dois vítimas do sistema lento e atendentes simpáticos – abri o diálogo sobre vôos, milhas, aeroportos, sistemas lentos e aviões apertados. Shirley se ausentou para alguma tarefa misteriosa que demorou uns bons 10 minutos, e o papo fluía entre Deise simpática, senhor de 2m e Otávio. Já éramos praticamente amigos, o papo já pairava sobre família, esportes e comida favorita quando Otávio confessou: “meu nome de verdade é Diego”. E eu que achava que só militar, travesti e Drag Queen tinham nome de guerra. Diego escolheu o nome Otávio de uma lista que lhe foi apresentada, e logo seus colegas de aeroporto passaram a chamá-lo de Tavinho. Tavinho estranha quando sua mãe lhe chama Diego, afinal é uma pena mas “passo mais tempo aqui do que com minha família” – lamentou Otávio, ou quem sabe Diego. Papo vai, papo vem e vejo Shirley voltando com alguns papéis e anotações – certamente as minhas opções de troca. Imediatamente, pensei: porque será que ela escolheu Shirley? Talvez não tenha escolhido, quem sabe lhe foi imposto, afinal ela não tem cara de quem escolheria Shirley, nome tão feio. Pensei, mas não falei. Meu amigo de 2m me salvou: “E você, Shirley? Qual seu nome verdadeiro?” E Diego Tavinho se antecipou e logo disse: “a Shirley é das antigas, a única aqui que usa o nome original”. Ufa. Felizmente, mantive minha boca calada e Shirley seguiu simpática e finalmente troquei meu trecho sem multa ou diferença de tarifa. Saí feliz do aeroporto e no caminho de volta ao trabalho, pensava qual codinome eu gostaria de usar por lá. Concluí em 10 minutos de táxi, e lhes apresento Helena. Que nada tem de sofredora de Manoel Carlos, simplesmente acho que Helena combina com meu estilo sério e controlador. Hoje me chamaram de ‘muito séria’, e foi uma crítica. Vou correndo contar para a Helena. Mas nem só de críticas foi feito meu dia: homens de meia-idade aglomerados em uma mesa de boteco comentaram ao me ver passar: “nossa, olha a postura dela!”. Até sorri para eles, devo estar mesmo em crise de simpatia hoje. É que nunca havia ouvido um elogio a minha postura assim publicamente, muito menos de frequentadores de boteco as 3 da tarde. Vai ver é postura de Helena, que havia acabado de nascer. Não sei dizer. Mas gostei, viu?

O inesperado aconteceu e, desde que a casa virou lar, me tornei uma pessoa obcecada por limpeza e arrumação. Mais por limpeza, e mais especificamente por paredes. Talvez porque eu tenha gravado na minha mente a imagem da primeira vez que vi minhas quatro paredes da sala todas verdinhas. A casa ainda em obra e uma zona, mas paredes lindas sem nenhuma manchinha.

E parede suja. E com uma facilidade incrível. Espelho também suja, piso branco, móvel, o tecido do sofá, mas na parede logo vira uma manchinha que nada tira. Ou melhor, nada tirava.

Foi dica da minha mãe, que inclusive me deu de presente: a esponja mágica da Scotch Brite. Ela limpa QUALQUER coisa, é impressionante. E o melhor: ela tira manchinhas de paredes!! Aquelas machas de móvel que encosta, de uma mão suja que alguém encostou. Nunca me imaginei tão feliz de esponja na mão limpando parede pela casa.

Será que dura esse espírito de dona de casa? Não sei, mas enquanto isso compartilho com vocês minhas super descobertas. Antes tarde do que nunca.

é verão no rio de janeiro, logo: Lapa entupida de gente, samba e batucadas a cada esquina, diversidade de idiomas, ciclovia cheia de desavisados, praias sem espaçinho para mais uma canga, academia na praia, Roda Skol, Fashion Rio, Big Brother.

peguei minha bike, enchi os pneus, vários quase-acidentes pelo caminho em que quase derreti e morri de sede pedalando até o ponto da praia, levei a bike pra areia – experiência adquirida em verões anteriores, fugirei da Lapa pelos próximos fins de semana, começei a dieta, esqueci do filtro solar no meu primeiro dia de sol e não verei Big Brother.

ano vai, ano vem, pouco muda e eu continuo adorando o verão.

* Trilha sonora by Marina:
Vem chegando o verão (ok, já chegou – estou um pouco atrasada)
um calor no coração (e pelo corpo inteiro)
essa magia colorida
são coisas da vida (muito profundo, não?)
não demora muito agora
todas de bundinha de fora
(mais bundões que bundinhas em tempos de Dona Melancia)
topless na areia (nem todo verso é atemporal. Monique Evans virou evangélica e não frequenta mais praia, e a moda do topless foi relâmpago)
virando sereia
essa noite eu quero te ter
toda se ardendo só pra mim!
(pós dia de praia sem filtro, esse verso tomou outro significado pra mim. ou você sempre interpretou ao pé da letra? Será que Marina queria tê-la assim, toda ardida dos pés a cabeça?)
quero sim
essa noite eu quero te teeeer
te envolver, te seduzir…

Um novaiorquino desavisado se apresentou em um bar, e além de ter me chamado de swagger – palavra que eu desconhecia e após longa explicação dele entendi ser algo como ‘metida’ – me fez a fatídica pergunta: “como você se vê em 10 anos?” (e isso é uma cantada ou uma entrevista de emprego??)

