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Eu, que nunca fui de cremes ou rituais de beleza, iniciei o uso periódico de um filtro solar diário para o rosto que ganhei da minha mãe. Surpreendentemente, o uso já dura semanas e sem esquecimentos. Pra mim, isso significa uma mudança radical de hábitos. Ok, é um hábito saudável nesse nosso planeta esburacado, mas eu nunca tive.

Fui observar melhor, e o creme é anti-idade. Coisa mais engraçada essa expressão: anti-idade. A favor ou contra, o fato é que ela chega. E eu estou chegando nos 30. Será que o creme surgiu por coincidência, intuição, senso de sobrevivência? Será que, inconscientemente, engajei em um projeto anti-idade?

Cremes e hábitos a parte, o fato é que me sinto muito bem. Mais tranquila, menos ansiosa, mais segura. Tenho mais dinheiro que aos 20, e ainda tenho tempo e disposição. Sou independente, tenho mais liberdade, perdi vários medos, já deixei de me preocupar com coisas pequenas, e sinto que sei aproveitar muito melhor o que a vida tem de bom. Me sinto inclusive mais bonita, sem nenhuma hipocrisia. A idade não me assusta, acho que sou pró-idade. E esse diabo desse creme querendo me tirar a paz. Lutar contra o inevitável me soa como o caminho mais rápido para me encher de rugas.

É, acho que vou mudar de creme. E viva as mulheres de 30! E as de 40, 50, 60, 70…
Cada década tem sua magia, e para celebrar o início da minha quarta década de vida:
convite-festa-30-anos-30primaveras2-1_sem-endereco.jpg
(PS: Caso seja meu amigo, e não tenha recebido o convite, me desculpe! Mande um email, ou deixe mensagem aqui, e eu envio o endereço, ok?)

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Sem preconceito
Ontem foi dia de Parada Gay em Copacabana, e dei uma passadinha por lá para fotografar.
Confesso que fiquei positivamente surpresa ao encontrar vários rapazes, gays, distribuindo panfletos da Igreja Cristã Contemporânea, sob o slogan de “Sem preconceito” em suas camisetas.
Como atéia que sou, meu intuito não é fazer propaganda da igreja, mas só ilustrar mais uma vez, através da imagem acima, aquilo que é óbvio: a igreja católica precisa mudar MUITO se não quiser continuar perdendo fiéis…

E que a humanidade siga na direção de combater preconceitos idiotas.

Um estudo conduzido na Grã-Bretanha pretende precificar amigos, parentes e vizinhos:
“Vê-los um par de vezes por mês traria tanta felicidade quanto ganhar 67 mil libras por ano”.

Agora me diga: você acha que alguém que concebe a proposta para um estudo desses tem a mais vaga idéia do que é essa tal de felicidade? Se como eu, vc acha que não, concorda que esse fato per se invalidaria qualquer conclusão do bendito estudo? Mera lógica 🙂

Sempre que vejo essas pesquisas de cientistas sei lá de onde, me pergunto porque diabos alguém perde tempo fazendo isso… Vai ser feliz, porra!!

Para saber mais (e desconsiderando os erros matemáticos da editoria do Globo…):
“Ver os amigos vale um salário de R$30 mil” – diz estudo.

Nas duas últimas semanas, a Orla Rio e Prefeitura inauguraram vários dos novos quiosques da orla, em Copacabana.
É inquestionável que os novos quiosques são lindos. E que a infra-estrutura irá melhorar e muito, com sistema de esgoto, depósitos subterrâneos, banheiros com chuveiros privados, lockers, aluguel de toalha. Claro que acho isso tudo muito bom.

Apesar de não questionar o projeto arquitetônico, acho que há outra pergunta mais importante no momento: para quem essa revitalização da orla está sendo feita?

** Para os cariocas? Quais cariocas?
A praia é o local mais democrático do Rio – sempre de encontro a crescente segregação social que vemos por aí.
Na praia tem espaço pra todo mundo, sem distinção de raça, credo ou classe social.
Tem a galera esportiva do vôlei, futevôlei, surf. A galera da cervejinha e batucada. Os ciclistas. Os mais antigos moradores em suas caminhadas matinais e vespertinas. As dondocas com seus personal trainers. Ginástica para a terceira idade. A criançada brincando pela areia.
Tudo isso dá o tom, o charme e o jeitinho de nossas praias.
Ah, mas isso tudo continuará por lá… Só que com cervejinha a R$3,50, caipirinha a R$12 e a água pós-exercício a R$2,50. Tudo com 10% de serviço. Afinal, a qualidade do serviço é fundamental. Deu vontade de uma água de coco estupidamente gelada? Só sentar no São Luiz e pedir a R$3,50 servida em jarrinha. Não esqueça dos 10% de serviço.

