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(clique sobre a imagem para ampliar)
É por essa (e outras) que eu estava em Lisboa, mas me sentia no Brasil. Quando sobrar o tempo, e vier a inspiração, eu conto as ‘outras’.

E me deu vontade de fazer um ensaio fotográfico só com fotos de portas de banheiro. Em língua portuguesa. Bom motivo para viajar Brasil afora e ainda conhecer Moçambique, Angola, Cabo Verde, Nova Guiné, mais de Portugal.

Em tempo: você sabia que o português é o 7o idioma mais falado do mundo? Mais falado que francês e italiano, por exemplo. Mandarim é o idioma mais falado – lembre que a China representa praticamente 1\3 do mundo em população. Inglês vem em segundo, espanhol em quarto, em terceiro o Hindi, falado majoritariamente na Índia e no Nepal.
(há controvérsias quanto ao nosso 7o lugar, já encontrei fontes classificando o português como 6o e como 8o. considere que é por aí.)

Tejo
Lisboa me lembrou o Rio. Mas isso é assunto pra outro post.
Importante agora é dizer que o Tejo é lindo. Claro. Azul. Limpo.
E ventava. E velejavam.
Foi uma grata surpresa. Não esperava um rio belo, depois de Sena, Tamisa, o de Praga. O Tibre de Roma é um pouco melhor, verdade.
A foto é da vista da Torre de Belém.
Por lá que descobri que só existe pastel de Belém no bairro de Belém mesmo. E eu achando que encontraria por toda a parte.

E parece que é Téjo.
Já o badejo, não sei se é badêjo ou badéjo. Nem badêjo nem badéjo, é sirigado – me disse minha amiga quase-cearense Simone. Então tá. Bem mais simples assim 🙂

(arranco de varsóvia cantando “badêjo ou badéjo”)


(Fotos de Deise Lima)

Jantando em Paris, me deparei com essas duas mãos exalando fumaça. Vez ou outra, pegavam suas bebidas. Brindavam. Não raro também era estarem uma sobre a outra, exalando uma única fumaça. Eram mãos felizes.

Foram minhas mãos que fizeram as fotos – primeiro a dele. Ela, como toda (mão) apaixonada, achou linda. Fiz a dela pra fazer par.

Faz tempo que prometo enviar a foto do par de mãos-fumantes apaixonadas.

Amanhã, 11 de abril, as mãos e seus donos se casam. Em Roma.
As mãos que aqui escrevem não estarão lá dessa vez.
E perdendo a vergonha de ser piegas, assumo: meu coração estará.
Sejam felizes.

40 anos após a manisfetação ocorrida na Cinelândia contra o regime militar – que ficou conhecida como passeata dos cem mil – meu amigo querido Evandro Teixeira lança o livro ’68 destinos – Passeata dos 100 mil’.

Evandro esteve lá (e em tantos inúmeros outros momentos de nossa história) e fez a célebre foto da multidão. A idéia do projeto veio depois de várias repetições do mesmo fato: alguém se emocionando ao se reconhecer na foto.

O livro conta a trajetória de 100 dessas pessoas, encontradas ao longo de anos de projeto, todas fotografadas novamente por Evandro naquele mesmo cenário – a Cinelândia. Recheado de depoimentos e outras fotos de Evandro da mesma época de ditadura. Tem Chico, tem Gil, tem Caetano, tem Gabeira, tem inúmeros e ilustres desconhecidos que tiveram a garra e a coragem de protestar contra alguma coisa nesse país. Ah, e tem olhar de Evandro Teixeira. Sempre vale a pena.

À venda nas melhores livrarias. Eu já reservei o meu. Digo de novo: vale a pena, vai por mim.

(se está curioso para ver a foto da multidão, clique aqui)

Investimento.
Taí um bom investimento. Um quarto de hotel em Londres.
Sexta-feira santa, cheguei lá, o hotel não tinha registro da minha reserva feita do Brasil, e não haviam mais quartos disponíveis. Achar um quarto de hotel àquela altura não foi tarefa fácil. Certamente, há demanda.

É fácil. 300 mil libras e você faz dinheiro enquanto outros dormem no seu quarto.
Acho que vou comprar três.

Bike Rental.
Funciona assim: você liga pro número que aparece na placa e que identifica esse ponto. Escolhe a opção que solta uma bike. Digita seu número de cartão de crédito. Pedala, pedala, pedala e quando cansa devolve a bike em algum outro ponto espalhado pela cidade ligando pro número da placa e escolhendo a opção que prende a bike.

É genial. Pena que eu não falo alemão. Até achei que havia identificado um ‘nein’ (nove), mas apertei o nove e nada aconteceu.
Pra ser perfeito só falta ter menu de PABX em inglês 🙂 De toda forma, fica a dica para quando você for a Munique.

Houve um período em que carnaval no RJ era sinônimo de tranquilidade, e não faz muito tempo.Eu mesma já aproveitei praias vazias, cinema com meia-entrada, ausência absoluta de trânsito pela cidade.
E eis que o carnaval de rua do Rio foi voltando aos poucos, de ano em ano. Hoje em dia, é preciso planejar com antecedência a quais blocos comparecer tamanha a variedade e sobreposições de horários. Ou por quais ruas e bairros não passar, se quiser fugir de carnaval e engarrafamentos.