Eu, que mal tenho planos para 2009, resolvi estabelecer metas de suma importância para o próximo final de semana e as compartilho com vocês queridos leitores:
1. Comprar um despertador novo, barulhento, fashion e cuja função “soneca” se repita indefinidamente;
2. Comprar um ventilador fashion estilo torre, que eu possa usar no quarto na hora de dormir e na sala na hora de receber;
3. Buscar um mini-refrigerador emprestado na casa de uma amiga porque, ao que tudo indica, o conserto da minha geladeira irá demorar.

Cumprida a listinha, tenho certeza que meus próximos dias de verão serão bem mais felizes, agradáveis e sem culpa por viver chegando atrasada. Prometo contar o resultado de meu planejamento na próxima segunda. Me aguardem.

A historinha do início, contei como mera curiosidade, mas como até agora não tinha entendido bem o que swagger significa, recorri ao dicionário. Eis o significado:
“[n] a proud stiff pompous gait
[adj] (British informal) very chic; “groovy clothes”
[v] act in an arrogant, overly self-assured, or conceited manner
[v] discourage or frighten with threats or a domineering manner; intimidate
[v] to walk with a lofty proud gait, often in an attempt to impress others; “He strut around like a rooster in a hen house.”

Prefiro acreditar que ele era meio britânico e se referiu apenas ao meu estilo ‘very chic’ de roupas ‘groovy’ – afinal eu usava meu chapéu e cachecol fashions – mas algo me diz que não exatamente. E eu sigo me impressionando com a diferença que costuma existir em como me vejo e como sou percebida. Há que se aprender algo com isso mas sinceramente eu já cansei. Fato é que anos se passam, eu viajo milhas e milhas e milhas, sento num bar, peço um vinho, um sujeito me olha e diz exatamente o que eu ouvi de inúmeros brasileiros por uma vida. Repito o que costumo explicar a quem pergunta: não sou empinada, tenho hiper lordose – que inclusive me causa muitas dores; não sou arrogante, sou simplesmente auto-confiante – o que costuma ser algo bom mas que, parece, as vezes soa como arrogância. E que não se deve confiar tanto assim em primeiras impressões. A verdade? Tento ignorar, mas até hoje me irrita ser chamada de metida. E swagger é a vovozinha dele.

Essa super matéria do Globo Online afirma ser mais um mito da crendice carioca: chove muito mais em fim de semana. A matéria é rasa e a conclusão não se explica adequadamente. Vejamos:
“Levantamentos de índices pluviométricos de três pontos da costa da cidade nos últimos 11 anos, feito pelo sistema Alerta-Rio, concluiu que o percentual de dias de areia molhada é praticamente o mesmo durante a semana e nos sábados e domingos.”

Com dois dias de fim de semana contra cinco semanais, justo seria o percentual de dias de areia molhada ser maior nos dias de labuta. Outra: 11 anos? Será possível alguma conclusão baseada em 11 anos? Não preciso de dados metereológicos para notar que os diversos fenômenos climáticos, seus niños e las niñas já afetaram os trópicos nesse meio tempo. Chuva de verão virou peça rara, janeiro é mês de dias nublados, dezembro mês de chuvas infindáveis e eu cheia de saudade do meu verãozinho de piscina no clube: sol todo dia, chuva de verão no fim da tarde, sempre entre 5 ou 6h. Chuva que não refrescava, acabava e continuava um calor danado, e dia seguinte era dia de sol na certa. E banho de chuva de verão é o melhor que há.

Tive que aturar um hondurenho fotografando a praia de Copacabana debaixo de chuva, durante uma semana em outubro, me dizendo que iria fazer cartões postais e mostrar ao mundo a verdade sobre o Rio de Janeiro. Recebi estrangeiros 3 vezes esse ano, em eventos de trabalho – março (3 dias), setembro (2 dias), outubro (5 dias) – e choveu em todos os dias, os 10 dias. Dias de mais ou menos chuva, mas sempre chuva e Cristo encoberto. Sigo afirmando que eles é que são azarados, mas convenhamos: São Pedro não foi lá muito legal comigo, podia dar uma ajudinha.

Mas nada disso importa porque o Rio de Janeiro continua lindo, fevereiro e março e que mané? ‘mais uma crendice carioca’ porque cariocas são bonitos, cariocas são bacanas, cariocas são dourados e o principal: cariocas são ixxxxxxxpertos e não, não gostam de dias nublados. Nem de sinal fechado. Há quem diga que ela é chata – e eu discordo – mas um fato é unânime: a moça soube observar. Adriana Calcanhoto pra vocês:

Nunca pensei que fosse dizer isso, mas estou aqui pensando como faço para transportar um elefante branco que quero ter na minha casa.

Queria também saber porque gosto tanto de elefantes, e agora que já consegui encaixar a expressão “elefante branco” na minha vida, ainda me falta uma oportunidade para gritar: “oh! estamos em apuros!”, assim naturalmente. Quem sabe enquanto eu estiver trazendo o elefante branco?

“Siga aquele táxi!” eu já tive o prazer de dizer, super confiante e em contexto.
“Heureca!” eu também já disse, mas um pouco forçado.
“Voilá!” também saiu uma vez, foi bem legal e adequado ao ambiente – metrô em Paris – mas ainda assim um pouquinho não natural.

E você? Qual é aquela frase ou expressão que você passa a vida esperando o momento certo para dizê-la?
Hein?

PSI: aceito o elefante de presente. eles entregam no Brasil, deve só custar um outro elefante. é isso ou correr o risco de carregá-lo pelas ruas de NY e acabar presa na porta do metrô – eu e elefantinho – finalmente achando o momento certo para gritar: ‘estamos em apuros!’. até que pode ser legal 🙂
PSII: Esse site é bem legaus mesmo. Dica da Dani e eu endorso.

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Por onde viajo…

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