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E isso é o que me espera. Tenho medo.
Boa festa de reveillon e feliz 2009 para todos!!
City that never sleeps

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Fui comprar um remédio e descobri essa campanha: “Doe um livro e coloque uma história na vida de alguém”.
A Droga Raia está coletando livros em suas lojas, até 15-Jan. O objetivo é montar bibliotecas públicas nos estados em que atua: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Basta passar em uma loja e deixar o livro numa espécie de estante que eles montaram.

Achei excelente idéia. Aproveite o ano indo embora pra fazer uma limpa, doar o que já leu, o que não usa, o que não quer e entrar mais leve em 2009.

Essa super matéria do Globo Online afirma ser mais um mito da crendice carioca: chove muito mais em fim de semana. A matéria é rasa e a conclusão não se explica adequadamente. Vejamos:
“Levantamentos de índices pluviométricos de três pontos da costa da cidade nos últimos 11 anos, feito pelo sistema Alerta-Rio, concluiu que o percentual de dias de areia molhada é praticamente o mesmo durante a semana e nos sábados e domingos.”

Com dois dias de fim de semana contra cinco semanais, justo seria o percentual de dias de areia molhada ser maior nos dias de labuta. Outra: 11 anos? Será possível alguma conclusão baseada em 11 anos? Não preciso de dados metereológicos para notar que os diversos fenômenos climáticos, seus niños e las niñas já afetaram os trópicos nesse meio tempo. Chuva de verão virou peça rara, janeiro é mês de dias nublados, dezembro mês de chuvas infindáveis e eu cheia de saudade do meu verãozinho de piscina no clube: sol todo dia, chuva de verão no fim da tarde, sempre entre 5 ou 6h. Chuva que não refrescava, acabava e continuava um calor danado, e dia seguinte era dia de sol na certa. E banho de chuva de verão é o melhor que há.

Tive que aturar um hondurenho fotografando a praia de Copacabana debaixo de chuva, durante uma semana em outubro, me dizendo que iria fazer cartões postais e mostrar ao mundo a verdade sobre o Rio de Janeiro. Recebi estrangeiros 3 vezes esse ano, em eventos de trabalho – março (3 dias), setembro (2 dias), outubro (5 dias) – e choveu em todos os dias, os 10 dias. Dias de mais ou menos chuva, mas sempre chuva e Cristo encoberto. Sigo afirmando que eles é que são azarados, mas convenhamos: São Pedro não foi lá muito legal comigo, podia dar uma ajudinha.

Mas nada disso importa porque o Rio de Janeiro continua lindo, fevereiro e março e que mané? ‘mais uma crendice carioca’ porque cariocas são bonitos, cariocas são bacanas, cariocas são dourados e o principal: cariocas são ixxxxxxxpertos e não, não gostam de dias nublados. Nem de sinal fechado. Há quem diga que ela é chata – e eu discordo – mas um fato é unânime: a moça soube observar. Adriana Calcanhoto pra vocês:

Eu – digo eu, euzinha – fiz parar de chover.
Há de ser um bom presságio.

Por Deise otimista, bem humorada e a caminho da praia 🙂

Consertar meu ventilador de teto definitivamente;
Visitar uma galeria;
Trocar o porta-toalha;
Separar os casacos das roupas de verão no armário;
Andar de bicicleta;
Fazer parar de chover;
Buscar a identidade no Detran;
Dar entrada na renovação da habilitação;
Dirigir algum carro pra sentir-me mais segura e crer que ainda posso dirigir, se necessário for, em 2009;
Escrever material pro fnp (*);
Passar um dia sem comer pão;
Iniciar o uso frequente de Vitamina C;
Ir a praia;
Fazer parar de chover;
Arrumar as malas de forma comedida e sem exageros;
Fazer parar de chover;
Fazer parar de chover.

Serão 5 dias intensos 🙂
Faça você também sua listinha.
(*) ainda não estou autorizada a divulgar o significado de dita sigla. Aguarde 2009.

É Natal e não tenho nada pra dizer. Faço um esforço, tento encontrar temas, assuntos, algo que me inspire e nada. E esse blog abandonado por tantos dias, me sinto pressionada.