Eu gosto dos blocos. Gosto do conceito de carnaval de rua, de festa popular, da mistura. Tem a cara do Rio, é ótimo pro turismo (700.000 turistas estrangeiros!), é divertido. Por outro lado, o carnaval carioca sofre com o excesso de popularidade. Blocos que não saem mais em desfile devido ao enorme sucesso comprovado pelo público de milhares. Os tradicionais como o Cordão do Bola Preta e o Cordão do Boitatá já não desfilam há alguns anos, divertem seus foliões paradinhos no lugar. O Bangalafumenga, pagou o preço da popularidade e, sem o consentimento da prefeitura, não desfilou pela primeira vez desde sua existência. Fez seu carnaval paradinho ali na Pacheco Leão pra sei lá quantas mil pessoas.

Já o Quizomba resolveu manter a tradição, e saiu em desfile da Mem de Sá e Rua da Lapa até a Glória, voltando pela Praia até a Lapa pra acabar exatamente onde começou. O percurso de ida foi tranquilo: ruas pequenas, nenhuma grande via, a Lapa é um bairro isolado. Até que o bloco voltou pela praia. Não havia ninguém para controlar o trânsito, e o bloco arrastando sua multidão deu de cara com ônibus, carros, táxis. Dezenas ou talvez centenas de pessoas que não podiam movimentar-se, e viram-se obrigadas a aguardar calmamente o bloco passar. Foliões mais animadinhos e bêbados resolveram subir nos ônibus. Não houve nenhum acidente e não vi nenhuma briga ou confusão maior, felizmente. Mas que é um absurdo, é.

Quizomba no quizomba
Quizomba no quizomba II
(Fotos de Deise Lima)

O Quizomba estava ótimo, com músicas boas, divertido. Mas não dá pra ignorar a falta de organização. Culpa da prefeitura, que autoriza mas não está lá para organizar nada. Que fique o meu protesto.
E não me leve a mal, hoje é carnaval 🙂

Sem preconceito
Ontem foi dia de Parada Gay em Copacabana, e dei uma passadinha por lá para fotografar.
Confesso que fiquei positivamente surpresa ao encontrar vários rapazes, gays, distribuindo panfletos da Igreja Cristã Contemporânea, sob o slogan de “Sem preconceito” em suas camisetas.
Como atéia que sou, meu intuito não é fazer propaganda da igreja, mas só ilustrar mais uma vez, através da imagem acima, aquilo que é óbvio: a igreja católica precisa mudar MUITO se não quiser continuar perdendo fiéis…

E que a humanidade siga na direção de combater preconceitos idiotas.

Contemplativa
Foto by Pedro Malan.
Definitivamente, conheço poucas coisas melhores na vida que viajar. Viajar é bom pra qualquer lugar. Duro é voltar ao batente, a rotina, a realidade de mera mortal 🙂 Mas eu aguento!

Bariloche foi ótimo. Fiz novos amigos, curti alguns antigos, me diverti pacas, descobri que gosto de esquiar, vi neve pela primeira vez, vi nevar pela primeira vez, vi por do sol de bikini a menos de 0 graus, passei um fim de tarde agradabilissimo em um pier contemplando um lindo lago, bebi bons vinhos, comi bem, fiz guerra de neve, me diverti brincando com a Paulinha (como eu gosto de crianças!), e até dançei em cima da mesa! Ufa!

Buenos Aires foi praticamente só passagem. Fiz compras, achei Puerto Madero uma gracinha, saqué unas fotografías e só. E comi bem em Buenos Aires, nas duas noites em que estive lá.

Somente dois objetivos não foram cumpridos, e ficam pra próxima:
a) Fazer um boneco de neve. Descobri que é difícil! A neve tem que estar fofa, e é muita neve pra pouca resistência ao frio!
b) Descer uma pista azul esquiando… É, eu gostei da brincadeira, mas a evolução foi mais lenta que eu esperava. Fica pra próxima!

Um dos pontos altos foi ter acrescentado mais um por do sol na listinha dos mais belos pôres-de-sol que já vi na vida, que já incluía o bom, velho e amado Arpoador, um em Choroni (Venezuela) e outro na Eagle Beach (Aruba). O tal do por do sol atrás das montanhas branquinhas de bikini na piscina aquecida foi show de bola. Pena que estava sozinha!

E a grande reafirmação da viagem é que eu odeio frio. Até achei que estava bem no início, mas no final não aguentava mais. A única parte boa do frio é a produção! Me diverti sobrepondo roupas, combinando casacos, cachecóis, botas, chapéus! Adoro chapéus! E até que a roupa de ski me caiu bem 😉

A surpresa foi ter controlado super bem meu medo de altura. Andei nos teleféricos da estação sem grandes traumas. Tive uma rápida crise de pânico descendo um caminho esquiando, porque olhava pra frente e só via o vazio. Nessa hora, meu instrutor se mostrou mais que experiente, me deu uma boa saculejada, me botou em pé no ski e me fez enfrentar o medo quase que à força! Ele não faz idéia do bem que me fez! Fiquei orgulhosa de mim 🙂 Agora tenho mais esperanças que um dia esse medo louco vai embora!

Algumas fotos já foram pra internet:
Bariloche
Buenos Aires

Não foi das viagens mais fotográficas, porque esquiar e fotografar ao mesmo tempo não rola.
E as fotos de Deise esquiadora estão nas câmeras dos meus queridos companheiros de viagem e ainda não consegui pegar!

Enfim, de volta ao batente, aguardando ansiosamente a próxima viagem. Pra qualquer lugar!

Simone - Garota do Fantástico
Feriado em Jericoacoara. Muito sol, rede, dunas, passeios e diversão.
E claro, muitas fotos. Nem todas boas, tá batendo uma crise típica dos fotógrafos amadores.
Mas essa aí em cima, eu AMEI. Por isso, tá aqui.
Espero que gostem 🙂

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Por onde viajo…

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