** Para os turistas?
Afinal, com uma vocação turística dessas, temos que aproveitar. A nova orla irá gerar empregos, trazer mais turistas para o Rio.
Grande parte dos turistas do mundo sonham com uma caminhada no calçadão de Copacabana, regada a água de coco.
Uma caipirinha original e saborosa na beira da praia, acompanhada de um bom camarão frito. Ou de uma porção de sardinha frita.
Tudo na maior descontração genuinamente carioca. Curtindo uma batucada, assistindo a um futevôlei. Sentindo-se parte dessa grande festa. Impressionados com a alegria desse povo, que deixa de lado todos os problemas em troca de uma cervejinha a beira-mar.
Eis que turistas agora terão o privilégio de degustar um excelente champagne francês a beira mar, saboreando um pato ao molho de laranja. Ou então uma boa e quente massa, acompanhada de um excelente vinho espanhol.
Ou melhor ainda, saborearão o melhor Big Mac de suas vidas com vista para a praia de Copacabana.
Nada mais genuíno que isso, não? Além da cor do mar, qual a diferença disso pro Caribe??

E aí? Sobrou quem?

A minha segunda pergunta dá título ao post… Alguém sabe me dizer??

π (Pi) = razão do perímetro do círculo por seu raio.
π (Pi) = razão da área do círculo por seu raio elevado ao quadrado.
π (Pi) = 3,1415926535…

Premissas:
(1) Matemática é a linguagem da natureza;
(2) Qualquer sistema na natureza pode ser representado e compreendido através de números;
(3) Se observamos os números de quaisquer sistemas, padrões surgem.

Logo, existem padrões em toda a natureza.

As 3 premissas acima e sua conclusão foram feitas por Pitágoras, aproxidamente em 500 bc. Pitágoras renegou a existência de números irracionais, e chegou a condenar à morte, segundo conta a história, um discípulo que tentou convencê-lo do contrário. Para ele, os números eram sempre absolutos e a natureza somente poderia ser representada por conceitos absolutos. Números irracionais seriam uma aberração da natureza, que ele julgava perfeita e repleta de padrões, jamais caótica.

Se for possível identificar um fator comum entre todos os padrões existentes na natureza – uma espécie de número mágico – descobre-se a chave de nossa existência e os mistérios da natureza estão desvendados.

π (Pi) é um número irracional, e se repete magicamente na matemática. Há milênios, tenta-se em vão encontrar um padrão na sequência de dígitos de π (Pi). Será o mundo realmente caótico?

Quanto mais eu conheço matemática, mais eu acredito que se há uma explicação para nossa existência, ela está lá.
Quanto mais eu conheço matemática, mais eu acredito que é preciso ser louco para estudá-la.

Dica: Se quiser conhecer um pouco mais da história da matemática, escrita de forma inteligível, pode começar pelo livro “O último teorema de Fermat“.

1. Como provar-se um ser dotado de bondade para com o próximo? Existem limites para a sua bondade? Como sabê-los? Será que já foram realmente testados?
2. Maldade e bondade são mensuráveis? Como medi-las, e quem é capaz de fazê-lo? Como identificar o momento em que a bondade se encaminha para a maldade? Será que não estão tão distantes assim?
3. Será a maldade inerente ao ser humano? Parte de nossa essência e necessária para a sobrevivência, tanto quanto acreditarmos na bondade do próximo? Caso seja, o que nos leva a procurar tantas desculpas para justificar nossos próprios atos de maldade?

Sexta-feira à noite. Decido finalmente assistir ao filme que há tanto resisto, devido a proposta inovadora do diretor – um filme rodado todo em estúdio, em um único cenário. Uma pequena cidade toda representada por desenhos no chão. Dá uma impressão de monotonia que geraria 3 longas horas de filme.

Eis que Dogville me surpreendeu. É o tipo de filme que é melhor saber pouco a respeito antes de assistir.

Sei que a dica vem com atraso. Se você é do time dos retardatários por motivos similares aos meus, dispa-se de qualquer preconceito e deixe o filme te surpreender.

Existem períodos em que, por algum motivo, tenho a impressão que temas se repetem na minha vida – em lugares distintos, envolvendo pessoas e circunstâncias distintas.

Ultimamente, me pego várias vezes questionando porque alguém lê um livro de auto-ajuda. Um único argumento, normalmente banal, que se arrasta por 350 páginas. E que quando faz sucesso, se desdobra em inúmeros volumes. Normalmente escritos por autores que nunca provam ter aplicado com sucesso as tais regras descritas longa e cansativamente. “Little Miss Sunshine” – filme lindo, que eu amei e vi no final de 2006 – traduz muito bem esse meu questionamento. Praticamente no dia seguinte a ida ao cinema, fui convidada para o lançamento de um livro de auto-ajuda – pelo menos no meu conceito. E, sem questionar a inteligência e competência do autor, me perguntava com qual autoridade ele escreve tal livro.