Ho ho ho. Feliz Natal.
Copio a Rosana e digo: seria tão bom ainda acreditar em Papai Noel.
Minha mãe achou a bailarina de corda do Natal em que eu mais acreditei em Papai Noel. Oba.
Gosto cada vez menos do Natal, mas gosto dos almoços em família. E adoro abrir embrulho de presente.
Natal só é legal mesmo com criança.
Tá um calor de cão e meu ar condicionado não dá conta.
Preciso achar o que fazer agora a noite, já que a tradição da Família Lima é almoço no dia 24, nada de ceia.
Todo mundo assando o peru e eu até já usei meus presentes 🙂
E mesmo quando não tenho o que dizer, falo muito. Já dizia minha mãe: eu falo pelos cotovelos.

Ho ho ho. Feliz Natal.

Parece que está no site oficial da turnê de Madonna o vídeo dela e equipe orando com Sérgio Cabral, minutos antes da apresentação de segunda. Além de agradecer a Cabral pela receptividade e pelos seguranças tão bonitos (tem comentário mais cara de Madonna?), ela disse(fonte: globo online):
“Temos que lembrar que somos sortudos por ter este trabalho, e também lembrar que estamos aqui para levantar o estado de espírito dessas pessoas e fazê-las esquecer de seus problemas…”

Agora, imagina o que um artista – que tem esse tipo de consciência sobre seu trabalho – sente ao descobrir que sua obra vem sendo usada como instrumento de tortura? Denúncias indicam que prisioneiros do governo americano em Guantanamo, Iraque e Afeganistão são submetidos a horas – às vezes dias e meses – ininterruptas de uma mesma música no volume máximo (*). Não acredito que existam precedentes, mas deve existir alguma forma de processo por uso indevido. Confesso que nunca havia imaginado um possível uso indevido para arte antes.

Parece que Madonna não está na lista dos artistas usados e vários músicos já aderiram a campanha “Zero Db” (Db = decibéis) em protesto contra a prática e prometem minutos de silêncio durante shows em 2009. Eu apoio a campanha.

(*) ps: impossível não lembrar de ‘Laranja Mecânica’. se nunca viu, veja. e entenda a relação.

Ela caiu, desafinou e a voz falhou mas ainda assim foi um fabuloso, enplendoroso e maravilhoso espetáculo. Perdi o timing pra falar do show que assisti no último domingo, mas quero comentar mesmo assim. Que Madonna é um fenômeno, ninguém mais ousa questionar – gostando ou não de sua música. Aliás, sua música é apenas parte do espetáculo e esta sempre foi a grande sacada. Ela simplemente inventou uma nova forma de entretenimento, transformou o pop em espetáculo e virou diva. Britney tem muito mais a agradecer a Madonna que simplesmente a oportunidade de dizer ao mundo que she’s not sorry, it’s human nature.

Pontos altos do show, por Deise Lima:
+ Madonna roqueira. Adorei.
+ A versão rock ‘n roll de “Borderline”.
+ O momento masturbação guitarrística. Totalmente rock ‘n roll.
+ Vogue, sempre Vogue. Das melhores músicas de todos os tempos.
+ Madonna cantando, e sem se deixar abalar, pegando uma toalha pra secar a plataforma no timing exato do bailarino subir e arrasar na sua performance.
+ Madonna caindo sem perder a pose, dando uma checada básica no joelho e levantando com tamanha naturalidade que muita gente nem percebeu. Eu percebi, e só virei mais fã.
+ O clip de “Get Stupid”.
+ A qualidade das imagens no telão.
+ “You must love me”, como diz a Dani: o momento intimista do show. Soa pedante mas foi lindo. E a emoção dela ouvindo os gritos de “We love you!” pareceu bem sincera.
+ O clip que passou no telão durante “You must love me”.
+ ‘Four minutes’: eu gosto cada vez mais dessa música.
+ O ‘tic tac tic tac’ de ‘Four minutes’ em inúmeras mixagens durante o show.
+ ‘Human Nature’ com Madonna-roqueira-guitarrista apagadinha ali na frente deixando o espetáculo pra Britney-disfarçada no telão. E adoro essa música.
+ A música que ela cantou sobre o piano e na penumbra, atrás do telão tubular que passava imagens de chuva. Confesso que não conhecia a música e não sei o nome, mas foi lindo.
+ “Music”. Adorei a coreografia.
+ A música espanhola seguida da judaica, com a coreografia alegre e, como sempre, animada dos bailarinos.
+ Like a prayer, like a prayer, like a prayer. Ela devia terminar o show com ela.
+ A simpatia da moça. As músicas pra parar a chuva. O ‘I’m sorry that you are all wet’. No need to be sorry, we love you :))
+ A marcação certeira dos guarda-chuvas. Parece simples, mas é foda – crea-me.