Partindo da premissa que, quem lê auto-ajuda, está em busca de inspiração para conquistar seus objetivos através de obstinação e coragem, porque estas mesmas pessoas não se inspiram em relatos reais envolvendo muita obstinação e coragem? Porque ler “Nunca desista de seus sonhos”, e não “The Scottish Himalaya Expedition”, citado no post aí embaixo? W.H. Murray sem dúvida sabe o que é obstinação e coragem. Minha amiga Simone, pelo final de 2006, andou lendo alguns livros sobre expedições e relatos de sobrevivência, e esse tema era recorrente em nossas conversas.

Hoje, em almoço de trabalho, dois colegas conversam sobre suas últimas leituras. Enquanto um diz que “Os 7 hábitos das pessoas muito eficazes” será sua próxima leitura, o outro diz que “A insustentável leveza do ser” foi o único livro que não terminou na vida, complementando logo em seguida que provavelmente foi porque leu na idade errada.

“A insustentável leveza do ser”
está na lista de meus livros favoritos e, sem dúvida, eu o li no momento certo da minha vida. O livro por si só é maravilhoso, mas a história, idéias e pensamentos contidos ali, faziam todo sentido e me ajudaram bastante naquele momento de separação pelo qual eu passava mas não compreendia. No almoço de hoje, começei a me questionar como funciona a tal da auto-ajuda. Críticas literárias a parte (por favor!!), talvez os hábitos das pessoas muito eficazes funcione para o meu colega exatamente como Milan Kundera funcionou para mim.

Dia desses no Casa no Mato, a Mari declarou seu amor a Clarice Lispector. Como amante de literatura – principalmente de romances – há muito penso que deveria dedicar-me a superar o trauma que tenho de Clarice Lispector. Aos 11 anos, tive que ler “A hora da estrela” na escola. Definitivamente, o livro errado para o momento errado. Me causou um trauma que perdura até hoje.

Finalmente, acabo de falar aí embaixo sobre textos lidos na hora certa. Mais uma vez, sinto que estou me repetindo. Auto-ajuda e momentos certos para as coisas certas – e eu me questionando de onde vem essa recorrência… Vou parando por hoje, porque já me repeti demais.

Por motivos que depois conto aqui, hoje cheguei em casa louca para folhear um de meus livros preferidos – “A insustentável leveza do ser” de Milan Kundera – e reler seu início que fala sobre o conceito do eterno retorno – presente constantemente na literatura de Nietzche, e que inspira o nome do livro.

A teria do eterno retorno parte da premissa que o tempo é infinito mas os acontecimentos não o são. O universo está constantemente mudando de estado, mas em algum momento os estados irão repetir-se, já que são finitos. Esta idéia de ciclos vêm de longa data, está presente em religiões como o budismo e o hinduísmo, e já foi provada e refutada por inúmeros matemáticos e físicos.

Nietzche não afirma a existência do eterno retorno, mas fala da idéia aterrorizante de sua existência e do peso insustentável que isso nos traria. Como escreveu Milan Kundera:
“Se cada segundo de nossa vida se repetir um número infinito de vezes, estamos pregados na eternidade como Cristo na cruz. Essa idéia é atroz. No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma responsabilidade insustentável. É isso que leva Nietzche a dizer que a idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos”.

Por outro lado, a negação do eterno retorno nos torna mais leves, fazendo sentir-nos menos responsáveis por cada ato ou gesto. Essa leveza, ao longo do tempo, é capaz de mudar toda uma perspectiva. Citando novamente trechos do livro:

“…Se a revolução francesa devesse se repetir eternamente, a historiografia francesa se mostraria menos orgulhosa de Robespierre. Mas como ela trata de algo que não voltará, os anos sangrentos não passam de palavras, teorias, discussões, são mais leves que uma pluma, já não provocam medo.”

“… Em compensação, a ausência total de fardo leva o ser humano a se tornar mais leve do que o ar, leva-o a voar, a se distanciar da terra, do ser terrestre, a se tornar semi-real, e leva seus movimentos a ser tão livres, como insignificantes. O que escolher, então? O peso ou a leveza?”.

Parmênides já fazia esse questionamento no século VI antes de Cristo. Segundo ele, o universo estaria dividido em pares de opostos: a luz e a escuridão, o grosso e o fino, o quente e o frio, o pesado e o leve. Considerava que um dos pólos era negativo e outro positivo. Para ele, o leve é positivo e o pesado negativo. Será?