E não gostei:
+ Da versão de “La isla bonita”. Achei repetitiva.
+ De “Into the groove”. É umas das minhas músicas preferidas da Madonna por ser das mais dançantes. E achei a coreografia com as cordas meio paradona. Não fez jus ao meu verso preferido: “Only when I dance I can I feel this free. At night I lock the door and no one else can see. I’m tired of dancing here all by myself, tonight I wanna dance with someone else!”
+ essa história de pular corda. ok, não é pra qualquer um – mas não achei esteticamente tão bonito. dispensaria.
+ que venham as críticas, mas eu não consigo gostar de “Give it to me”. Acho só o refrão bom, e não gostei de ser a última música do show.
+ até agora não entendi o próposito daquele vídeo de mulher-ET e a relação com a coreografia dos bailarinos. só salvou pela música que, só me dei conta ontem, é do Eurythmics.
+ e que venham mais pedras, mas achei desnecessário Madonna resolver atender a pedido do público cantando a capela. Amo Madonna, mas cantar a capela não é com ela. E “Express yourself” não era a melhor música. Pra funcionar, tinha que ser mega-super-hit, estilo “Holiday”. E tenho dito.

E bem, os bailarinos da Madonna são sempre um show a parte. Mas senti falta deles em alguns momentos. No passado, eles costumavam estar no palco o tempo inteiro. Mas dou um desconto, afinal a ‘moça’ já tem 50 anos. Merece descansar.
Se ela tivesse perguntado pra mim que música cantar, eu teria gritado convicta: “Cherish!!!!”. Não acho que ela me atenderia.
O cabelo dela está lindo. E queria ter o poder de fazer 70.000 pessoas cantarem e dançarem felizes sob chuva.

E finalmente, digo que valeu. E muito.

Eu gosto dele, torço sempre, fiquei desapontada em Pequim, mas defendi a competência do moço até o fim. E aí está: Diego Hypólito é ouro no solo na grande final do Mundial de Ginástica Artística.

Diego é simplesmente o primeiro ginasta brasileiro a obter resultados significativos. Enquanto as meninas – após muito esforço – já tem equipe, técnico, centro de treinamento, salário e alguma infra-estrutura, a ginástica masculina ainda caminha a passos de tartaruga no Brasil. E isso só dá ainda mais mérito pro cara.

As Olímpiadas exercem um enorme fascínio nas pessoas mundo afora, todos os holofotes se voltam para o evento. Gente que nunca assite esporte, participa, torce, xinga, celebra, se desaponta. E depois volta pra vida sem esportes. Pra todo mundo que chamou o Diego de amarelão, eu faço minha parte aqui e ajudo a divulgar: quase ninguém mais está olhando, mas ele é ouro – o melhor ginasta do mundo no solo. E tenho dito :))

Nunca pensei que fosse dizer isso, mas estou aqui pensando como faço para transportar um elefante branco que quero ter na minha casa.

Queria também saber porque gosto tanto de elefantes, e agora que já consegui encaixar a expressão “elefante branco” na minha vida, ainda me falta uma oportunidade para gritar: “oh! estamos em apuros!”, assim naturalmente. Quem sabe enquanto eu estiver trazendo o elefante branco?

“Siga aquele táxi!” eu já tive o prazer de dizer, super confiante e em contexto.
“Heureca!” eu também já disse, mas um pouco forçado.
“Voilá!” também saiu uma vez, foi bem legal e adequado ao ambiente – metrô em Paris – mas ainda assim um pouquinho não natural.

E você? Qual é aquela frase ou expressão que você passa a vida esperando o momento certo para dizê-la?
Hein?

PSI: aceito o elefante de presente. eles entregam no Brasil, deve só custar um outro elefante. é isso ou correr o risco de carregá-lo pelas ruas de NY e acabar presa na porta do metrô – eu e elefantinho – finalmente achando o momento certo para gritar: ‘estamos em apuros!’. até que pode ser legal 🙂
PSII: Esse site é bem legaus mesmo. Dica da Dani e eu endorso.

De tudo um pouco:

Conheça também:

O Jardim em fotos

Por onde viajo…

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