A leveza torna-se insustentável quando banaliza nossos atos. Daí a insustentável leveza do ser, tão bem catacterizada por Milan Kundera ao longo do livro, expressa no personagem de Thomas, e em sua história com Tereza.

A genialidade de um cara que parte de um questionamento filosófico como esse, inspirado por Nietzche, junta com um fato histórico (a primavera de praga) e escreve um romance de tirar o fôlego me impressiona. Milan Kundera é dos meus autores preferidos. Qual não foi minha surpresa ao perceber que, em Praga, capital de sua terra natal, não há uma referência ao seu trabalho – talvez porque esteja vivo e vivendo em Paris.

Essa semana li (ou reli), por meios distintos, dois textos que caíram como uma luva – sabe aquele texto, citação, música que você lê, relê ou ouve na hora certa? Naquele momento em que fazem todo o sentido, em que parece que “a ficha cai”? Pois é, nessa semana, foram esses dois.

Um brasileiríssimo, vindo lá do Pantanal, em forma de canção. Simone me relembrou essa música hoje. O outro veio da Escócia, pensamento inspirado por uma expedição ao Himalaia.

“Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei”
Tocando em frente – Almir Sater e Renato Teixeira

“Em relação a todos os atos de iniciativa e criação, há uma verdade elementar cujo desconhecimento mata inúmeras idéias e esplêndidos planos: a de que, no momento em que nos comprometemos definitivamente, a providência se move também. Uma seqüência de acontecimentos brota da decisão, fazendo surgir a nosso favor toda sorte de incidentes não previstos, encontros e assistência material, que nenhum homem poderia sonhar que pudesse vir em sua direção. Eu aprendi a respeitar profundamente esses versos de Goethe:

O que quer que você possa fazer ou sonhe que possa, comece. A ousadia contém genialidade, poder e magia.


W. H. Murray, em “The Scottish Himalaya Expedition”

PS: Os versos foram erroneamente atribuídos a Goethe no texto original. Na realidade, são traduções de citações de Fausto, feitas por John Anster em 1835. Eu gosto mesmo assim.

Tribunal de justiça de São Paulo decide bloquear o acesso ao you tube no Brasil. Leia mais aqui.

É tanto absurdo que eu fico sem saber por onde começar. Que nossas leis mal citam a internet, quanto mais regulamentar seu uso, já é de conhecimento público. Mas a ignorância do nosso judiciário quanto ao assunto ainda é capaz de me assustar. Ou melhor, me irritar.

Para não falar do óbvio – onde foi parar a democracia? cadê a liberdade de informação? – vou falar dos custos que isso acarreta, provavelmente ignorados pelo juíz que tomou a decisão. Para esse bloqueio funcionar, é preciso criar filtros nas maiores empresas de infra-estrutura do Brasil – Embratel, Brasil Telecom entre outras. E não, não é um filtro só. São vários. Filtros para impedir acesso a qualquer IP que venha do YouTube. Isso exige profissionais especializados, monitoramento constante e diário. Ou seja, custa dinheiro. E jamais será 100% eficaz.

Talvez valha citar também que esse tal método dos filtros é o mesmo utilizado na China, e em outros países onde o acesso a Internet é controlado.

Posso falar também sobre a agressão aos inúmeros usuários do site – os que baixam os vídeos como os de Cicarelli, mas principalmente aqueles que publicam seus vídeos, muitas vezes como uma alternativa barata, funcional e de grande alcance para divulgação de seus trabalhos. Vide exemplo do DiMorais – artista capixaba empresariado pelo meu cunhado Marcelo, e citado pela Dani.

Ah, mas não há motivo para tanta preocupação. A decisão só vale até o you tube retirar o vídeo de cicarelli do site. Aí o tubo volta. Por mais exatos 0.0007seg, que é o tempo de algum usuário fazer o upload de novo. Nesse caso, acho que deviam obrigar o you tube a implantar uma ferramenta de detecção de imagem e impedir que qualquer vídeo contendo imagens de Cicarelli sejam publicados. Pô, fácil, fácil.

Por fim, vou apelar pra fofoca e concluir que se Cicarelli ainda tinha a simpatia de alguns brasileiros, agora vai ser difícil reconquistá-los – pelo menos a pequena fatia desse Brasil que é usuária de internet e que, vou chutar aqui, deve ser mais ou menos a mesma que assiste ao canal de seus programas. Pensando bem… que nada!! É só esperar isso passar e resolver dar umazinha com algum namorado novo e ainda mais bem dotado que esse daí. Daí o vídeo pára em outro tubo qualquer, ela vira assunto nacional, e o resto da história a gente já sabe.

Enfim, eu acessei o you tube hoje. E tenho esperança que ainda vão recorrer dessa decisão. Alguém há de se dar conta desse absurdo.

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Por onde viajo…

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